Mitos: O Rapto de Perséfone

Hades sempre fora um deus soturno, solitário e recolhido em si. Nascera da união entre Cronos(Saturno) e Réia (Cibele). Cronos, deus do tempo e rei dos titãs temendo à profecia de que um dos filhos o iria destronar e aprisionar, devorou-o tão logo nasceu. Mais tarde, Hades foi vomitado pelo pai, depois que o irmão Zeus dera ao deus do tempo, uma porção mágica para ingerir. Saído das entranhas de Cronos, Hades lutou ao lado dos irmãos Zeus (Júpiter) e Poseidon (Netuno) contra o reinado do pai. Após a vitória foram delimitados os domínios de cada um. Tendo Poseidon o domínio dos mares, Zeus dos céus, e Hades do submundo.

Hades mostrava-se imune ao amor de qualquer deusa ou de qualquer mortal. Seu frio coração irritava Afrodite (Vênus), deusa do amor, que sempre fizera deuses e mortais sucumbirem à sua arte. Hades continuava com o coração intacto e frio. Corria solitário todas as partes do Érebo, que governava energicamente.

Segundo as lendas, Hades era invocado por seus devotos através da emissão de sons produzidos pelo barulho de suas varas ao baterem no chão. Um dia, Hades ouviu as varas que os humanos batiam sobre a terra, invocando-o com o sacrifício de duas cabras negras. Ao sentir o sangue quente dos animais molhar o chão, Hades pôs sobre a cabeça o capacete que o deixava invisível, emergindo das entranhas mais profundas da terra, até a superfície do mundo dos vivos, aceitando assim, o sacrifício.


Caminhando solitário, Hades avistou ao longe, no meio do bosque florido, a mais bela jovem que os seus olhos já tinham contemplado. Era kore. Com o coração a bater como nunca sentira dantes, o frio senhor dos mortos viu emergir de dentro dele um estranho e implacável calor. Invisível, aproximou-se de Core e das amigas. Carinhosamente soprou em seus ouvidos. Core sentiu aquele estranho sopro. Enquanto as amigas arrepiaram-se de temor, a jovem arrepiou-se acometida de uma ternura infinita. Kore sorriu, de repente, o que fez com que Hades se mostrasse visível aos seus olhos. A bela jovem viu surgir à frente o rosto daquele deus forte, olhar grave, de sorriso escorrido e gestos austeros. Apaixonado, Hades revelou-lhe o amor e o desejo de fazê-la a sua esposa eterna. kore ouviu a declaração de Hades, mas nada respondeu, precisava consultar a mãe, a deusa Deméter (Ceres), e o pai, o poderoso Zeus.


Mas Deméter, deusa da agricultura e dos alimentos, sabia que o reino de Hades, o seu irmão, era nas profundezas da terra. Decidiu que não se iria separar da filha, proibindo que ela desposasse o senhor da escuridão. Hades ficou inconsolável. Subiu ao Olimpo e pediu a ajuda do irmão Zeus. Estava perdidamente apaixonado por Core, já não conseguia viver sem ela. Zeus ouviu o irmão, como sabia da recusa de Deméter em deixar a filha partir para o Érebo, aconselhou a Hades que raptasse kore.


Um dia a bela Kore colhia os lírios e as violetas às margens do lago de água cristalina. De repente surgiu o mais belo dos narcisos à beira do lago, de uma cor tão reluzente que encantou kore. Gaia havia o feito surgir a mando de Zeus para atrair a donzella. Como se hipnotizada pela flor, ela debruçou-se sobre o lago para pegá-lo. Foi quando a terra abriu-se em um imenso abismo de escuridão, dele emergindo um carro de ouro puxado por cavalos, conduzidos pelo próprio Hades. Num impulso rápido e certeiro, o senhor do Érebo arrebatou a frágil e bela Core. Assustada, a jovem lançou um grande grito que ecoou pelos campos, enquanto o carro de ouro a conduzia até o Tártaro.

Deméter, deusa da agricultura e mãe de Perséfone, escuta os gritos de desespero de sua filha mas nada vê. Desesperada procura por sua filha durante nove dias, sem obter sucesso. Apenas no décimo dia Deméter consegue a informação através de Hélios (Sol), que tudo vê, e Hécate de que sua jovem filha está sob o cárcere de Hades. Zeus confirma o rapto. Revela à deusa que Core ao cruzar as fronteiras dos Infernos, tornara-se a esposa de Hades, e como rainha do Érebo, passou a chamar-se Perséfone (Prosérpina).

Sem poder atravessar as fronteiras do Érebo em socorro da filha, indignada com Zeus e Hades, devastada e em luto pela perda de Perséfone, Deméter abandou o Olimpo, indo viver com os homens da terra, se refugia em Elêusis. Abandonando os campos e as plantações, deixando de proteger as colheitas e escondendo as sementes Deméter provoca infertilidade ao solo. A primavera eterna desapareceu da terra, levando-a ao inverno e causando fome no mundo todo.

Zeus vendo a fome assolar a humanidade e a terra seca interviu diante de Deméter, mas a deusa só voltaria a proteger a agricultura e aos campos se tivesse a filha de volta. À face da catástrofe que se abatia sobre o mundo, Zeus enviou Hermes (Mercúrio), ao reino de Hades, com a ordem de que ele devolvesse Perséfone à mãe, para evitar que a humanidade faminta, rebelasse-se contra o poder dos deuses.

Hades não se contentou em perder a amada. Mas não poderia desobedecer a ordem de Zeus. Chamou Perséfone à sua presença. Diz a ela que deverá acompanhar Hermes até o mundo dos vivos, sendo devolvida à mãe. Triste, beija a face da amada. Em um último ardil, oferece-lhe uma saborosa romã como lembrança do seu amor. Mal sabia Perséfone que quem comesse qualquer fruto do reino de Hades, deveria retornar posteriormente a ele. Perséfone despediu-se do marido, regressando ao mundo dos vivos.

Deméter recebeu a filha com alegria. Os campos voltaram a florir. Ao abraçar a filha, a deusa lembrou-se de perguntar se ela havia comido alguma fruta no Tártaro, ao que a jovem respondeu afirmativamente, comera o bago de uma romã.

E agora diga-me como ele o arrebatou para o reino das trevas e escuridão, e com que truque o Hades enganou você?
Então a bela Perséfone respondeu-lhe assim:Mãe, vou te contar tudo sem erro. Quando o sortudo Hermes veio, rápido mensageiro de meu pai, o Filho de Cronos, e dos outros Filhos de Urano, pedindo-me que voltasse do Erebos para que você pudesse me ver com seus olhos e assim cessar de sua raiva e terrível cólera contra os deuses, Eu pulei de alegria imediatamente; mas ele secretamente colocou em minha boca comida doce, uma semente de romã, e me forçou a provar contra minha vontade. Também contarei como ele me arrebatou pelo plano profundo de meu pai [Zeus], ​​o Filho de Cronos, e me carregou para as profundezas da terra, e relatarei todo o assunto como você pergunta. Todos nós estávamos brincando no lindo prado, Leukippe e Phaino e Elektra e Ianthe, Melite também e Iakhe com Rhodea e Kallirhoe e Melobose e Tykhe e Okyrhoe, formosos como uma flor, Khryseis, Ianeira, Akaste e Admete e Rhodope e Plouto e o encantador Kalypso; Styx também estava lá e Ourania e a adorável Galaxaure com Pallas que desperta batalhas e Ártemis se deleitando com flechas: estávamos brincando e colhendo flores doces em nossas mãos, açafrões macios misturados com íris e jacintos, e flores de rosa e lírios, maravilhoso de ver, e o narciso que a vasta terra fez amarelecer como um açafrão. Isso eu colhi em minha alegria; mas a terra se partiu abaixo, e de lá o forte senhor, Hades saltou e em sua carruagem dourada ele me levou embora, contra minha vontade, para baixo da terra: então eu chorei com um grito estridente. Tudo isso é verdade, embora me dói contar essa história. 

A deusa desolou-se, sabia que a filha teria que voltar ao Tártaro todos os anos. Diante do ardil, ficou estabelecido por Zeus que Perséfone passaria uma parte do ano ao lado do marido, reinando no Érebo, outra parte ao lado da mãe, na terra e no Olimpo. Assim, durante o tempo que Perséfone despede-se da mãe e retoma o caminho do Érebo, a deusa recolhe-se à tristeza da sua saudade. Em consequência dessa tristeza, as árvores perdem as folhas e as flores, os campos ficam sem as plantas, o inverno invade a terra com o seu vento frio e cortante, deixando-a desolada e coberta pelo gelo. Quando Perséfone retorna aos braços da mãe, alegrando-lhe o coração, as folhas voltam verdes às arvores, as flores invadem os campos, trazendo a primavera novamente ao mundo.

É dito que Hades e Perséfone tinham uma relação calma e amorosa. As brigas eram raras, com exceção de quando Hades se sentiu atraído por uma ninfa chamada Minthe (ou Menta), e Perséfone, tomada de ciúmes, transformou a ninfa numa planta a “garden-mint” ou “hortelã”, destinada a vegetar nas entradas das cavernas ou, em outra versão, na porta de entrada do reino dos mortos. Perséfone interferia nas decisões de Hades, sempre intercedendo a favor dos heróis e mortais, sempre disposta a receber e atender os mortais que visitavam o reino dos mortos à procura de ajuda.


Embora esse seja um conto romantizado, os antigos relatos gregos e romanos de Perséfone concordam que Hades raptou Perséfone contra sua vontade e a estuprou. Nesta versão ela foi raptada contra vontade, mas observe que não se fala nada sobre o estupro.

O que fica um pouco difícil de definir é a linguagem que se perde nas traduções. Nem sempre o que dizemos em nossa língua natal se traduzido literalmente fará sentido em outra língua, porque a linguagem é muito coloquial, cultural e temporal… é necessário alguém que conheça bem as duas línguas, e tendo as vivenciado saiba traduzir o sentido e não as palavras, jargão por jargão por assim dizer. Então aí temos um problema, como traduzir a essência de um coloquialismo de séculos, quando a cultura era muito diferente. Já vi muitos defensores do romance de Hades e Perséfone devido a isso e não posso tirar-lhes totalmente a razão.

Nos tempos antigos, o rapto de donzelas era uma prática comum na Grécia. Um jovem simplesmente tinha que sequestrar aleatoriamente uma garota da casa de seus pais e isso significava que eles eram “casados” aos olhos da sociedade. E é por isso que alguns dizem que não havia nada de errado no mito de Perséfone, que simplesmente contava a história dessa antiga prática de um ponto de vista divino.

