Como Sua Vida Amorosa está linkada a seus Pais

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Quando você pensa em sua mãe, seu coração se abre com compaixão ou se aperta com ressentimento? Você se permite sentir a ternura e o carinho dela? A maneira como você vê o amor dela pode ser semelhante a como você experimenta o amor de um parceiro.

O que não foi resolvido com seus pais não desaparece automaticamente. Serve como um modelo que forja seus relacionamentos posteriores. Talvez você tenha experimentado isso com um parceiro. Se você sentiu que não recebeu o suficiente da sua mãe, talvez também sinta que não recebe o suficiente do seu parceiro. É uma realidade dura, mas é verdade mais frequentemente do que não.

O mesmo vale para o seu pai. Seu relacionamento não resolvido com seu pai também aparecerá na sua vida amorosa.

Uma mulher, por exemplo, que rejeita seu pai, pode repetir o destino de sua mãe atraindo um parceiro que se comporte de maneira semelhante ao pai que ela rejeita. Dessa forma, ela traz de volta à sua vida o que ela não gosta no pai. Não apenas isso, mas revivendo a experiência de sua mãe, ela se junta a ela em seu descontentamento.

Um homem que rejeita o pai pode não ter os recursos para se comprometer com sua parceira. Digamos que ele era extremamente próximo de sua mãe e não tão próximo de seu pai – uma dinâmica muito comum para muitos homens. Um homem nessa situação provavelmente experimentará resistência quando se relacionar com seu par. Ele pode se ver desligando emocional ou fisicamente, temendo que seu par, como sua mãe, queira ou precise muito dele. O remédio é um vínculo mais próximo com o pai.

Por outro lado, é provável que uma mulher mais próxima do pai do que da mãe se sinta insatisfeita com os parceiros que seleciona. A raiz do problema não são eles. É a distância que ela sente em relação à mãe. O relacionamento de uma mulher com a mãe pode ser um indicador de como o relacionamento será satisfatório com o parceiro.

Rejeitar nossos pais apenas nos traz sofrimento. As emoções, características e comportamentos que rejeitamos em nossos pais geralmente vivem em nós. É a nossa maneira inconsciente de amá-los, uma maneira de trazê-los de volta para nossas vidas. Até nossos corpos sentirão algum grau de inquietação até que nossos pais sejam experienciados dentro de nós de uma maneira amorosa.

Thich Nhat Hanh ensina que quando você está com raiva de seus pais: “Você fica com raiva de si mesmo. Suponha que a planta de milho fique com raiva do grão de milho. Ele nos diz: “Se estamos bravos com nosso pai ou mãe, precisamos inspirar e expirar e encontrar reconciliação. Este é o único caminho para a felicidade. ”

Não faz diferença se seus pais estão vivos ou falecidos. Se você quer paz em sua vida amorosa, deve estar em paz com seus pais. As constelações familiares podem tornar isso possível. Esse processo tridimensional eficaz pode ajudá-lo a se desvencilhar de velhos sentimentos e padrões que complicam sua vida.

karidunlop

As Faces Raiva

Há diversos tipos de raiva. Primeiro: Alguém me agride ou me faz uma injustiça, e eu reajo com indignação e raiva. Essa raiva permite que eu me defenda ou me imponha com energia. Ela me capacita para agir, é positiva e me fortalece. Essa raiva é objetiva e por isso é adequada. Ela cessa logo que atinge seu objetivo. 

Segundo: Fico enfurecido e zangado porque noto que deixei de tomar, exigir ou pedir o que eu poderia ou deveria ter tomado, exigido ou pedido. Em vez de me impor, recebendo ou tomando o que me falta. fico enfurecido e zangado com as pessoas de que não tomei, não exigi ou não pedi, embora eu pudesse ou devesse ter agido dessa maneira. Essa raiva é um substitutivo da ação e a consequência de uma omissão. Ela paralisa, incapacita e enfraquece, e muitas vezes perdura por longo tempo. De maneira semelhante, a raiva funciona como defesa contra o amor. Em vez de expressar meu amor, fico com raiva das pessoas que amo. Essa raiva surgiu na infância, em consequência da interrupção de um movimento afetivo. Em situações posteriores semelhantes, essa raiva reproduz a vivência original e dela retira a sua força. 

Terceiro: Fico com raiva de alguém porque lhe fiz mal, mas não quero reconhecer isso. Com essa raiva, eu me defendo das consequências dessa culpa e a empurro para outra pessoa. Também essa raiva é um substitutivo para ação. Ela me permite ficar inativo, me paralisa e enfraquece. 

Quatro: Alguém me dá tantas coisas grandes e boas, que não consigo retribuir. Isso é realmente difícil de suportar. Então me volto contra o doador e suas dádivas, ficando zangado com ele. Essa raiva se manifesta com recriminação, por exemplo, dos filhos contra os pais. Ela se torna um substitutivo do tomar, do agradecer e do próprio agir. Paralisa e esvazia a pessoa. Ou se manifesta como depressão, que é o outro lado da recriminação. Também serve de substitutivo para o tomar, o agradecer e o dar. Ela paralisa e esvazia. Essa raiva se manifesta também sob a forma de um luto muito prolongado depois de uma morte ou uma separação, quando fiquei em dívida com essas pessoas no que tange tomar e ao agradecer. Essa raiva se manifesta ainda, como no terceiro tipo, se deixei de assumir minha própria culpa e suas consequências. 