Receio que naqueles tempos as mulheres comuns não tinham liberdade ou direitos; ser sequestrada e estuprada e ser considerada “noivas” e depois “esposas” de seus estupradores não era exatamente incomum. Simplesmente, não era considerado grande coisa, era tradição. Deusas não eram exceção. Quase todas as deusas casadas do panteão grego tornaram-se esposas de seu marido por estupro, Hera, Thetis, Metis, Gaia, Helen, para citar algumas.  Perséfone então foi estuprada, sequestrada e desrespeitada, assim como a maioria de seu sexo naquela época. o Hades não era nem mais nem menos ruim do que o grego antigo médio que seguia as tradições patriarcais. Mas Perséfone se ergueu acima de tudo isso para se tornar uma rainha real, poderosa e temida, basicamente roubando o submundo dos domínios do Hades, que depois dela se tornou apenas o nome do lugar, enquanto ela era sua governante.

O que acontece também é que a adversidade faz a habilidade, como que se vendo sem direitos sobre si mesmas e seu destino as mulheres se tornaram por necessidade mais manipulativas, era sua única saída. Moças então fingiriam o rapto diante de sua família e amigos para poderem ficar com aqueles de sua escolha. Esse ardil era sua única possibilidade de definir algo sobre seus destinos. Era isso ou elas acabariam sendo raptadas de verdade tendo sido dadas por seus pais sem aviso prévio.

Outro ponto a ser considerado é que a palavra “estupro” teria no contexto da história antiga o significado de “rapto”, tendo o estupro como o entendemos outra palavra para distingui-lo. – Como disse a certeza se perde na tradução.

O Hino Homérico a Deméter

O mais antigo relato sobrevivente detalhado da história de Hades e Perséfone vem do “Hino Homérico 2 a Deméter”, que provavelmente foi composto por volta do século 7 aC ou por aí. O hino não deixa absolutamente nenhuma ambigüidade de que Hades raptou e estuprou Perséfone totalmente contra sua vontade; até descreve Perséfone várias vezes como “relutante”. Aqui está a descrição da abdução de Perséfone por Hades do Hino homérico a Deméter, traduzida por Diane J. Rayor:

Canto sobre a venerada deusa Deméter de cabelos ricos e sua filha de pernas compridas que Hades arrebatou (o estrondoso e trovejante Zeus a entregou)
enquanto ela brincava com as filhas virgens de Ocean, longe do Grão Dourado de Deméter, que dá frutos brilhantes.
Ela colheu flores exuberantes do prado: rosas, açafrões, lindas violetas, íris, jacintos – e um narciso que Gaia cresceu como uma isca para a menina desabrochando, seguindo as ordens de Zeus, para agradar a Lord Hades.
Todos se maravilharam com a visão fascinante, tanto deuses imortais quanto pessoas mortais:
de sua raiz floresceram uma centena de cabeças perfumadas, e todo o céu acima, toda a terra, e a onda salgada do mar riu. Espantada, ela estendeu as duas mãos para pegar a flor encantadora – e um abismo se abriu na planície de Nyssian. Saiu Lord Hades, deus de muitos nomes, em seus cavalos imortais.
Pegando a garota relutante, ele a carregou em sua carruagem dourada, enquanto ela chorava e gritava alto chamando seu pai, filho de Cronos, o mais elevado e melhor.

Nenhum dos deuses imortais ou povo mortal a ouviu chorar, nem a Oliveira brilhando com frutas – exceto a filha de Perses, Hékate de coração terno , velada em luz, ouviu de sua caverna e o filho brilhante de Lorde Hélios Hyperion ouviu a garota chamando seu pai, filho de Cronos.
Zeus sentou-se longe dos deuses, em seu templo ecoando orações, aceitando ricas oferendas de mortais.
Mas o irmão de seu pai, filho de Cronos com muitos nomes, Senhor dos Mortos, roubou a garota relutante em seus cavalos imortais, com um aceno de Zeus.
Enquanto a deusa ainda podia olhar para a terra e o céu estrelado, forte precipitação dos peixes abundantes do mar e dos raios do sol, ela ainda esperava ver sua querida mãe e a raça dos deuses que vivem para sempre: a esperança ainda encantava sua mente forte, embora ela sofresse.
Mas os picos das montanhas e as profundezas do mar ecoaram com seu grito eterno, e sua mãe deusa a ouviu.
A dor aguda apoderou-se de seu coração; com as duas mãos ela rasgou o véu de seus cabelos ambrosíacos, jogou uma capa preta sobre os ombros e disparou como um pássaro sobre a terra e o mar nutritivos, procurando: mas nenhum dos deuses imortais ou povo mortal diria a ela a verdade,
nem pássaros presságios vêm trazendo mensagens ”.


Como Arquétipo Perséfone é vulnerável tendo sido manipulada enquanto donzela pela mãe que a querendo apenas para si, não permitia que outros deuses interessados em cortejar a filha se aproximassem. Tendo sido enganada, caindo numa emboscada planejada por seu pai ao ordenar que Gaia a atraísse com a beleza e perfume de uma flor e por fim raptada por seu tio/marido. Não é então apenas o cenário de um estupro que a faz uma deusa vulnerável, embora todas deusas vulneráveis tenham vivido esse cenário na mitologia.

Vale ressaltar que essas lendas como as conhecemos embora muito mais antigas nos foram contadas na visão da era patriarcal, assim como novas versões mais românticas e suaves são contadas atualmente sobre a história de Perséfone e Hades nos livros infantis. O que não nos garante que havia uma versão anterior? Que a ideia de colocar uma deusa como estuprada, representando não apenas sua vulnerabilidade por ser mulher, mas subjugando-a ao masculino que neste contexto seria o mais forte, único dono da sua vontade e sexualidade não tenha sido inserida pelo patriarcado como justamente como uma forma de subjugar o feminino em sua psique, retirando o seu poder sobre si mesma?

Sagrado Feminino: Consagração do Ventre

A Consagração do Ventre de Luz © é um processo de Despertar, Autocura e Transformação do Feminino.

São feitas limpezas e purificações de agressões, abusos, traumas, violência, doenças, desordens, crenças e limitações que impedem a mulher de ter uma vida plena, criativa, feliz, próspera e prazerosa.

E a cada Sintonização, a gente vai limpando, purificando e energizando a mulher em todo o seu ser. Assim ela se sente curada, amada, valorizada, aceita, acolhida, protegida, criativa, feminina e sensual.

Toda dor física é uma dor emocional. E por isso os problemas sexuais e ginecológicos têm uma relação emocional-energético e um tratamento corporal, energético e vibracional também. Seu corpo sofre através de TPM, cólicas menstruais, endometriose, cistos, nódulos, miomas, infertilidade, incontinência urinária, vaginismo, Baixa libido, falta de lubrificação, prazer sexual, orgasmos…

O momento de reconhecer a importância da Saúde Sexual e a Sexualidade Sagrada chegou. Se limpe, se cure e se liberte de tudo o que te impede de ter uma vida plena, saudável, prazerosa e feliz. Afinal, libido é ENERGIA VITAL. Se libido/energia sexual é energia de vida, a pessoa que não exerce sua sexualidade está numa “poça de lama” de energia vital estagnada, se adoecendo. Reveja suas crenças limitantes.

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Recursos para Mulheres trabalharem o Sagrado Feminino

Você deseja viver plenamente como a mulher apaixonada, espiritual, poderosa, amorosa, criativa e sensual que você sabe que realmente é?

Mulheres de Lua: Mandala Lunar Menstrual

Quando nos conectamos com nossa própria natureza cíclica e a celebramos como uma fonte de poder, temos a oportunidade de aprofundar a fonte de nossa sabedoria interior. 

O segredo do bem-estar, sucesso e realização das mulheres é o ciclo menstrual!

 Culturas nativas em todo o mundo homenagearam mulheres jovens com cerimônias para celebrar a menarca, o primeiro período menstrual. Nos tempos antigos, o sangue menstrual figurava de forma poderosa nos mitos da criação e na cosmologia. Os estudiosos estão começando a reconhecer que a Deusa estava viva na imaginação pré-histórica e que suas imagens representavam um compromisso humano com a “fertilidade” e a “natureza” (Noble, 1983). 

Os nativos americanos se referem à menstruação como a hora da lua. Tradicionalmente, as mulheres sangrando iam para uma cabana lunar para descansar e meditar, onde sua atenção poderia estar em outro lugar – nos planos espirituais oníricos, reunindo sabedoria. Nossa visão da lua muda diariamente à medida que ela passa por quatro fases.

Também somos criaturas de flutuação e vivenciamos um ciclo biológico mensal com quatro fases: menstrual, folicular, fértil e lútea – cada uma com sua própria mistura de elementos hormonais, físicos e energéticos. 

“estar em fluxo é a natureza do feminino, e esse é o modo de vida lunar. Você deve se dar permissão para mudar constantemente, cada sono é uma espécie de trabalho de parto repousante ao luar, durante o qual você dá à luz uma nova versão de si mesmo assim que o sol nasce. ” –Danielle Dulsky

Ser mulher é ser cíclica e menstruar é sagrado. Crescemos sem nunca aprender muito sobre isso, sobre menstruação, exceto quando nos dizem que podemos engravidar depois que ela aparece pela primeira vez e devemos usar absorventes quando sangramos, o que acontecerá todo mês. 

Nossa perspectiva social dominante considera a menstruação como uma necessidade biológica inconveniente, cujas evidências devem ser escondidas e encobertas, de preferência indetectáveis. No meio do desenvolvimento de nossa autoestima como mulheres através dos olhos de uma cultura patriarcal, inevitavelmente perdemos o poder e a sabedoria inerentes a nossos corpos femininos.  Não somos ensinadas a “ler” ou compreender nosso próprio corpo. Pelo contrário, somos ensinadas a nos envergonhar, esconder e aceitar vários meios artificiais para “gerenciar” nossos corpos. Enquanto mulheres sentem vergonha de estarem menstruadas, homens são ensinados a ter nojo também, a colocar tudo na conta da TPM ao invés de respeitar a mulher de cada fase. A Mulher é tida pelo homem como difícil de entender, mas não seria fácil se apenas observassem o desenrolar de cada fase? Cada fase do ciclo afeta como pensamos, agimos e reagimos, como sentimos e para que estamos disponíveis. Não podemos pedir isso dos os outros quando nós mesmas não o sabemos.