Quinto: Algumas pessoas têm uma raiva que adotaram de outras contra terceiros. Num grupo, por exemplo, quando um membro reprime sua raiva, depois de algum tempo um outro membro se enraivece, geralmente o mais fraco, que não tem absolutamente nenhum motivo para isso. Nas famílias, esse membro mais fraco é uma criança. Quando, por exemplo, a mãe fica zangada com o pai mas reprime sua raiva, um filho fica zangado com ele. O mais fraco frequentemente não se torna apenas sujeito mas também objeto da raiva. Quando, por exemplo, um subordinado se irrita com seu superior mas reprime a raiva diante dele, costuma descarregá-la em alguém mais fraco. Ou, quando um homem fica com raiva de sua mulher mas a reprime diante dela, um filho é castigado por ela. Muitas vezes, a raiva não se desloca apenas de um portando para o outro, por exemplo, da mãe para o filho, mas também de um objeto para o outro, por exemplo, de uma pessoa forte para uma pessoa fraca. Nesse caso, uma filha que assume a raiva da mãe pelo pai, não dirige essa raiva conta o próprio pai mas contra alguém mais à sua altura, por exemplo, ao próprio marido. Nos grupos, a raiva adotada não se dirige então contra a pessoa forte que era inicialmente visada – por exemplo, o dirigente do grupo -, mas contra um membro fraco, que se torna o bode expiatório, no lugar do mais forte. Quando agem através de uma raiva adotada, os perpetradores ficam fora de si. Sentem-se orgulhosos e em seu direito, mas agem com uma força e um direito que não lhes pertencem, o que os frusta e enfraquece. Por sua vez, as vítimas dessa raiva adotada se sentem fortes e em seu direito, pois sabem que sofrem injustamente. No entanto, também eles permanecem fracos e seu sofrimento é inútil. 

Sexto: Existe uma raiva que é virtude e habilidade: uma força de imposição, alerta e centrada, que responde a emergências e que, com ousadia e saber, enfrenta inclusive o que é difícil e tem poder. Essa raiva é destituída de emoção. Quando é preciso, também inflige algum mal ao outro, sem medo e sem maldade: é a agressão como pura energia. Resulta de uma longa disciplina e de um longo exercício, mas é possuída sem esforço. Essa raiva se manifesta como ação estratégica.

Bert Hellinger

Roteiro de EFT: Eu tomo a vida tal como a recebi de meus pais

As frases abaixo são dos preceitos das constelações familiares de Bert Hellinger. Porque não unir esses conceito a terapia do campo do pensamento ? Afinal todas essas memórias familiares estão em nós.

Antes de seguir leia Tomar a Vida, aceitar pai e mãe – Ordens do Amor

Então leia as frases abaixo batendo nos pontos de EFT para uma experiência:

Eu tomo a vida tal como a recebi de meus pais

Eu aceito meus país assim como eles são sem qualquer outro desejo, exigência e sem nenhum medo.

Escolho assumir minha vida e meu destino, tal como me foi dado através de meus pais. Com os limites que me são impostos. Com as possibilidades que me são concedidas.

Imagina-se se curvando profundamente diante de seus pais e dizendo-lhes: “Eu tomo esta vida pelo preço que custou a vocês e que custa a mim. Eu tomo esta vida com tudo o que lhe pertence, com seus limites e oportunidades”.

Eu me curvo em reverência diante meus pais e lhes digo que Eu recebi muito. Sei que é muito, é o bastante. Eu o tomo com amor.

o resto, eu mesmo faço.

E agora eu os deixo em paz.

Diante de meus pais eu sou pequeno e eles são grandes… E assim eu reconheço que o certo é que os pais dêem e os filhos recebam. E Eu recebo tudo com amor. Eu tomo tudo, e quando eu crescer, eu darei por minha vez aos meus filhos (se os tiver)…

Eu me curvo em reverência a os meus pais e todos os meus ancestrais em gratidão por terem passado o dom da vida adiante. Isso é o bastante ! Por isso eu estou vivo! Eu tomo a vida tal como a recebi.

Eu aceito meus país assim como eles são sem qualquer outro desejo, exigência e sem nenhum medo.

Eu concordo que todas as pessoas na família tem o direito de pertencer e tomo a todos em meu coração tal como são.

Sem excluir ninguém, sem exigir nada, sem julgar, sem desejar mudar ninguém. Cada qual merece pertencer e ser respeitado tal como é.

Eu respeito a todos e os deixo em paz… eu quero bem a todos e os deixo em paz…

Eu aceito meus parentes assim como são…

Eu respeito a todos, todos tem um lugar em meu coração. Eu me curvo diante do seu destino, da forma como lhes aconteceu, e digo sim ao meu destino, da forma como me foi determinado.

Quem é o excluído na sua família? Inclua a todos sendo específico : ” eu respeito você “você tem um lugar em meu coração. Eu me curvo diante do seu destino, da forma como lhes aconteceu, e digo sim ao meu destino, da forma como me foi determinado.” Me queira bem se eu escolho viver a minha própria vida.

Dentro da minha Alma a família esta em ordem, dentro do meu coração todos tem um lugar, são respeitados e estão em ordem.

Eu tomo a vida tal como a recebi de meus pais.

Eu aceito meus país assim como eles são sem qualquer outro desejo, exigência e sem nenhum medo. Eu recebo dos meus pais tudo o que é bom, mesmo que outras pessoas tenham pago um preço por isso. Em respeito aqueles que pagaram faço da vida algo bom.

Eu respeito você pai, você tem um lugar em meu coração. Eu me curvo diante do seu destino, da forma como lhe aconteceu, e digo sim ao meu destino, da forma como me foi determinado. Me queira bem papai se eu escolho viver a minha própria vida e deixo pra você resolver os seus problemas. Me queira bem papai se eu escolho diferente das suas escolhas.

Eu respeito você mãe, você tem um lugar em meu coração. Eu me curvo diante do seu destino, da forma como lhe aconteceu, e digo sim ao meu destino, da forma como me foi determinado. Me queira bem mamãe se eu escolho viver a minha própria vida. Me queira bem mamãe se eu escolho diferente das suas escolhas. Me queira bem mamãe se minhas crenças são diferentes das suas…

Me queiram bem, se minha vida é mais fácil, mais saudável, mais leve e mais próspera.

Me queira bem papai e mamãe se meu destino é diferente do seu.

Escolho assumir minha vida e meu destino, tal como me foi dado através de meus pais. Com os limites que me são impostos. Com as possibilidades que me são concedidas.

Eu sigo livre.


À medida que eu me desperto, desperto você. Eu te desejo paz sobre todas as coisas.

A serviço e da luz e da lucidez

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Livros sobre esse assunto:

Tomar a Vida, aceitar pai e mãe – Ordens do Amor

Direi primeiro alguma coisa sobre as ordens do amor entre pais e filhos e, do ponto de vista da criança, isto é, do filho para com seus pais. Aqui menciono algumas verdades banais. Elas são tão óbvias que eu quase me envergonho de citá-las. Não obstante, são freqüentemente esquecidas.

O primeiro ponto é que os pais, ao darem a vida, dão à criança, nesse mais profundo ato humano, tudo o que possuem. A isso eles nada podem acrescentar, disso nada podem tirar. Na consumação do amor, o pai e a mãe entregam a totalidade do que possuem. Pertence portanto à ordem do amor que o filho tome a vida tal como a recebe de seus pais. Dela, o filho nada pode excluir, nem desejar que não exista. A ela, também, nada pode acrescentar. O filho é os seus pais. Portanto, pertence à ordem do amor para um filho, em primeiro lugar, que ele diga sim a seus pais como eles são — sem qualquer outro desejo e sem nenhum medo. Só assim cada um recebe a vida: através dos seus pais, da forma como eles são.

Esse ato de tomar a vida é uma realização muito profunda. Ele consiste em assumir minha vida e meu destino, tal como me foi dado através de meus pais. Com os limites que me são impostos. Com as possibilidades que me são concedidas. Com o emaranhamento nos destinos e na culpa dessa família, no que houver nela de leve e de pesado, seja o que for.

Essa aceitação da vida é um ato religioso. É um ato de despojamento, uma renúncia a qualquer exigência que ultrapasse o que me foi transmitido através de meus pais. Essa aceitação vai muita além dos pais. Por esta razão, não posso, nesse ato, considerar apenas os meus pais. Preciso olhar para além deles, para o espaço distante de onde se origina a vida e me curvar diante de seu mistério. No ato de tomar os meus pais, digo sim a esse mistério e me ajusto a ele.

O efeito desse ato pode ser comprovado na própria alma. Imagina-se se curvando profundamente diante de seus pais e dizendo-lhes: “Eu tomo esta vida pelo preço que custou a vocês e que custa a mim. Eu tomo esta vida com tudo o que lhe pertence, com seus limites e oportunidades”. Nesse exato momento, o coração se expande. Quem consegue realizar esse ato, fica bem consigo, sente-se inteiro.

Como contraprova, pode-se igualmente imaginar o efeito da atitude oposta, quando uma pessoa diz: “Eu gostaria de ter outros pais. Não os suporto como eles são.” Que atrevimento! Quem fala assim, sente-se vazio e pobre, não pode estar em paz consigo mesmo.

Algumas pessoas acreditam que, se aceitarem plenamente seus pais, algo de mal poderá infiltrar-se nelas. Assim, não se expõem à totalidade da vida. Com isto, contudo, perdem também o que é bom. Quem assume seus pais, como eles são, assume a plenitude da vida, como ela é.
Ordens Do Amor: Um Guia Para o Trabalho com Constelações Familiares

E algo que é próprio

Mas aqui existe ainda um mistério que não posso justificar. Com efeito, cada um experimenta que também tem em si algo de único, algo que é inteiramente próprio, irrepetível, e não pode ser derivado de seus pais. Isso também ele precisa assumir. Pode ser algo de leve ou de pesado, algo de bom ou de mau. Isto não pode julgar.

A pessoa que encara o mundo e sua própria vida com olhos desimpedidos pode ver que tudo o que ela faz obedece a uma ordem. Tudo o que ela faz ou deixa de fazer, tudo o que ela apóia ou combate, ela o realiza porque foi encarregada de um serviço que ela própria não entende.

Aquele que se entrega a tal serviço, experimenta-o como uma tarefa ou como um chamado, que não se baseia nos próprios méritos nem na própria culpa (quando for algo de pesado ou cruel). Ele foi simplesmente tomado a serviço.

Quando contemplamos o mundo desta maneira, cessam as diferenças habituais.

Falei até aqui sobre a ordem fundamental da vida. Foram-nos concedido termos pais e sermos filhos. E temos também algo de próprio.

Aceitar tudo o mais que nossos pais nos dão

Na verdade, os pais não dão aos filhos apenas a vida. Eles nos dão também outras coisas: alimentam-nos, educam-nos, cuidam de nós e assim por diante. Convém à criança que ela tome tudo isso, da forma como o recebe. Quando a criança o aceita de bom grado, costuma bastar. Existem exceções, que todos conhecemos, mas via de regra é suficiente. Pode não ser sempre o que desejamos, mas é o bastante.

Nesse particular, pertence à ordem que o filho diga a seus pais: “Eu recebi muito. Sei que é muito, é o bastante. Eu o tomo com amor”. Então ele se sente pleno e rico, seja qual for à situação. Então ele acrescenta: “o resto, eu mesmo faço”. Isto também é um belo pensamento. Finalmente, o filho ainda pode dizer aos pais: “E agora eu os deixo em paz”. O efeito destas frases vai muito fundo: agora o filho tem seus pais e os pais têm o filho. Pais e filho estão simultaneamente separados e felizes. Os pais concluíram sua obra e a criança está livre para viver sua vida, com respeito pelos seus pais mas sem dependência.

Imaginem agora a situação contrária, quando o filho diz aos pais: “O que vocês me deram foi errado e foi muito pouco. Vocês ainda estão me devendo muito”. O que esse filho tem de seus pais? Nada. E o que têm dele os pais? Igualmente nada. Esse filho não consegue soltar-se de seus pais. Sua censura e sua reivindicação o vinculam a eles, mas de uma forma tal que ele não os tem. Ele se sente vazio, pequeno e fraco.

Esta seria a segunda lei do amor entre filhos e pais.