“Quando combinamos uma tarefa com as habilidades aprimoradas que experimentamos em uma fase, não apenas podemos fazer as coisas melhor e mais rápido – também nos sentimos bem! Nosso ciclo menstrual é um instrumento incrível para criar conquistas E felicidade.” Miranda Grey

MENSTRUAÇÃO

 O primeiro dia em que você vê sangue vermelho é considerado o Dia 1. Você começa a liberar o revestimento do útero, que se tornou espesso e esponjoso durante as últimas semanas. Os níveis hormonais caem e os níveis de energia podem fazer o mesmo. Para muitos de nós, este é um momento de grande alívio após a tensão interna que se acumula durante o pré-menstruação.

Dê a si mesma um consentimento amoroso para liberar as camadas acumuladas durante o mês, não apenas as camadas uterinas físicas, mas também os detritos psíquicos e a desordem emocional. A lua está escura e também “nova”, assim como esta fase de “fim-começo”. Não é necessário que o seu ciclo sincronize literalmente com a lua real – se você sangrar com a lua nova Estou me referindo ao seu próprio ciclo único, sua lua, sua estação; seu corpo é um microcosmo da terra! .

A menstruação está associada ao tempo de inverno, marcado pelas energias do retraimento, um momento para ouvir o seu eu interior e o seu corpo. O arquétipo da Anciã reivindica essa fase. As barreiras entre a mente consciente e subconsciente são reduzidas, permitindo que você abra sua consciência e interaja com a consciência de seu corpo. Veja mais sobre os arquétipos incorporados no ciclo menstrual aqui.

FASE FOLICULAR

 O hipotálamo avisa a glândula pituitária para enviar o hormônio folículo-estimulante aos ovários. Como resultado, cerca de uma dúzia de folículos (pequenos sacos em cada ovário) começam a amadurecer e a emitir estrogênio.

Você experimenta sua primavera interior, uma explosão de energia que pode brotar novas sementes e lançar novos começos. Você pode experimentar maior determinação, ambição e concentração e ser capaz de realizar mais em seu trabalho. É um ótimo momento para iniciar novos projetos, debater ideias e conhecer novas pessoas. 

FASE FÉRTIL

 O estrogênio está subindo e sinaliza ao útero para construir um novo revestimento. O estrogênio também promove a produção de fluido cervical. O colo do útero é a abertura inferior do útero e pode ser sentido projetando-se para a parte superior da vagina. O colo do útero é revestido por canais chamados criptas. Essas criptas produzem fluido cervical – frequentemente observado durante a fase folicular com uma qualidade pegajosa que então progride para uma textura cremosa, depois fértil e escorregadia para elástica, semelhante a clara de ovo, logo antes da ovulação. 

Toni Weschler oferece uma grande visão em Assumir o controle de sua fertilidade:

“O fluido cervical é para a mulher o que o fluido seminal é para o homem. Uma vez que os homens são sempre férteis, eles produzem fluido seminal todos os dias. As mulheres, por outro lado, são férteis apenas alguns dias em torno da ovulação, e, portanto, produzir a substância necessária para a nutrição e mobilidade do esperma apenas durante esse tempo. É bastante intuitivo. Os espermatozoides requerem um meio para viver, se mover e se desenvolver – caso contrário, eles morrerão rapidamente. Uma vez que os espermatozoides viajam do pênis para a vagina, eles precisam de uma substância comparável para sustentá-los. Mas o único momento em que é crucial para o esperma sobreviver é por volta da época em que o óvulo é liberado. É por isso que as mulheres produzem a substância que se assemelha ao sêmen por apenas alguns dias por ciclo. Em última análise, o fluido cervical tem várias funções importantes. Ele fornece um meio alcalino para proteger o esperma da vagina ácida, nutre o esperma, atua como um mecanismo de filtragem e, talvez o mais importante, serve como um meio pelo qual o esperma pode se mover. ” 

Quando ela diz que o fluido cervical “nutre” o esperma, ela está se referindo ao fato de que o esperma pode viver até cinco dias em fluido cervical de qualidade fértil. Quando ela fala sobre aquela “vagina ácida,” essa leve acidez serve como uma barreira natural para infecções e irritações. Ele reprime o crescimento de bactérias ruins e estimula o crescimento de bactérias boas (que agora sabemos que são vitais para prevenir infecções). Além disso, a vagina tem a capacidade de se manter limpa, secretando fluidos naturais para eliminar as células velhas e manter um pH saudável. Você sabe como às vezes a roupa íntima fica com aquelas listras brancas ligeiramente crocantes. Isso é apenas a limpeza da vagina! Lembre-se de que isso é totalmente diferente do fluido cervical. Durante a fase fértil, os níveis de estrogênio atingem o pico e a glândula pituitária secreta o hormônio luteinizante – fazendo com que um óvulo maduro se rompa de seu folículo e do ovário. Isso é ovulação.

Algumas mulheres sentem dor pélvica com a liberação do óvulo, bem como uma onda de energia ou uma sensação de esgotamento. 

O arquétipo da mãe-criadora comanda essa fase e transmite um senso de autoconfiança e valor próprio que permite que você ofereça apoio, encorajamento e força aos outros, com a confiança de que você é capaz de dar e sustentá-lo. 

 Este é o momento de ter conversas importantes … quando suas habilidades de comunicação aprimoradas permitirão que você transmita seus pensamentos e opiniões de forma mais clara, bem como ser mais receptivo aos dos outros”.-Alissa Vitti

FASE LÚTEA

Após a ovulação, as células das paredes do folículo iniciam a produção de outro hormônio, a progesterona. Nesta altura chamamos este folículo pós-ovulatório o corpo lúteo ou corpo amarelo. O corpo lúteo permanece na superfície do ovário e produz progesterona, que torna o endométrio esponjoso (um revestimento uterino esponjoso é necessário para que a implantação-gravidez- seja bem-sucedida). A progesterona também faz com que a temperatura ao acordar fique mais quente e o fluido cervical seque. Caso não ocorra o implante, após em média 14 dias, no máximo 16 dias, o corpo lúteo se desintegra e seu revestimento uterino é liberado, desencadeando a menstruação. Durante a primeira metade da fase lútea, sua energia ainda pode estar alta, então continue a desfrutar das atividades que você realizou durante a ovulação e, em seguida, reduza sua intensidade conforme sua energia declina.

Lara Owen em Her Blood Is Gold ecoa este sentimento: “A TPM deveria realmente representar a Força Pré-Menstrual, porque isso é o que realmente é: nosso poder feminino voltado para si mesmo porque a cultura patriarcal falha em nutrir e honrar a realidade e os dons das mulheres. Quando esse poder é reconhecido e desenvolvido, fica claro que o que o pré-menstruo traz é clareza emocional e coragem. ”

 A lua afeta o fluxo de água em lagos e oceanos e, assim como a maré, os corpos das mulheres são um equilíbrio em constante mudança de hormônios e fluidos.

Lua Nova: Representa solidão, introspecção. No nosso ciclo – Menstruação. Esse é um bom momento para trazer novas ideias do que você quer para sua vida.
Lua Crescente: Realizar, início de projetos, começos. No nosso ciclo – Fase Lútea. Bom momento para colocar em prática a sua ideia.
Lua Cheia: Energia lá em cima, tudo intenso. No nosso ciclo – Ovulação. Aqui você pode visualizar tudo o que quer ver sendo realizado, pois a Lua Cheia intensifica nossa vibração.
Lua Minguante: Hora de limpar e soltar o que não beneficia. No nosso ciclo – TPM. Analise o que não deu muito certo na hora de colocar em prática a sua ideia inicial.
 

Isso quer dizer que cada fase da Lua tem uma representação de cada fase menstrual não que todas as mulheres vão menstruar na mesma lua. por isso é tão importante rastrear o seu próprio ciclo, entender qual é a fase em que você se encontra e quais energias estão disponíveis para você.

MANDALA DA LUA

Mandala é método circular e criativo de rastrear e compreender as nuances energéticas e psicoespirituais do ciclo menstrual.  Permite uma conexão através da sua criatividade e atenção, além de ser muito fácil de visualizar o que se repete ciclo após ciclo o que lhe propicia uma melhor gestão de si mesma de acordo com as nuances de cada fase.

De forma básica, consiste em anotar o que acontece com você durante seu ciclo menstrual e, com o tempo, acompanhar o que escreveu para encontrar padrões de sentimentos, pensamentos, sensações, ações e comportamentos.

COMO UTILIZAR A MANDALA LUNAR

Você pode criar seu próprio controle, uma legenda com aquilo o que considera importante anotar e é funcional pra você.

Você pode usar a legenda para identificar como está naquele dia e colorir o ciclo de acordo com a intensidade da menstruação, por exemplo. Pode colocar informações sobre seus estados emocionais, físicos e criativos, incluindo sono, energia, atividade física, libido, relações sexuais, humor, muco vaginal e qualquer sintoma ou característica que for importante acompanhar.

Mente: focada, produtiva, ativa, presente, dispersa, névoa mental, distraída, refletindo,
Emoção: pacífica, zangada, intuitiva, desapegada, melancólica, frustrada, forte, ansiosa, grata,
Física: vibrante, sensual, pesado, cansado, exausto baixa energia, drenada, ativa, forte, dolorida
Espírito: mudança, vigilância, isolamento, paz, volátil, ferida, errante, misteriosa, profunda

Perceber sinais como intestino preso ou solto, muita ou pouca fome, nível de ansiedade, cansaço, irritabilidade, libido, criatividade, seios e ventre inchados, oleosidade na pele e no cabelo… Também pode incluir sonhos e insights, e percepções de relacionamento.

A Mandala Lunar Menstrual é uma ferramenta de autoconhecimento com a qual você pode aprofundar sua conexão com os ciclos naturais e expandir sua prática de autoconsciência, colocar o Sagrado Feminino em prática. Cada mandala que desenhamos, corresponde ao retrato de registros internos (sentimentos, sensações, vontades) e externos (as fases da lua e do ciclo menstrual).

Comece a preencher no seu primeiro dia de ciclo (menstruação), de acordo com a fase da lua, e escreva dia 1.  

Quando nos conectamos com nossa natureza cíclica, temos a oportunidade de aprofundar em nossa sabedoria interior. É importante seguirmos as necessidades físicas e emocionais de cada fase do ciclo e suas nuances. Assim como a natureza tem períodos de expansão e contração, convivência e recolhimento, nós também temos.

Todo o ciclo menstrual é um processo alquímico em si mesmo, durante o qual toda mulher que sangra passa por uma transformação dentro de si mesma. Menstruar significa viver uma transmutação cíclica em que o passado é abandonado e o novo é abraçado. Experimentar essa transformação por meio de um ritual consciente nos desperta para nossa conexão com os ciclos que acontecem ao nosso redor e para nosso relacionamento com toda a vida. ”
– Lara Owen, o sangue dela é ouro: celebrando o poder da menstruação

CLIQUE AQUI PARA BAIXAR A SUA MANDALA LUNAR

São 3 opções pra você imprimir e colorir, usar sua criatividade, rastrear e conhecer seu ciclo.

você se fazer as seguinte perguntas ao preencher:

Eu achei fazer as coisas hoje fácil ou difícil?

  • Como eu me sinto
    • Cansada ou ativa?
    • confortável com o toque do outro? Confortável com pessoas perto de mim?
    • Sociável ou antisocial?
    • Sensual?
    • Muito crítica com o meu corpo e minha aparência?
    • Desejo por guloseimas?
    • irritável ou de bom humor?

Recursos para Mulheres trabalharem o Sagrado Feminino

Você deseja viver plenamente como a mulher apaixonada, espiritual, poderosa, amorosa, criativa e sensual que você sabe que realmente é?

Arquétipos das deusas:

AtenaÁrtemis Hera Perséfone AfroditeDeméterHéstia

Os 4 Arquétipos e Estações do Ciclo Menstrual

“Quando tentamos nos forçar a ser lineares e constantes, a ser as mesmas mulheres alegres, extrovertidas e produtivas todos os dias, estamos nos preparando para nos sentirmos fracassadas – e para suspeitar que perdemos a cabeça em certos momentos do mês. Lembre-se, as mulheres em nossa sociedade são socializadas para sempre serem simpáticas, cuidadoras, sempre se doarem e nunca mostram insatisfação. Talvez a melhor maneira de perceber suas emoções pré-menstruais é reconhecer que é um momento em que você finalmente se permite expressar as frustrações que a sociedade espera que você reprima.” -Toni Weschler

Sim, mulher é de Lua! Intrinsicamente cíclica! O ciclo feminino compreende quatro fases de acordo com as quatro fases da lua, tendo aproximadamente 28 dias e pode variar entre 24 e 35 dias, podendo ser dividido em: fase pré-ovulatória, fase  ovulatória, fase pré-menstrual e fase menstrual. Essas fases e suas energias ainda se relacionam com as estações do ano e com os arquétipos da donzela, mãe, feiticeira e anciã.

Semana 1: Inverno interno –  Por volta do dia 1-6 do seu ciclo menstrual, quando você está sangrando.
Semana 2: Primavera Interior – Por volta do dia 7 a 13, quando você está na fase de pré-ovulação.
Semana 3: verão interno – por volta do dia 14-21 durante a fase de ovulação.
Semana 4: Queda interna – Por volta do dia 22-29 durante sua fase lútea , pré menstrual(desaceleração novamente).

Cada mulher é única. Você pode acabar tendo um ciclo mais curto ou mais longo, o que incorpora uma certa estação/arquétipo mais longa do que as outras ao longo de cada mês. A Lua que o seu ciclo se relaciona no inicio pode ser outra, e você pode se sentir desconectada da lua, mas ao rastrear seu ciclo ele começa naturalmente a se alinhar ainda que de forma única. Após algumas mandalas a relação da sua fase cíclica com a fase da lua fica mais clara.

Semana 1 – A Anciã e o Inverno

  • Temporada: Inverno
  • Arquétipo: Mulher Sábia / Velha /anciã/bruxa
  • Fase de Sangramento – Menstruação
  • Lua nova

No período menstrual entramos no arquétipo da Anciã e na fase do inverno. Este é o primeiro dia em que você começa a sangrar e é a primeira semana do seu ciclo.

A fase de sangramento do ciclo é o momento em que nossa energia e hormônios estão baixos o tempo todo, temos menos energia física, nossa força está voltada para dentro. A maioria das mulheres, quando possível, descansam mais nos primeiros dias da sua “lua”. Nesse período podemos ter uma maior abertura para o inconsciente, nossas memórias e energias ancestrais, é um período de recolhimento em que precisamos entrar em nosso espaço sagrado.

De acordo com a sabedoria das mulheres antigas, a fase da anciã é uma época em que o véu entre os mundos se tornam mais tênues. Diz-se que uma mulher em sua lua é mais poderosa e tem um acesso mais profundo à sua própria sabedoria. Em tempos mais antigos, as mulheres se separavam dos homens durante o período de sangramento para se reunir em cabanas ou tendas menstruais para se renovar e se sintonizar com o mundo espiritual.

O inverno é uma época de reflexão interior, uma época de morte metafórica.

Hibernação e repouso são duas qualidades do inverno que caracterizam com precisão o que é esta fase para uma mulher. O inverno interno não é uma época para dar aos outros, mas para nós mesmas. Aprender a amar a si mesma durante esse período e respeitar seus limites é o comportamento mais saudável que podemos adotar para nós mesmos e nossa família. 

Durante o período de inverno também aprendemos a deixar ir, é a fase de renovação e limpeza do que foi e do que não foi, para abrir espaço para o que pode ser, é o fim e o começo. 

Palavras-chave: Paz e sossego, descanso, tempo sozinho, dê-me espaço, aconchego, não estou disponível para você agora, sensibilidade, sabedoria, criatividade, desapego, renovação. 

Deusas e orixás relacionadas: Kali, Héstia, Nanã, Hécate

Semana 2 – A Donzela e a Primavera

  • Temporada: Primavera
  • Arquétipo: A Deusa, A Donzela
  • Fase pré-ovulatória -folicular
  • Lua crescente

Após o fim da menstruação, entramos na fase pré-ovulatória. Durante essa fase, o hormônio estradiol (um estrogênio) está subindo e os níveis de energia começam a voltar. Podemos nos sentir mais dispostas, extrovertidas, energizadas e ativas fisicamente.

Pense em como você se sente na primavera!

 Conforme a mulher entra em sua fase interna da primavera, ela está pronta para voltar ao mundo no arquétipo da Donzela, com uma energia mais solar e ativa. Como uma predisposição a ação. Este é o momento ideal para dedicar tempo aos nossos projetos, aprendizado e execução. 

Deusas e orixás relacionadas: Ártemis, Atenas, Ewá, Onirá

Palavras-chave: Renascimento, renovação, recomeço, produtivo, focado, independente, aprendendo, forte, capaz de enfrentar desafios, fisicamente energizado, concentração, execução, entusiasmo. 

Semana 3 – o Arquétipo da Mãe e o Verão

  • Temporada: Verão
  • Arquétipo: Mãe
  • Fase de Ovulação – fértil
  • Lua cheia

A fase de verão é quando as coisas começam a esquentar – literal e metaforicamente. Esta é a terceira semana do ciclo menstrual, onde ocorre a ovulação.

Eu amo o paralelo do corpo à terra em O Jardim da Fertilidade: “Como a superfície da terra, uma mulher em idade fértil passa por fases de resfriamento e aquecimento, que por sua vez criam umidificação e secagem, Sua fase fértil é seu próprio verão abafado. Este é um tempo de amadurecimento e de realização – seja a vida ou a criação frutífera de seus esforços. É uma fase altamente produtiva, cheia de energia, impulso criativo e sexualidade . A lua cheia redonda espelha o ovo. É a manifestação da lua escura. Irradiando sua energia para fora e conectando-se com a comunidade está no cerne desta fase. 

Durante a fase fértil, os níveis de estrogênio atingem o pico e a glândula pituitária secreta o hormônio luteinizante, causando a ruptura de um óvulo maduro do folículo e do ovário, resultando na ovulação. Sua temperatura corporal será maior nesse período por isso é a fase do verão interno.

Durante a fase ovulatória, manifestamos o arquétipo da Mãe que confere uma energia de nutrição externa, nos tornando mais disponíveis para os outros e para as nutrir as nossas relações. É uma fase altamente produtiva pois a energia sexual está bem ativa nessa fase solar, conferindo não só mais desejo sexual, libido, mas também tesão por fazer as coisas que são necessárias e socializar. É uma fase de vitalidade, criatividade, comunicação, sexualidade e receptividade.

  • algumas pesquisas sugerem que a ovulação é a melhor hora para pedir o que você quer – seja do seu parceiro, ou pedindo um aumento no trabalho por exemplo.

Deusas e orixás relacionadas: Deméter, Isis, Oxum, Iemanjá, Amaterasu, Afrodite

Palavras-chave: externo, expressivo, sedutora, criativa, lúdico, comunidade, construção de relacionamento, serviço, nutrir, amor, sexualidade, criar, construir, libido.

Algumas características ajudam a identificar o período da ovulação:

  • Leve desconforto ou dor abdominal
  • Fluido cervical: inicia seco e vai se tornando cada vez mais úmido, até parecer água. Quanto mais fluido, mais perto da ovulação você está.
  • Inchaço das mamas.
  • A temperatura aumenta e volta a cair no primeiro dia da próxima menstruação.

Semana 4 – A Sacerdotisa e o Outono

  • Temporada: Outono
  • Arquétipo: Mulher Selvagem / Sacerdotisa / Feiticeira
  • Fase Lútea – Pré-menstrual  
  • Lua minguante – geralmente

O outono é a quarta semana do seu ciclo e é aqui que as coisas começam a desacelerar. É  hora de ir diminuindo o ritmo e se preparando para a menstruação.

Depois da ovulação, o folículo vazio se torna o corpo lúteo, que permanece na superfície do ovário e produz progesterona para revestir o endométrio. A progesterona também faz com que a temperatura se torne mais quente e o fluido cervical seque. Caso a implantação não ocorra, após uma média de 14 dias, no máximo de 16 dias, o corpo lúteo se desintegra e seu revestimento uterino é liberado, desencadeando no período menstrual.

Este é um momento dinâmico que se altera gradualmente à medida que a fase avança. Sua lua interior se afasta do calor do verão interior e se move para a longa expiração do início do outono . Durante essa fase, sua intuição se intensifica e você pode desejar nutrição espiritual, um tempo sozinha, rituais de autocuidado e comunicação autêntica mais do que um toque físico . Preste muita atenção às suas emoções e reconheça-as. Isso diminui a probabilidade de ser expresso pelo corpo como um sintoma. Essa fase pode ser a mais dramática de todas e ter o maior impacto em nossa vida diária.