Uma senhora, que recentemente participou de um grupo meu, tinha um pai cego e uma mãe surda. Os dois se completavam bem, mas a filha achava que devia cuidar deles. Quando montei a constelação de sua família, ela se comportou como se fosse ela a pessoa grande. Porém sua mãe lhe disse: “Esse assunto com seu pai eu resolvo sozinha”. E o pai lhe disse: “Esse assunto com sua mãe eu resolvo sozinho. Não precisamos de você para isso”. Aquela senhora ficou muito desapontada, porque foi reduzida ao seu tamanho de criança.

Na noite seguinte, ela não conseguiu dormir. Aliás, ela sentia uma grande dificuldade para adormecer. Perguntou-me se eu podia ajudá-la. Respondi: “Quem não consegue dormir talvez esteja pensando que precisa vigiar”. Contei-lhe então a história de Borchert sobre o menino de Berlim que, no fim da guerra, tomava conta de seu irmão morto, para que os ratos não o comessem. O menino estava esgotado, porque achava que devia ficar vigiando. Nisto, passou por ali um senhor simpático que lhe disse: “Mas os ratos dormem à noite”. E a criança adormeceu.

Na noite seguinte, aquela senhora dormiu melhor.

Portanto, a ordem do amor entre filhos e pais estabelece, em terceiro lugar, que respeitemos o que pertence pessoalmente a nossos pais e o que eles podem e devem fazer sozinhos.

Receber e exigir

A ordem do amor entre pais e filhos envolve ainda um quarto elemento. Os pais são grandes, os filhos pequenos. Assim, o certo é que os pais dêem e os filhos recebam. Pelo fato de receber tanto, o filho sente a necessidade de pagar. Dificilmente suportamos quando recebemos algo sem dar algo em troca. Mas, em relação a nossos pais, nunca podemos compensar. Eles sempre nos dão muito mais do que podemos retribuir.

Alguns filhos querem escapar da pressão de retribuir e dos sentimentos de obrigação ou de culpa. Eles dizem então: “Prefiro nada receber, assim não sinto obrigação nem culpa”. Esses filhos se fecham para seus pais e, nessa mesma medida, sentem-se pobres e vazios. Pertence à ordem do amor que os filhos digam: “Eu recebo tudo com amor”. Assim, eles irradiam contentamento para os pais, e estes percebem a felicidade deles. Esta é uma forma de receber que é simultaneamente uma compensação, porque os pais se sentem respeitados por esse receber com amor. Eles dão, então, com um prazer ainda maior.

Quando, porém, os filhos dizem: “Vocês têm que me dar mais”, o coração dos pais se fecha. Por causa da exigência do filho, eles não podem mais cumulá-lo de amor. Este é o efeito de tais reivindicações. Esse filho, por sua vez, mesmo quando recebe alguma coisa, não consegue tomar o que exigiu.

A verdadeira equiparação entre o dar e o tomar na família consiste em passar adiante o dom. Quando a criança diz: “Eu tomo tudo, e quando eu crescer, eu darei por minha vez”, os pais ficam felizes. A criança, no seu dar, não olha para trás, mas para frente. Os pais fizeram o mesmo. Eles receberam de seus pais e deram a seus filhos. Justamente pelo fato de terem recebido tanto, sentem-se pressionados a dar, e podem igualmente fazê-lo.

• No interior de cada grupo familiar, vale a ordem básica, a lei fundamental: todas as pessoas do grupo familiar possuem o mesmo direito de pertencer. Em muitas famílias e grupo familiares, determinados membros são excluídos. Alguns dizem, por exemplo: “Esse tio não vale nada, ele não pertence a nós”, ou então: “Dessa criança ilegítima nada queremos saber”. Com isso, recusam a essas pessoas o direito de pertencer.

•Aqui pertence à ordem do amor que eles digam interiormente ao irmão morto: “Você é meu irmão (minha irmã). Eu respeito você como meu irmão (minha irmã). Você tem um lugar em meu coração. Eu me curvo diante do seu destino, da forma como lhe aconteceu, e digo sim ao meu destino, da forma como me foi determinado”. Então a criança morta é respeitada, e a outra pode permanecer viva sem sentimento de culpa.

Bert Hellinger

A amplitidão da Alma: Tudo que rejeitamos, apodera-se de nós. Tudo que respeitamos, deixa- nos livres

O que é que faz com que a nossa alma se amplie? O que a aprofunda e o que a faz crescer? Vou dar um exemplo simples: quando vocês olham para uma pessoa inocente e para uma que assumiu a sua culpa, qual a alma que é mais limitada? A alma de uma pessoa inocente. Uma pessoa inocente é pequena. Por que isso? Porque aquele que almeja a inocência elimina muitas coisas de sua alma. Com isso permanece limitado e permanece uma criança. Aquele que dá um lugar àquilo que antes queria eliminar de sua alma cresce internamente.

Quando crescemos em uma família, precisamos excluir algo e precisamos denominar algo como ruim ou mau, para que possamos continuar pertencendo a essa família. O preço para a pertinência à nossa família é que queremos eliminar algumas coisas. Contudo, se dermos a esse outro um lugar em nossa alma, temos uma má consciência, embora talvez pudéssemos alcançar algo bom, se fizéssemos isso.

Conflito e Paz: Uma Resposta
Estamos mais próximos da realidade quanto mais espaço dermos a esse outro em nossa alma. Isso começa à medida em que, quando nós nos sentimos culpados, concordamos com a culpa e lhe damos também um lugar em nossa alma. Então nos sentiremos, com efeito, culpados, mas estaremos mais próximos à Terra e mais ligados a outras pessoas. E nós nos sentiremos mais fortes.

Na família, às vezes, certas pessoas são excluídas ou desaparecem de nossa memória. Não se pensa mais nelas. Ou ainda estamos ligados a alguém que já está morto há muito tempo ou estamos zangados com alguém da família e não queremos mais saber dele.