Muitos profissionais da saúde da mulher afirmam que a TPM é um sintoma de nossos tempos. Embora possamos tentar ignorar as necessidades de nosso corpo, nossa conversa corporal geralmente fica mais alta como resultado e se manifesta como extrema irritabilidade e fadiga, cólicas, entre outros sintomas.

Deusas e orixás relacionadas: Cerridwen, Morgana,  Baba Yaga, Obá, Yansã

Palavras-chave:  energia baixa, hormônios caindo, mais espaço, peça menos de mim, não quero dar agora, temperamental, menos foco e concentração, quero criar, menos coordenado, mentalmente criativo, criatividade ativa e intensificada, assertiva, estratégica. 


Muitas mulheres sentem que não têm nenhuma conexão com a lua. Quando começam a observá-la regularmente, o ciclo pode começar a se sincronizar com a lua. E isso é único, será a sua lua e não necessariamente será igual para todas, a mesma fase da lua, a mesma fase do ciclo. Mas ficará claro pra você a relação.

Essa é a conexão inegável que existe entre o corpo feminino e a lua, que está além da compreensão mental, que é a sabedoria esotérica da experiência feminina por causa de sua capacidade de sangrar.

Nossa conexão com a lua nos desperta para a sacralidade da menstruação e nos lembra que sangrar com a lua, circular com os ritmos da terra, faz parte da experiência de nascer mulher. Este é o rito nascimento milagroso e misteriosa de todas as mulheres. Quando você começa a traçar sua menstruação em relação à lua, você começa uma viagem para dentro de si. Você se dá conta de que seu corpo, como a Terra, está conectado a um padrão universal atemporal que é maravilhado desde o início.

Se você deseja se aprofundar Miranda Gray, no livro Lua Vermelha e Descubra as Deusas dentro de você resgata os ensinamentos sobre os arquétipos femininos durante cada fase.

No artigo Mulheres de lua você pode aprender sobre e baixar a Mandala Lunar Menstrual para rastrear seu ciclo, analisa-lo e compreender mais de si mesma conforme passa por cada fase do ciclo.


Recursos para Mulheres trabalharem o Sagrado Feminino

Você deseja viver plenamente como a mulher apaixonada, espiritual, poderosa, amorosa, criativa e sensual que você sabe que realmente é?

O Arquétipo Mãe por Carl Jung

Foto por Daria Obymaha em Pexels.com

Como qualquer outro arquétipo, o arquétipo mãe aparece sob uma variedade quase infinita de aspectos.

Menciono aqui apenas algumas das mais características.

Os primeiros em importância são a mãe e a avó pessoais, madrasta e sogra; então, qualquer mulher com quem exista um relacionamento – por exemplo, uma enfermeira ou governanta ou talvez uma ancestral remota. Depois, há o que poderia ser chamado de mães em sentido figurado. A essa categoria pertence a deusa, e especialmente a Mãe de Deus, a Virgem e Sophia. A mitologia oferece muitas variações do arquétipo da mãe, como por exemplo a mãe que reaparece como donzela no mito de Deméter e Kore; ou a mãe que também é amada, como no mito de Cybele-Attis. Outros símbolos da mãe, em sentido figurado, aparecem nas coisas que representam o objetivo de nosso desejo de redenção, como o Paraíso, o Reino de Deus, a Jerusalém Celestial.

Muitas coisas que despertam devoção ou sentimentos de reverência, como, por exemplo, a Igreja, universidade, cidade ou país, céu, terra, floresta, mar ou qualquer água parada, importam mesmo, o submundo e a lua, podem ser símbolos da mãe.

O arquétipo é freqüentemente associado a coisas e lugares que representam fertilidade e fecundidade: a cornucópia, um campo arado, um jardim.

Pode ser anexado a uma rocha, uma caverna, uma árvore, uma fonte, um poço profundo ou vários vasos, como a pia batismal, ou flores em forma de vaso, como a rosa ou o lótus.

Devido à proteção que implica, o círculo mágico ou mandala pode ser uma forma de arquétipo mãe.

Objetos ocos, como fornos e recipientes de cozimento, estão associados ao arquétipo mãe e, é claro, ao útero, yoni e qualquer outra forma semelhante. Adicionado a esta lista, existem muitos animais, como vaca, lebre e animais úteis em geral.

Todos esses símbolos podem ter um significado positivo e favorável ou um significado negativo e maligno. Um aspecto ambivalente é visto nas deusas do destino (Moira, Graeae, Norns).

Os símbolos do mal são a bruxa, o dragão (ou qualquer animal devorador e entrelaçado, como um peixe grande ou uma serpente), o túmulo, o sarcófago, águas profundas, morte, pesadelos e truques (Empusa, Lilith, etc.). Esta lista não está, é claro, completa; apresenta apenas as características mais importantes do arquétipo mãe.

As qualidades associadas a ela são solicitude e simpatia maternas; a autoridade mágica da mulher; a sabedoria e exaltação espiritual que transcendem a razão; qualquer instinto ou impulso útil; tudo o que é benigno, tudo o que estima e sustenta, que promove o crescimento e a fertilidade.

O lugar da transformação mágica e do renascimento, junto com o submundo e seus habitantes, é presidido pela mãe.

No lado negativo, o arquétipo da mãe pode conotar qualquer coisa secreta, oculta, sombria; o abismo, o mundo dos mortos, tudo o que devora, seduz e envenena, que é aterrorizante e inevitável como o destino.

Todos esses atributos do arquétipo mãe foram totalmente descritos e documentados em meu livro Symbols of Transformation.

Lá, formulei a ambivalência desses atributos como “a mãe amorosa e terrível”. Talvez o exemplo histórico da natureza dual da mãe mais familiar para nós seja a Virgem Maria, que o arquétipo da mãe não é apenas a mãe do Senhor, mas também, de acordo com as alegorias medievais, sua cruz.

Na Índia, “a mãe amorosa e terrível” é o paradoxal Kali. A filosofia Sankhya elaborou o arquétipo mãe no conceito de prakrti (matéria) e atribuiu a ele os três gunas ou atributos fundamentais: sattva, rajas, tamas: bondade, paixão e escuridão.

Estes são três aspectos essenciais da mãe: a bondade que nutre, a emocionalidade orgiástica e as profundezas da Stygian.

A característica especial do mito filosófico, que mostra Prakrti dançando diante de Purusha, a fim de lembrá-lo de “conhecimento discriminador”, não pertence ao arquétipo da mãe, mas ao arquétipo da anima, que na psicologia de um homem sempre aparece invariavelmente. , misturado com a imagem da mãe.

Embora a figura da mãe, tal como aparece no folclore, seja mais ou menos universal, essa imagem muda acentuadamente quando aparece na psique individual. No tratamento de pacientes, a princípio, ficamos impressionados e de fato presos pelo aparente significado da mãe pessoal.

Essa figura da mãe pessoal aparece tão grande em todas as psicologias personalistas que, como sabemos, elas nunca foram além, mesmo em teoria, a outros fatores etiológicos importantes. Minha visão difere da de outras teorias médico-psicológicas, principalmente porque atribuo à mãe pessoal apenas um significado etiológico limitado.

Ou seja, todas as influências que a literatura descreve como exercidas sobre os filhos não provêm da própria mãe, mas do arquétipo projetado sobre ela, que lhe dá uma base mitológica e a investe em autoridade e numinosidade. Os efeitos etiológicos e traumáticos produzidos pela mãe devem ser divididos em dois grupos:

(1) aqueles que correspondem a traços de caráter ou atitudes realmente presentes na mãe; e (2) aqueles que se referem a traços que a mãe apenas parece possuir, sendo a realidade composta por projeções mais ou menos fantásticas (ou seja, arquetípicas) sobre a mãe. Parte da criança.

O próprio Freud já havia visto que a verdadeira etiologia das neuroses não se encontra em efeitos traumáticos, como ele inicialmente suspeitava, mas em um desenvolvimento peculiar da fantasia infantil.

Isso não significa negar que esse desenvolvimento possa ser rastreado até influências perturbadoras que emanam da mãe.

Eu mesmo estabeleci como regra procurar primeiro a causa das neuroses infantis na mãe, pois sei por experiência que uma criança tem muito mais probabilidade de se desenvolver normalmente do que neuroticamente, e que, na grande maioria dos casos, causas definidas de distúrbios podem ser encontrado nos pais, especialmente na mãe.

O conteúdo das fantasias anormais da criança só pode ser referido à mãe pessoal, em parte, uma vez que muitas vezes contêm alusões claras e inconfundíveis que possivelmente não poderiam ter referência a seres humanos. Isso é especialmente verdadeiro no caso de produtos definitivamente mitológicos, como é o caso das fobias infantis, nas quais a mãe pode aparecer como uma fera selvagem, uma bruxa, um espectro, um ogro, um hermafrodita e assim por diante.

Deve-se ter em mente, no entanto, que essas fantasias nem sempre são de origem mitológica inconfundível e, mesmo que sejam, nem sempre podem estar enraizadas no arquétipo inconsciente, mas podem ter sido ocasionadas por contos de fadas ou observações acidentais.

Uma investigação completa é, portanto, indicada em cada caso. Por razões práticas, tal investigação não pode ser feita tão prontamente com crianças quanto com adultos, que quase sempre transferem suas fantasias para o médico durante o tratamento – ou, para ser mais preciso, as fantasias são projetadas automaticamente sobre ele. Quando isso acontece, nada se ganha por ridicularizá-los, pois os arquétipos estão entre os ativos inalienáveis ​​de toda psique.

Eles formam o “tesouro no reino dos pensamentos sombrios”, do qual Kant falou, e do qual temos amplas evidências do arquétipo mãe nos incontáveis ​​motivos do tesouro da mitologia.

Um arquétipo não é, em nenhum sentido, apenas um preconceito irritante; só se torna quando está no lugar errado.

Em si mesmas, imagens arquetípicas estão entre os valores mais altos da psique humana; povoaram os céus de todas as raças desde tempos imemoriais.

Descartá-los como sem valor seria uma perda distinta. Nossa tarefa não é, portanto, negar o arquétipo, mas dissolver as projeções, a fim de restaurar seus conteúdos ao indivíduo que os perdeu involuntariamente, projetando-os fora de si. ~

Carl Jung; Quatro Arquétipos: Mãe, Renascimento, Espírito, Malandro

Livros de Carl Jung:


Outros livros interessantes:

Metafísica e Psicossomática dos Seios: A menina, a mulher e a mãe

Seios são primeiramente meninas transformando-se em mulheres e como elas se relacionam entre si internamente.

Seios são a primeira coisa que apontam a sua feminilidade quando você está passando da fase infantil para adulta.Você deixa de ser criança e de ser olhada com inocência.

Conforme a menina está ficando para trás os seus seios começam a crescer, e embora seja algo íntimo não é privado, não é seu segredo, é algo que é visto, notado, reconhecido… Os seios crescem e mudam a sua imagem para o mundo, a maneira como os outros veem você não será mais a mesma, nem as expectativas sobre seu comportamento, como vai passar a se vestir e deve se comportar diante dos outros.

O desenvolvimento das mamas prepara a todos para verem você como mulher. Isso pode gerar muito desconforto, de repente é errado brincar com garotos como de costume, de repente não pode mais usar suas roupas favoritas porque agora tem algo que chama atenção e deve ser escondido.

Atenção. Esse é um outro detalhe, de repente você nota que ganha atenção com intenção diferente, muitas vezes isso é incomodo, um olhar indesejado… às vezes isso da medo, não apenas em você, mas pode ser um medo que vem dos seus pais, como o de que agora você é um alvo e algum abuso pode acontecer … então a criança pode não querer que eles cresçam e apareçam tanto, ela não quer essa atenção, nem quer se preocupar com esconder o peito ou mudar seu jeito, isso pode ser uma razão para nódulos se formarem conforme seus seios crescem assim como cistos no útero podem emergir desse sentimento “não estou segura como mulher” , a criança tem esse sentimento, ” não quero crescer para a mulher agora”, “não estarei a salvo”. Mas você cresce esquecendo ou ignorando esse sentimento, mas o corpo não esquece nem ignora, a criança interna continua sentindo… continua emburrada com aquilo que a vida impôs sobre ela.

Na fase de transição às vezes há uma luta interna entre a mulher que você está se tornando e a criança que não está pronta para ela. Você pode lembrar de querer crescer e querer que seus seios crescessem e esses sentimentos são reais, mas muitas vezes eles não deram vazão ao medo da criança, eles conflitaram inconscientemente com os desejos e inseguranças da menina. Como esses medos não foram acolhidos, eles se expressam mais tarde em outras formas, através do corpo.

Problemas com a sua feminilidade que são ainda inconscientes podem ser reconhecidos em alguns em sintomas pré menstruais, porque você não gosta do ciclo, reclama e sente dor, perceba que outras partes do seu corpo doem, e do que você reclama quando poderia honrar seu ciclo e fluir com a maneira como ele funciona. Se condena seu período… tem sim problemas com ser mulher. Você não pode amar ser mulher e odiar seu útero, odiar ficar menstruada. Não porque você” tem que” nada, mas observe que isso acontece todo mês e se essa for a sua atitude interna, o que você está fazendo com seu corpo? Que informação emocional está imprimindo nele todo mês continuamente? Ódio de ser quem é, do corpo que tem, do que essa característica representa na vida…No subconsciente arquetípico, o útero representa muitas coisas além da maternidade, como gestar, criar, dar vida à ideias, projetos e sonhos. Enquanto seios são resumidamente a nutrição daquilo que você deu vida.

Ser mulher é ser cíclica e ser de lua. Abraçar isso é viver em plenitude com o sagrado feminino que é você.

Se você não o faz, seu corpo reclama a atenção. Pede pelo seu olhar. Há muitas outras coisas que desequilibra a saúde dos seus seios, mágoas, ressentimento, raiva, desequilíbrio em dar e receber, sentimento de desamparo,abandono. No entanto a maioria deles começa na não aceitação total de si mesma e do que isso manifesta na sua vida. Seios são a nutrição da vida e sua relação com ela e consigo mesma. Sua vida tem certas oportunidades e certos limites, certos presentes e certos desafios , alguns unicamente, justamente por você ser mulher.

Seios nutrem aquilo que criamos, estão ligados a nossa capacidade de dar e receber livremente

Se o útero está ligado a capacidade criativa o seios está ligado a capacidade de nutrir seus sonhos de dar continuidade as suas criações, de nutrir a própria vida. Como mulheres somos todas mães ainda que não tenhamos filhos, somos mães dos nossos projetos e sonhos.

Seios estão ligados a sua função física que é nutrir. No nível físico, os seios se desenvolvem em preparação para alimentar nossos filhos, mas há também uma realidade espiritual por trás dessa conexão feminina com o sustento. Esta qualidade espiritual é a qualidade aberta e generosa do coração responsivo, a capacidade de nutrir, cuidar, dar e presentear .

Se simbolicamente seios nutrem aquilo que criamos, não estão ligados somente aos filhos mas a tudo na vida. O quanto você tem nutrido a sua vida ? Ou o que você tem nutrido ? Que tipo de pensamentos e sentimentos?

Nutrir começa consigo mesmo, o quanto você tem se nutrido ou se sente nutrido e Satisfeito ? Quando bebê você mama até se sentir satisfeito. Você se sente satisfeito com seu trabalho? Sua família ? Consigo mesmo?

Você nutre a si mesmo com alimento pro corpo, pra mente e pra alma ? Você se da tempo para relaxar e para se cuidar ? Ou faz pelos outros primeiro ?

Há uma crença de que devemos dar para receber e até certo ponto ela está certa mas o dar começa em si mesmo. Do contrário você está em desequilíbrio, seu pensamento e habito sobre dar e receber está distorcido e da-se para receber em expectativa de algo. A pessoa quer se nutrir, então da para o outro na expectativa de receber de volta, de ser nutrido pelo outro. Isso é tão distorcido !

Christian Northrup, MD, um visionário do bem-estar mente-corpo e co-fundador de um Centro de Saúde para Mulheres e Mulheres, escreveu:

A disfunção energética surge frequentemente quando uma mulher está confusa sobre como usar tanto o seu amor (quarto chakra) quanto o seu poder criativo (segundo chakra). O maior conflito dentro das mulheres é que a maioria de nós ainda acredita que para ser amado, para receber amor e garantir que alguém precisará de nós, devemos cuidar das necessidades físicas externas dos entes queridos.

Primeiro você se nutri, da a si mesmo tempo consigo, amor, carinho, presentes, cuidado, então satisfeito você compartilha. Se você da satisfeito, você da sem expectativas, sem obrigação, sem esperar receber de volta e por isso mesmo recebe de volta da vida, ainda que nem sempre da mesma pessoa.

Se você sabe se dar, se nutrir, quando você recebe um presente não se sente desconfortável porque não tem nada para a outra pessoa, não se sente obrigado a dar algo mais tarde, isso não perturba você, não te envergonha. Recebe de bom grado se sente grato e feliz. Agora se o seu dar e receber está deturpado, sente vergonha por não ter algo para dar, sente obrigado a comprar algo mais tarde para dar e restabelecer o equilíbrio com essa pessoa, você se sente em dívida porque no seu interior acredita que o outro deu esperando receber, mas só pensa assim quem faz o mesmo. Então nem mesmo um elogio é recebido de graça.

Seus seios doem ou adoeceram ? Esse é um ponto na sua vida a observar, hábitos que ainda podem ser mudados se você reconhecer o padrão. Seu corpo fala para você aquilo que você precisa mudar. Aquilo que está em desequilíbrio na sua vida, no seu coração ou mente mas que você está envolvido de mais, cego de mais, perto de mais para perceber sozinho.

De a si mesmo o que gostaria de receber dos outros e aos poucos as expectativas cessarão, e não haverá frustração quando alguém não notar seu corte de cabelo novo ou seu desempenho no trabalho, porque você estará satisfeito consigo mesmo. Porque você se deu o elogio, você se realizou com o trabalho que fez e isso é o bastante. Então no próximo ciclo você notará que dificilmente essas coisas passaram despercebidas e os elogios vêm, e aparecem as promoções ou outras propostas de trabalho, o reconhecimento do outro chega porque você parou de correr atrás dele. Quando você se nota, se da reconhecimento, amor, carinho, amparo, você começa a se alinhar com mais disso, a sintonizar essa frequência vibracionalmente e então tudo a sua volta vai ressoar de acordo.

Seios estão ligados ao chakra do coração que é o centro do que você espera, amor e compaixão. É o que liga você a outras pessoas e a quem você ama. É o seu centro de self e a ligação entre o físico e o espiritual. Assim ele se relaciona com aquilo que nutrimos em nossas relações, que sentimentos nutrimos em relação aos outros ? Como nos relacionamos com nós mesmos? Que sentimentos nutrimos mas calamos ? Que medos silenciamos em nosso peito ?

Quando emocionalmente mantemos nosso coração fechado ao construir uma parede, isso impede que nossos sentimentos sejam expressos, o que levará a um chacra cardíaco bloqueado. Que Superproteção colocamos em nossos corações? Manifestamos isso na necessidade de controle e microgerenciamento de nós e dos outros. Preocupação e ansiedade tornam-se companhias constantes quando somos seres controladores por extinto de autoproteção. A possessividade e necessidade de controle tem por trás a profunda insegurança e medo do abandono ou da perda. Não é a toa que a nova medicina germânica diz que o câncer de mama é em sua maioria relacionado com um trauma de separação.

Em uma análise enérgica de pacientes com câncer de mama, a médica intuitiva, Caroline Myss escreveu:

“Para algumas mulheres, o câncer se desenvolve em resposta a uma incapacidade de nutrir, o que resulta em sentimentos de culpa e auto-ódio. Outros experimentam crises de medo e identidade como resultado de não aceitar o fechamento natural do ciclo da maternidade quando as crianças saem de casa. “

A área dos seios e do peito reflete o ‘eu para o eu’. É nossa área privada e pessoal e simboliza nosso senso de auto-identidade. Observe como, ao falar, você toca o peito para indicar-se ou ao falar sobre seus sentimentos ou opiniões. Nós temos que amar e nos aceitar antes que possamos realmente amar os outros. Se estamos pautados em nós mesmos ainda que venhamos a perder alguém ou algo ao qual somos profundamente ligados temos mais força para lidar com o trauma, a vida não interrompe o fluxo com a separação, ela continua fluindo conforme lidamos com a dor e nos nutrimos de amor e todas as coisas necessárias para nos confortar e reerguer.