O que acontece quando sinto a perda de alguém por muito tempo? Uma parte de minha alma fica com ele ou ela, e isso pesa não somente sobre mim, mas também sobre ele ou ela. Contudo, se coloco novamente dentro de mim o que deixei com a outra pessoa, ela fica livre. Se coloco essa pessoa em minha alma, com amor, como um todo, como ela é, fico enriquecido e, o que é estranho, é que também me liberto dela. Através do tomar com amor conquistamos a outra pessoa, e ela se torna uma parte de nós. Ao mesmo tempo, nos libertamos dela e ela se liberta de nós.

Um exemplo simples: se eu der aos meus pais, com amor, um lugar em minha alma, eu os tenho, sinto-me pleno e ricamente presenteado. Ao mesmo tempo, estou também separado deles. Estou liberto deles, porque eu os tomei. Essa é, portanto, a estranha contradição: através do tomar, fico enriquecido, e ao mesmo tempo, livre. A outra pessoa também fica livre de mim, porque a tomei com amor. Ela não perde nada se tomei algo dela. Muito pelo contrário, enriquece com isso. E vice-versa, se eu me recuso a tomar algo, os dois empobrecem: aquele que quis me dar algo e eu, que me recusei a tomar algo.

Meditação – reconciliação

Fechem os olhos. Agora podem ir para as suas famílias, cada um por si, e olhar para todos que a ela pertencem: os bons e os maus, os agressores e as vítimas, os culpados e os inocentes. Dirijam-se a cada um deles, façam uma reverência e digam a cada um: ―Sim, eu respeito você, e o seu destino, e a sua sorte. Agora eu tomo você em meu coração, como você é, e você pode me tomar em seu coração. No final, virem-se juntos para uma direção, para o horizonte, e façam uma profunda reverência. Perante esse horizonte, todos são iguais.

Tudo que rejeitamos, apodera-se de nós. Tudo que respeitamos, deixa- nos livres. Ok?

Ordens da Ajuda – Bert Hellinger

Compilação – @Interconexão

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Livros sobre esse assunto:

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A Avó Materna e o que você pode ter herdado dela

Essa senhora é muito importante para você.

Por quê?

Porque é fundamental quando se trata da transferência de informações e programas genéticos. Acontece que quando ela estava grávida de sua mãe, o feto já tem os oócitos formados.

E desses oócitos, os dois milhões de óvulos que sua mãe terá durante a vida vão sair. Um desses óvulos, tenha seu nome. Então este carrega as informações da avó.

Quais informações você quer dizer?

Para tudo o que a avó vivia, ela sentia e vivia. Se era o momento certo para ter filhos, se a gravidez era desejada, se ela se sentia protegida pelo marido, … etc.

Sabendo que as necessidades biológicas não cobriam a avó. Tudo isso e muito mais é informação que fica impressa em todas as células do feto. Portanto, você carrega informações sobre a avó quando ela estava grávida de sua mãe. Você já ouviu falar que a genética às vezes pula uma geração? Bem, é isso.

O óvulo do qual você leva a informação da avó materna.

Por que a avó e não o avô?

Porque a avó coloca o óvulo e o avô o esperma. E o óvulo, além da informação genética, carrega a informação mitocondrial, que está na membrana celular.

Enquanto no avô, a informação mitocondrial é na cauda do espermatozóide, e como você sabe no momento da fertilização, a cauda fica de fora.

Na mitocôndria é onde a informação é armazenada nos níveis de programas que são herdados. Informação biológica E você, o que você sabe sobre a sua avó materna?

Plano sem fim – Jodorowsky

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Nosso relacionamento com nossos pais afeta nosso relacionamento com todos os homens

Na parte final desta entrevista, Svagito explica como nosso relacionamento com nossos pais afeta nosso relacionamento com todos os homens.

Entrevista com Svagito Liebermeister,

Você pode falar sobre o relacionamento com nossos pais?

O pai é a segunda pessoa mais importante em nossas vidas. Vejamos o significado essencial de uma mãe e um pai: a mãe nos dá a vida. Então a mãe, em essência, é solidária e carinhosa. Quando você olha para isso, as mães de sempre apoiam a criança. Mas o pai nem sempre é favorável. Ele é frequentemente experimentado como um pouco difícil, porque o pai representa o mundo e o mundo nem sempre é favorável.

Quando você nasce, a mãe continuamente dá. Mesmo antes disso, na barriga da mãe, você está sempre apoiado. Mas no momento em que você sai da barriga da mãe e entra no mundo, o problema começa. Você é confrontado com o mundo; primeiro vem a luz brilhante e então você está desconectado do cordão . Então agora você está enfrentando desafios. O mundo é realmente um desafio.

O pai de certa forma representa esse desafio. E isso é uma coisa boa. Ele está preparando a criança para o mundo. Ambos são necessários para crescer; precisamos de apoio e precisamos de desafio. Se você é apenas apoiado, permanece basicamente incapaz. Você continua aleijado. E se você é apenas desafiado, você entra em colapso. Então, precisamos da proporção certa de ambos. Precisamos de algum apoio e precisamos de algum desafio. E, de certo modo, você poderia dizer que a mãe e o pai representam isso.

Claro, estou falando em um sentido arquetípico. Em cada caso real, pode ser um pouco diferente, porque o pai real também suporta e a mãe real também desafia. Estou falando de um princípio de vida quando digo que a energia materna é favorável e a energia paterna é desafiadora. Isso significa que o amor de uma mãe e o amor de um pai são essencialmente diferentes. Como muitas pessoas entendem mal esse princípio, há muita reclamação sobre o pai: “Meu pai não está lá para mim! Ele está sempre fora de casa! ”O que eles estão dizendo? Eles estão reclamando que o pai deles não é como a mãe deles. Uma mãe é mãe e pai é pai. O pai tem que estar fora de casa, porque seu amor é mostrado, por exemplo, ganhando dinheiro e apoiando financeiramente a família. Seu amor pela família significa que ele deve estar fora de casa.

E se o pai estiver trabalhando o tempo todo e ele nunca estiver em casa?

Eu estava falando em geral. O amor de um pai é que ele cuida do bem-estar de sua família criando dinheiro e isso é uma expressão de seu amor. Mas há situações em que os homens não são capazes de sustentar suas famílias. Há também situações em que a mãe não pode apoiar ou nutrir a criança. Isso tem que ser olhado individualmente; a situação deve ser vista em famílias individuais.