Cristina Cairo escreveu

Em japonês, a palavra titi significa: seios, pai, marido, leite materno. Quando uma mulher nutre em seu coração sentimentos de revolta contra o pai ou marido, seus seios passam a ter problemas. Nódulos, mastite ou tumores nos seios significam descontentamento ou ressentimento profundo em relação às pessoas que desempenha o papel simbólico de pai, tais como marido, sogros, cunhados, etc.

Acredito que essa revolta pode ser também direcionada a mãe ou outras mulheres levando em consideração a lateralidade do corpo. Tem haver com ter peito para ação ou peitar o outro. Quando alguém parte pra briga estufa o peito. Quantas vezes você ouviu uma ofensa, à raiva subiu pelas veias até o peito e você fechou os punhos mas se encolheu? Talvez você não pudesse peitar o outro porque sairia perdendo, talvez fosse um de seus pais ou responsáveis, talvez não agir fosse o melhor a fazer. Mas pra onde foi a ofensa, raiva e agressividade? Se você não deu vazão a ela mais tarde através de alguma atividade, ou gritando e socando o travesseiro, ela não explodiu mas foi implodida e talvez a implosão tenha se tornado um hábito que vai acumular toxidade até seu corpo finalmente mostrar os sinais. Pessoas aparentemente pacíficas adoecem aos montes por carregarem muita agressividade. Não comprar briga por não tomar a ofensa é uma coisa, aqui você encontrou a paz e não se importa. Se sentir ofendido, com raiva e calar é outra coisa, ainda que seja uma atitude pacífica você está levando a guerra consigo. Você implode e isso não é ser pacifico consigo mesmo. Então consciente disso você pode continuar fazendo a escolha pacífica com o outro quando convir a ambos e evitar conflitos mas deve reconhecer seus sentimentos sobre a experiência e dar vazão a eles de alguma forma. Mais tarde você pode voltar àquela pessoa e expressar seus pontos de vista e dizer como você se sentiu a respeito do que ouviu ou da situação de forma ponderada, sem ira ou intenção de vingar-se, ferir ou ofender porque já liberou isso. Mas é importante para saúde se expressar e impor limites saudáveis. Aquilo que você não fala, você ressente.

Os seios representam o princípio materno. Quando há problemas com os seios, isso geralmente significa que estamos ” cuidando demais “, seja uma pessoa, um lugar ou uma coisa, ou uma experiência … Se o câncer está envolvido, então é também profundo ressentimento “. – Louise L. Hay

Como seios estão ligados a maternidade é preciso respeitar a mãe em nós ainda que desempenhar esse papel na vida não faça parte das nossas escolhas. Atualmente o feminismo está em alta e ser mãe não é prioridade ou regra, embora o feminismo tenha muitas pautas e deve ser celebrado, é preciso entender que para ser feminista não é necessário abrir mão da feminilidade. A mulher tem qualidades intrínsecas que são ligadas à maternidade, a ciclicidade e ao feminino. Somos sensíveis sim e isso é um dom não uma fraqueza, usamos nossa sensibilidade para tocar outros, somos maternais e ainda sim temos o direito de escolher não sermos mães, mas nos sentimos compelidas a cuidar dos outros, então usamos essa qualidade com quem amamos ou no trabalho que amamos, damos vida a sonhos, os nutrimos e os fazemos crescer.

Eu te desejo paz sobre todas as coisas.

A serviço e da luz e da lucidez

@Interconexão

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Livros sobre esse assunto:

Afrodite-se

Quando Afrodite está ativa e presente em nosso íntimo, um magnetismo pessoal nos induz a caminhar em um campo eroticamente carregado de intensa paixão pela vida, sensualidade e criatividade. Nos tornamos mais atraentes e vibrantes. Há uma magia no ar e um estado de encantamento é evocado.

A mulher Afrodite se apaixona com facilidade e com frequência, ela se sente transformada pelo amor e transforma o objeto de seu amor. Isso é uma coisa natural e bela, mas as religiões e culturas patriarcais reduziram essa imagem à da sedutora ou prostituta. Uma mulher de Afrodite pode então se sentir imoral ou em desacordo com a sociedade por desejar expressar sua inclinação natural em relação ao amor e à sensualidade. Também reduz os aspectos mais divinos desse amor ao seu elemento básico, que, uma vez separado do ideal, se torna vazio e sem sentido. Esta representação da mulher Afrodite diminui sua auto-estima e, eventualmente, deixará seu sentimento desconectado e cortado de seu verdadeiro poder.

Negação : Se uma mulher é criada em família que menospreza a sexualidade, então ela pode tentar negar esse aspecto de si mesma. Ela pode minimizar sua atratividade e reprimir seus sentimentos sexuais, que podem levar à ansiedade e à culpa. Se ela conseguir fechar essa parte de sua psique, perderá a profunda alegria e criatividade que esse arquétipo a presenteia.

Seja mais lenta em Julgar-se e em julgar outras mulheres por suas escolhas, suas ações, aparência ou comportamento. Observe que você pode estar rotulando a partir da visão patriarcal que por temer o poder feminino o tornou submisso, medíocre e sujo. Toda mulher carrega essa ferida interna. Toda mulher também carrega dentro de si a esposa e a amante, a mãe e a filha. Na linhagem ancestral todas “já foram “a esposa, a amante, a prostituta, a que a abortou, a que criou os filhos, a que os abandonou, a que foi fiel ao marido, a que traiu. É preciso considerar isso antes de condenar. É preciso respeitar os destinos todos tal como são, e as pessoas todas tal como são e o que elas fazem/fizeram que se tornou o seu destino também, só assim você se liberta.

Para ativar a deusa interior Afrodite precisa reconhecer onde você está a bloqueando ou a negando, é preciso estar disposta a deixá-la fluir, desfazendo-se das crenças que lhe foram impostas sobre ser mulher e ser uma “boa menina”… liberar portanto a vergonha dos seus próprios desejos, do seu corpo, a negação da feminilidade e sensualidade. Trabalhar a autoestima e o amor próprio, principalmente em torno da aceitação do corpo e da apreciação da própria beleza. A Mulher que deseja buscar a consciência perdida de Afrodite precisa começar a amar e acalentar o seu corpo, tal como ele é.

Dance com Afrodite

A dança tem sensualidade e expressão. Saia para dançar com os amigos, faça um curso de dança, ou se a ideia te parece muito difícil, comece dançando sozinha em casa…dance para si mesma … dance com Afrodite.

Quando estiver confortável com seu corpo, seus movimentos e sua sensualidade, a energia desse arquétipo estará fluindo através de você. E você será capaz de fazê-lo em companhia de outros, sem vergonha, sem medo.

Cristal de Afrodite

Pegue um cristal de quartzo rosa, pedra de Afrodite e banhe-o em solução de água com sal marinho. Deste modo, limpará e neutralizará todas as energias indesejáveis.

Depois pegue o cristal e carregue-o segurando-o em sua mão, para impregná-lo de sua energia e absorver a dele. Solicite neste momento, os poderes da Deusa Afrodite e que ela lhe traga a pessoa que seja correta e destinada para você. Ou peça para ela lhe ajudar a se apreciar e se amar mais.

Coloque o cristal em uma bolsinha de cetim vermelha, cobre ou verde para guarda-la.

Outra opção de incluir essa energia no dia a dia é usar o quartzo rosa como pingente.

Banhos de Afrodite

As flores sempre foram associadas a todas as deusas do amor e beleza, pois elas representam a sexualidade da natureza.

As principais flores associadas com Afrodite são: a rosa vermelha, o jasmim, a orquídea, papoulas e o hibisco.

Prepare um chá com uma ou algumas dessas flores e após seu banho, derrame em si dos ombros para baixo. Coloque-as na banheira ou faça um escalda pés…

Se puder, polvilhando-o com pétalas de rosas vermelhas, declarando mentalmente toda a sua paixão e desejo.

Sinta-se e diga que é tão bela e atraente quanto Afrodite. Permaneça um bom tempo mergulhada neste tipo de pensamento, depois pode pegar a toalha e enxugar-se.

A seguir faça uma delicada massagem facial-corporal com óleo de essência de rosas. Deste modo, liberará todas as suas tensões e o odor de rosas se exalará invocando assim todos os seus efeitos aromáticos que são afrodisíacos.

Você pode acender uma vela aromática e/ou incenso enquanto toma esse banho, faça dele algo agradável para você, criando um ambiente aconchegante para si mesma.

A mulher Afrodite ama o aspecto sensual da comida. Abrace isso, fazendo smoothies coloridos e pratos de frutas e legumes frescos. Tome seu tempo na preparação, tornando-os uma coisa de beleza para nutrir a mente e a alma, assim como o corpo.




CONECTANDO-SE COM AFRODITE

Deite-se e relaxe. Inspire e expire profundamente por seis vezes.

Em seguida imagine-se em um jardim cheio de rosas e orquídeas, douradas pelo pôr-do-sol, cujo perfume é carregado por uma suave brisa. Tal brisa acariciará seu rosto, massageará seus cabelos, e seu corpo. Delicie-se ingenuamente e chame Afrodite. Um movimento sutil no ar anunciará sua presença. Ela lhe estenderá a mão e a convidará para um passeio. Vislumbrará então uma grande floresta, um de seus locais de poder. Neste templo de árvores e pássaros, respire profundamente o cheiro da terra e o perfume das flores selvagens. Escute a música delicada dos pássaros. Afrodite lhe ofertará um presente: uma orquídea. Sinta e incorpore o seu aroma. Neste momento uma pomba pousará em seu braço. No olhar deste mágico ser você poderá compreender a beleza misteriosa da deusa Afrodite. Vários pássaros a sua volta cantarão uma linda uma linda melodia. Você deve dançar. Afrodite dançará com você e da floresta surgirão as graças e outras musas que dançarão também com vocês.

Visualize o infinito, pois a partir deste momento você terá em sua vida infinitas possibilidades de ser feliz, sendo você mesma, se assumindo, se aceitando e se amando.

Sinta o encanto, o prazer e a magia de ser você Por onde você pisa, brotam flores de todas as cores. Onde você passar neste mundo, despertará o amor e a beleza e sentirá feliz por ser você e estar viva.

Quando achar que está pronta, abrace Afrodite e agradeça os momentos maravilhosos que passaram juntas. Ela lhe conduzirá até a saída da floresta e depois você virá sozinha. Respire profundamente novamente e abra os olhos.