Há sempre algumas limitações sobre o quanto os pais podem sustentar um filho, porque a mãe também nasceu em uma família e o pai também nasceu em uma família. Então, eles também carregam algo, um trauma, por exemplo, para sua própria família, o que permite que eles estejam disponíveis para uma criança de maneira limitada. Situações individuais nunca são ideais. Nenhuma mãe é uma mãe ideal e nenhum pai é um pai ideal.

De certo modo, é bom que os pais não sejam perfeitos, mas sim comuns. É bom que eles tenham seus limites. Se você tivesse pais ideais, ficaria preso e não teria possibilidade de crescimento. Não se pode deixar pais “bons”; Ninguém fica preso com eles. Mas pais que não são tão bons, que são imperfeitos, bem, é mais fácil deixá-los separados e criar uma vida própria.

Então os pais têm limitações, porque são pessoas comuns e é isso que a criança tem que aprender. Quando uma criança cresce, ele tem que aprender que seus pais são pessoas comuns. Eles não são como Deus. No começo, quando as crianças são pequenas, você pode ver, elas olham para os pais e os pais representam Deus para elas. Lentamente, a criança aprende que seus pais não são tão perfeitos; eles têm seus próprios ‘defeitos’; eles têm seus próprios problemas. E há alguma desilusão em passar por essa parte do crescimento; isto é normal. Temos que aprender a ver e respeitar nossos pais como eles são, como pessoas comuns e temos que amá-los assim, como pessoas comuns com todas as suas limitações. Eles não podiam nos dar tudo, mas o que eles nos deram é a coisa mais importante. Eles nos deram a vida. Há sempre algo faltando e temos que procurar por isso em nossa própria vida e aprender a receber coisas também de outras pessoas. Isso faz parte do crescimento.

Se não estou em paz com meu pai, como isso afeta meus relacionamentos amorosos com outros homens?

A primeira coisa a entender é que o pai é o primeiro homem que você encontra em sua vida e quando você não pode amar seu pai, você não pode realmente amar qualquer outro homem. Um pai é sempre um representante de todos os outros homens, assim como a mãe é uma representante de todas as mulheres.

Se você não está em paz com seu pai, uma possibilidade é que você ainda espera ou quer algo dele. Isso irá mantê-lo ligado a ele, em um estado de esperança, e impedirá que você realmente se aproxime de qualquer outro homem. A esperança é um estado perigoso, um estado miserável e, como sabemos, as esperanças nunca se realizam! Então, um permanece preso e não pode avançar na vida.

Pode-se, na verdade, procurar um homem para obter dele o que não se pode obter ou ainda sente falta do pai. Isso está fadado a ser uma experiência muito frustrante. Porque, para nossa mente inconsciente, nenhum homem pode ser páreo para o nosso próprio pai; todo homem ficará aquém e nunca viverá comparações com o próprio pai. Então, de um lado, procuramos por um homem, pelo homem “certo”, claro! E quem é o homem “certo”? Aquele que pode ser o pai “melhor”! E, do outro lado, acreditaremos, inconscientemente, que esse homem não é tão bom quanto nosso pai. Então, em algum momento, faremos de tudo para nos livrar dele. Então a busca continua sem nunca chegar a uma conclusão, porque nenhum homem pode realmente substituir o próprio pai.

E as mulheres que se apaixonam por homens casados?

Se uma mulher sempre se apaixona por homens casados, ela obviamente está escolhendo alguém que não está realmente disponível para ela. Isso pode significar que ela também não quer muita intimidade; ela mesma não quer chegar muito perto. Mas muitas vezes as mulheres não entendem dessa maneira. Eles começam a pensar que querem estar perto, mas o outro não está disponível para eles.

Mas por que uma mulher deveria escolher um homem casado em primeiro lugar? A razão psicológica muitas vezes é complicada: Inconscientemente, a mulher pode realmente quer estar perto de seu pai, mas ao mesmo tempo se sente inadequada para estar perto demais dele, porque ela é filha dele. Então é uma situação de empurrar e puxar, ela quer e ao mesmo tempo não quer.

O outro lado é este: o homem, assim como o pai dela, não está disponível para ela, porque ele já é casado com outra pessoa. Então sua esposa representa a mãe, com quem ela está em competição profunda. Então, assim como ela quer que a mulher ‘rival’ saia do caminho, ela realmente quer que sua mãe saia do caminho. Mas a alma não tolera tal desrespeito em relação à mãe, que é a razão mais profunda pela qual tais relacionamentos falham em sua maioria. A mulher que se apaixona por um homem casado geralmente não consegue o homem ou perde-o rapidamente. No nível da alma, a deslealdade em relação à mãe ou a violação da irmandade entre as mulheres não é tolerada. E isso tem consequências; um pode acabar ficando sozinho.

Quando digo aos meus amigos o que você diz, eles me dizem que conhecem mulheres que se apaixonaram por homens casados e são felizes. Isso é possível?

É, claro, a ilusão da felicidade. Você está feliz com uma distância em seu relacionamento. Você não quer realmente deixar um homem chegar perto demais, então você escolhe uma situação onde isso não pode acontecer. Então você diz que está satisfeito. Você nem está ciente do que está perdendo e talvez nem queira saber disso, porque será muito doloroso. Perceber a distância entre onde você está e onde você poderia estar é doloroso. Crescer não é fácil e, muitas vezes, significa estar pronto para se tornar consciente de alguma realidade dolorosa e, então, iniciar um processo de aprendizado, em vez de ficar satisfeito muito rapidamente.

Deve-se sempre manter um equilíbrio entre o conteúdo e o descontentamento. Demasiado contentamento e um permanece infantil, você não cresce; muito descontentamento e um colapsa.

Você pode ser feliz se você se separar de um parceiro? Isso nem sempre é doloroso?

Claro, haverá dor se algo belo chegar ao fim. Isso é natural e faz parte da vida. Quanto mais você ama alguém, mais momentos de dor você pode experimentar. Não devemos tentar evitar isso, mas estar preparado para isso. Todos os nossos relacionamentos terminam, alguns mais cedo, alguns mais tarde. Mas todo relacionamento termina. Pode acabar quando um de vocês tem que morrer; pode terminar quando um de vocês se apaixona por outra pessoa. Nunca se sabe. A vida é sempre incerta. E relacionamento e amor são fenômenos muito delicados, e é por isso que eles são tão bonitos e emocionantes.

No relacionamento, aprendemos algo sobre o amor. Relacionamento é uma escola de aprendizagem; não é o significado final da vida. É temporário. Através do outro, aprendemos sobre o amor e sobre nós mesmos; o outro se torna um espelho. Pode chegar a um ponto em que não há mais nada a aprender com uma determinada pessoa e, então, deve-se deixar o relacionamento terminar. Ou os caminhos da vida de duas pessoas podem simplesmente continuar em direções diferentes.

Mas pode-se terminar um relacionamento de maneira amorosa. O relacionamento pode terminar, mas o sentimento de amor pode permanecer. E é assim que deve ser. Devemos ser capazes de sentir amor por todos com quem estivemos juntos. Quando fluímos com a vida sem nos demorar muito ou tentando sair de um relacionamento muito cedo, haverá alguma dor, mas muito menos. Seremos capazes de manter um sentimento de gratidão e amor para com a pessoa com quem estivemos e pudemos aprender. Desta forma, a nossa vida cresce em riqueza e podemos avançar sem acumular ressacas do passado.

Portanto, deve-se sentir uma certa conclusão com cada pessoa, caso contrário, a experiência incompleta continua puxando você e não permite que você avance ou aproxime-se de outra pessoa.

O que você quer dizer com ‘sentir uma conclusão’?

É um reconhecimento do outro e o que o outro contribuiu para a sua vida e experiência de vida. Isso inclui um reconhecimento do que deu errado ou causou dor e uma prontidão para assumir a responsabilidade por isso. Em um relacionamento, ambas as pessoas são sempre responsáveis; nunca é apenas uma pessoa que assume toda a responsabilidade. Não se deve ter muita ou pouca responsabilidade. Pode levar algum olhar e consciência para descobrir o que isso significa em cada situação. No entanto, uma vez que isso seja alcançado, geralmente os dois ex-parceiros ficam com um sentimento de gratidão e eles são mais capazes de partir ou deixar o outro sair em paz. Se um dos dois ex-parceiros tem ressentimento, então algo ainda está faltando e isso reduzirá a possibilidade de um futuro relacionamento ser bem-sucedido.

Qual é a situação se um homem está sempre interessado em mulheres muito mais jovens?

Quando um homem quer ter um relacionamento com uma mulher muito mais jovem, isso geralmente é uma indicação de que ele está perdendo algo de sua mãe. Isto é assim, se um homem procura por uma mulher muito mais jovem ou muito mais velha. Em qualquer dos casos, ele procura por sua mãe na mulher. Ele quer tirar dela o que ele perdeu e ainda está faltando de sua mãe. Normalmente, ele encontrará uma correspondência em uma mulher que está procurando por um pai no homem. Muitas vezes um tipo particular de filho da mãe e um tipo particular de filha do pai se encontram e se reúnem. Claro, sua capacidade de se tornar íntimo um do outro é muito limitada.

O que o homem tem incompleto com sua mãe e o que a mulher tem incompleta com seu pai cria limites sobre o quanto a proximidade será possível em seu relacionamento. Tudo o que levamos de nossa família original define a intimidade possível no relacionamento atual. Temos que ver e respeitar isso, se quisermos permanecer no relacionamento. Se não podemos concordar com isso, temos que nos separar. Temos que ver e concordar com o potencial de intimidade do outro e também estar conscientes de nosso próprio potencial de proximidade. Fora de tal clareza, o relaxamento surge e não há necessidade de lutas e lutas intermináveis.

As lutas são muitas vezes o resultado de querer mais do que é possível. Mas quanto mais exigente se torna, mais “não” se consegue. É como se alguém não estivesse respeitando os laços do parceiro com sua própria família original. Se alguém realmente ama um parceiro, é preciso amar seus pais também.

Qual é a solução no caso do relacionamento de uma mulher com o pai?

A solução é simples, em princípio, mas difícil na realidade. Uma mulher tem que chegar a uma conclusão com o pai dela. Ela tem que ver seu pai como ele é e respeitá-lo assim, com todas as suas limitações. Ele precisa abandonar a ilusão de que poderia ter sido diferente ou deveria tê-la tratado de qualquer outra forma. Significa desistir do sonho e chegar a um acordo com a realidade.

Mas isso só pode ser feito com grande compreensão. O amor acontece como resultado de um entendimento profundo, não por causa de um “deveria”. Portanto, não estou dizendo que você ‘deveria’ amar seu pai; não, não mesmo. Isso apenas se tornaria um condicionamento, assim como todos nós fomos condicionados a ‘amar’ nossos pais. O amor tem que acontecer conosco espontaneamente. Só então é verdade e tem um efeito libertador. Então a questão é como podemos criar esse entendimento?

Isso é algo que fazemos no trabalho da Constelação Familiar. Nós olhamos para o quadro maior, o que significa que olhamos para todo o sistema familiar e para todos os eventos que aconteceram na família, mesmo em uma geração passada. Desta forma, começamos a ganhar consciência sobre a situação da vida daqueles que vieram antes de nós e por que certas coisas não eram humanamente possíveis para eles. Aprendemos a nos colocar na situação dos outros e a começar a entender por que os outros, por exemplo nossos próprios pais, se comportaram da maneira que fizeram. Com essa compreensão, o amor cresce e nosso coração se abre naturalmente e só isso pode ter algum efeito libertador.