Eu te desejo paz sobre todas as coisas. @Interconexão

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Oração de Liberação da Dor Ancestral da Linhagem Feminina

Amadas mães, avós e irmãs…

Hoje e para sempre

Soltamos as recordações dolorosas que nos unem àqueles atos, pensamentos e sentimentos presentes na nossa linhagem feminina, onde está envolvida a linhagem masculina em seus piores aspectos.

Pelos maus tratos à nossa Essência Feminina em palavras, atos, pensamentos e sentimentos.

Eu sinto muito.

Me perdoe.

Te amo.

Sou grata.

Onde a obrigação estava acima do amor

Onde a indiferença era aceita como algo “lógico” pelas nossas tarefas cotidianas.

Eu sinto muito.

Me perdoe.

Te amo.

Sou grata.

Quando o descanso quase não existia, pois nosso ritmo de trabalho era muito além do nascer e do pôr do sol.

Eu sinto muito.

Me perdoe.

Te amo.

Sou grata.

Quando o amor do homem para a nossa Essência Feminina era um ato para sua satisfação pessoal, esquecendo nossos sentimentos profundos de amor, nossa entrega cotidiana, nosso amor em silêncio apesar da desvalorização, a indiferença e a falta de amor.

Eu sinto muito.

Me perdoe.

Te amo.

Sou grata.

Pelas memórias ancestrais de toda a nossa linhagem feminina familiar e mais além dela.

Eu sinto muito.

Me perdoe.

Te amo.

Sou grata.

Pela cura total, pela liberação total de toda ferida de ontem e de hoje.

Eu sinto muito.

Me perdoe.

Te amo.

Sou grata.

Hoje e para sempre nos perdoamos, nos amamos no respeito absoluto da nossa Essência Divina Feminina, para ser fonte viva de amor ilimitado.

Curando todo ressentimento.

Perdoando cada ferida recebida.

Amando a todos por igual.

Eu sinto muito.

Me perdoe.

Te amo.

Sou grata.

Renascemos em nós mesmas em nossa nova Linhagem Divina Feminina onde a paz, o amor, a compaixão e a misericórdia como laços de cura unem o separado, cicatrizam o machucado, soltam o rancor e a ira.

Renasce em equilíbrio perfeito onde o Feminino e o Masculino são livres, sãos e complementares.

Amantes do Amor Ilimitado.

Assim é, assim está feito.

(Tradução livre por Elisa Rodrigues de Oración de liberación del dolor ancestral del linaje femenino)

À medida que eu me desperto, desperto você. Eu te desejo paz sobre todas as coisas.

O Kali Maluhia no me oe.

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Sagrado Feminino; A Menstruação na Metafísica

📷interconexão

Renovação, desprendimento e aceitação da feminilidade.

A menstruação começa na puberdade e continua até a menopausa, aproximadamente quarenta anos mais tarde. A menstruação marca o início de um novo ciclo da mulher. Ela surge porque não ocorreu a fertilização do óvulo.

Durante o período de ovulação, existe uma orquestra de hormônios para favorecer a reprodução. É como se o organismo se mobilizasse para criar condições propícias à gravidez.

Como ela não ocorre, o processo é revertido, dando início à menstruação.

Com a menstruação surge uma significativa mudança no corpo da mulher.

A menstruação representa um importante marco metafísico desprendimento e da renovação. Metafisicamente, ela expressa a necessidade do desapego das pessoas, das experiências vivenciadas, das próprias idéias formuladas, etc., dando abertura para o novo.

A menstruação é uma experiência mensal no corpo da mulher que exercita sua habilidade de adaptar-se ao novo. A maneira como a mulher reage às mudanças na sua realidade vida, como a ruptura de um relacionamento afetivo ou, ainda, ser privada de usufruir de algo bom, vai influenciar no ciclo menstrual.

Quando ela consegue fazer suas transições sem maiores danos emocionais, isso influencia positivamente nos ciclos menstruais. Já, quando as mudanças em sua vida são encaradas de maneira trágica, e a transição é feita à base de muitas turbulências, isso poderá interferir nos ciclos, causando os distúrbios menstruais.

A experiência feminina desenvolve a habilidade para lidar com significativas transições na vida, facultando à mulher melhores condições para lidar com esses processos. O mesmo não ocorre com o homem; eles encontram mais resistência para mudar seus valores internos, alterar o curso de uma situação ou, ainda, superar um rompimento na relação com a pessoa amada.

Geralmente a mulher tem mais fibra do que o homem para lidar com esses eventos. A experiência da maternidade, por exemplo, exige da mulher essa capacidade de profundo envolvimento, seguido do desprendimento.

No início da gravidez ocorre uma espécie de fusão energética com o ser que está sendo gerado por ela. O elo entre a mãe e o bebe no útero é a maior integração que se pode alcançar com um outro ser. Durante a fase da gestação, o bebe torna-se praticamente parte do seu próprio ser.

No parto, a mulher vivência uma grande ruptura. O bebe é praticamente arrancado dela e passa para seus braços. Esse processo só não é mais complicado porque a mulher é compensada com a presença do filho nos braços, e pode contemplá-lo a todo instante.

Mesmo assim, algumas mulheres entram em depressão pós-parto, tamanho o abalo causado por esse processo.

Mais tarde, quando ele sai de casa para seguir sua própria, trajetória de vida, longe da mãe, essa é mais uma grande mudança na vida da mulher: ver seu filho deixando o lar.

A natureza exige da mulher uma grande fibra para suportar as grandes transições menstruais. Alguns outros sinais são evidentes nas mulheres que não fazem uma boa transição da infância para a maturidade; elas apresentam expressões infantis na fala e no comportamento. Tudo aquilo que exige atitudes maduras de sua parte será prorrogado em virtude da sua imaturidade emocional.

A orientação sexual recebida na adolescência contribui significativamente para a formação emocional da mulher. Informações exageradas em relação à higiene e com excesso de moralismo, como ter que lavar as mãos todas as vezes que for trocar o absorvente íntimo; ter que corrigir até a maneira de sentar-se na frente dos outros; não poder mais brincar com os meninos como antes, etc., são nocivas. Caso a adolescente, ao receber essas informações, dê importância a isso tudo, poderá reprimir sua espontaneidade e desenvolver a crença de que a menstruação é suja.

Acreditando nisso quando se encontra menstruada, a mulher sente-se feia e suja, imediatamente procura isolar-se dos outros, até mesmo do próprio parceiro. A sensação de sujeira facilmente é projetada no sexo; a mulher passa a encará-lo como, impuro e selvagem.

É comum essas mulheres apresentarem mania de limpeza também na casa.

Para sanar os problemas menstruais é imprescindível que as mulheres reformulem sua concepção de feminilidade, aceitando sua condição de mulher. E, ainda, não façam tanto drama diante do novo.

Aceite o fato de que na vida tudo tem um início, meio e fim. Encare o término de um ciclo de vida como o início de um novo processo que compõe a experiência humana.

AMENORREIA

Regressão na maturidade feminina.

Apego a situações ou pessoas que foram marcantes na sua vida.

A ausência de menstruação só é considerada amenorréia quando for superior a três meses. Isso em mulheres que mantinham os ciclos menstruais relativamente normais, ou que não estejam grávidas.

Metafisicamente, a amenorréia é conseqüência de um retrocesso no amadurecimento emocional e sexual. Ela pode ocorrer decorrência de um rompimento dramático no relacionamento com a pessoa amada, ou a perda de um ente querido. Isso provoca um sentimento de rejeição, desencadeando a depressão.

Ao se deparar com fatos que promovem drásticas mudanças no curso de sua vida, a mulher não procede de acordo com a existência da situação. Em vez de reagir com determinação diante das transições, nega a existência dos episódios, isolando-se em seu mundo interior. Prefere viver na ilusão de que aquilo não está acontecendo e tudo vai voltar a ser como antes do que encarar os fatos.

Essa maneira de reagir aos acontecimentos não é uma atitude mulher madura, mas sim infantil. Ela começa a regredir comportamentos, apresentando posturas infantis. O organismo responde à condição de imaturidade emocional com a suspensão dos ciclos menstruais.

A ausência de menstruação, fisicamente, pode ser apenas sintoma da anorexia nervosa. Esta, metafisicamente, é decorrente da não-aceitação da perda de controle sobre uma situação importante da vida da mulher, bem como da recusa dos fatos turbulentos que perturbaram a harmonia da convivência, causando profundo abalo emocional e muita tensão.

Viver sob tensão constante também provoca a suspensão da menstruação.

Em suma, a amenorréia está relacionada a complicações de ordem emocional, comprometendo o estado psicológico da mulher, bem como recusas da realidade feminina, e ainda pode ser causada pelo rompimento de uma relação com pessoas que são muito significativas para sua vida afetiva.

Para reverter esse quadro físico é importante adotar novas posturas de vida que metafisicamente favoreçam na regularização dos ciclos menstruais. Aceitar a realidade, por mais dura que ela seja, permitirá a você constatar benefícios futuros; nessa vida nada é por acaso, tudo tem uma razão de ser.

Mantenha a sua maturidade, reaja com igualdade aos episódios que se desenrolam ao seu redor. Em nenhum momento inferiorize-se ou sinta-se frágil diante dos grandes desafios.

Seja forte, pois os momentos tempestuosos vão passar e a harmonia vai reinar novamente em sua vida.

MENOPAUSA

Maturidade emocional da mulher.

A menopausa é uma das várias alterações naturais que ocorrem na mulher durante a vida. Está longe de ser uma doença; ela assinala o fim da capacidade reprodutiva. Ocorre porque os ovários vão deixando de produzir os dois principais hormônios que controlam a menstruação – estrógeno e progesterona.

Não se trata de um processo repentino, ele pode durar de quatro a cinco anos.

Durante esse período a mulher pode vir a ter menstruações irregulares, com intervalos cada vez maiores chegando a ficar vários meses sem menstruar e depois voltar a fazê-lo.

Cólica Menstrual

Metafisicamente, problemas menstruais refere-se a dificuldade de lidar com as mudanças. No tocante a cólica refere-se a apego. Permanecer apegado a uma situação e não realizar as transições necessárias.

Na vida muitas mudanças ocorrem, é necessário que a mulher desenvolva a capacidade de realizar as transições para manter a harmonia da convivência. Avalie o nível de apego que evitou a renovação em algum setor da vida. É importante trabalhar o desprendimento e reforçar o propósito de adaptar-se as diversas situações da vida.


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