Por exemplo, quando você entende que seu pai carrega os desejos e dores de seus próprios pais, que podem ter sido refugiados que tiveram que escapar de sua terra natal para sobreviver, você pode começar a perceber que esta é a razão pela qual ele sempre parecia tão ausente de você . Então toda a imagem que você tem sobre o seu pai pode mudar e você pode não se sentir tão chateado e reclamando sobre ele, mas sim sentir amor por ele como ele é ou era. Junto com isso, gratidão cresce em você para o que você recebeu dele, apesar do que ele e sua família tiveram que suportar. Este deixar de lado qualquer ideia de que ele deveria ter sido diferente, ou a vida deveria ter sido diferente, torna-se a conclusão do seu relacionamento com ele. Deixa um com um sentimento de gratidão. Então, deixar o pai fica mais fácil. Você não está mais perto deles, mas o sentimento de amor permanece em seu coração. A verdadeira separação só é possível com amor; qualquer outra separação não é real.

Se uma mulher é capaz de se separar de seu pai dessa maneira, ela se torna capaz de olhar para outros homens, não com a sensação de que eles deveriam substituir seu pai, mas em vez disso ela verá que cada homem é diferente e ela será capaz de amar um homem por causa disso. O verdadeiro elogio a um homem é dizer-lhe como ele é diferente do próprio pai. Fora dessa compreensão, um relacionamento de sucesso com um homem se torna possível.

Mas quero repetir: este é um processo interno de crescimento em consciência. Não pode ser apressado e não pode sair de qualquer ideia de como as coisas “deveriam” ser. Antes de podermos amar verdadeiramente nossos pais, primeiro precisamos passar por uma transformação interior. O amor vem como um subproduto de grande compreensão. Tem que vir espontaneamente. Se isso não acontecer, significa simplesmente que falta alguma compreensão. Portanto, nosso trabalho está tentando ser mais alerta e consciente. Normalmente as pessoas fazem o oposto. Eles pensam que, se eles não podem amar uma pessoa em particular, algo deve estar errado com essa pessoa. Uma pessoa meditativa fará o oposto; ele perguntará: “O que falta em mim é que não sinto amor algum? O que é que eu não fui capaz de entender, ou de que maneira eu não fui capaz de ver completamente o outro e seu contexto de vida? ”

Essa é a diferença entre uma pessoa comum e uma pessoa meditativa.

Svagito Liebermeister – Osho News

Tradução @Interconexão

O Kali Maluhia no me oe.


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Pai: o caminho para o mundo – Constelação Familiar

Quando a criança chega ao mundo, o mundo é um novo lugar. A criança traz para ela um amálgama de variáveis de ambos os pais, uma mistura de forças e sabedoria, vulnerabilidades e bolsões de desconhecimento. Uma criança incorporará energias de ambos os sistemas familiares sem ter a capacidade de escolher. ( ou tendo escolhido na concepção) Ainda mais tarde, quando a criança se torna adulta, “escolher e escolher” tem uma camada profundamente subconsciente que afeta a forma e o conteúdo dessas decisões.

Em seu apoio à mãe, o pai desempenha um papel profundamente importante no bem-estar de seus filhos.

O papel mais importante do pai na família é o apoio à mãe. Esse é o primeiro papel. A mãe carrega o bebê e dá à luz, e se ela estiver sob tensão emocional durante este importante período de desenvolvimento para a criança, toda a unidade familiar será afetada. Se a mãe e o pai não eram um casal forte antes de terem filhos, se não queriam filhos, se a mãe sentia pressão do pai para produzir um sexo específico, se o pai estava ausente do sistema familiar por qualquer motivo, se a família era afetado por trauma ou tragédia, se a mãe e o pai estavam em um relacionamento volátil, ou se a mãe ou o pai estavam emocionalmente indisponíveis ou distantes devido às feridas da infância do próprio sistema familiar, então as crianças podem sofrer emocionalmente de alguma forma enquanto se sacrificam inconscientemente equilibrar o que está fora de equilíbrio dentro de si e no sistema familiar.

Por amor ao sistema familiar e lealdade aos pais, avós e antepassados, os filhos se sacrificam inconscientemente, apoiando os pais emocionalmente necessitados. Eles podem se sacrificar para ajudar a mãe com seus problemas e até se oferecer para compartilhar ou carregar seus fardos ou destino. Meninos jovens, até mesmo crianças pequenas, tornam-se “o homenzinho” da casa se o pai estiver emocional ou fisicamente ausente. Garotinhas se tornam ajudantes da mamãe e começam a assumir muita responsabilidade. Este é um fardo muito grande para qualquer criança tentar carregar. É uma ilusão para qualquer criança sentir que pode intervir para substituir emocionalmente o pai pela mãe ou vice-versa. Essa mesma dinâmica pode ocorrer se a criança sentir que a relação sexual entre mãe e pai é fraca. A criança entrará inconsciente e energeticamente para equilibrar esse desequilíbrio. O relacionamento com o pai é frequentemente comprometido quando há um colapso conjugal.

Pais nos levam para o mundo, apresentam oportunidades, complementam nossa coragem quando necessário. Nos fazem seguir em frente.

Há, com certeza, algo especial em como um pai e uma mãe se complementam. Seus papéis podem variar, mas não existe um pai sem haver uma mãe e vice-versa. A concepção precisa destes dois papéis.

A mãe é de quem o filho mais precisa nos primeiros anos. Mas o tempo passa, e garantida a sobrevivência dos primeiros anos, será o pai que guiará o filho para o mundo, para a descoberta, para o vôo. O “desapego” do pai da liberdade para independência da criança se desenvolver.

Pais são nossos referenciais para o masculino. Para um filho homem, é onde ele encontra a força para ser o que seu papel permite. Através da vivência com o pai, um garoto cresce e vive o que há de mais poderoso no mundo masculino, e aos poucos vai encontrando sua identidade e suas possibilidades. O mesmo ocorre com a filha mulher, com a diferença que após os primeiros anos com a mãe, a filha deve ir para o pai, aprender a caminhar no mundo e então, voltar para a mãe, onde ela deve tomar todo o feminino que precisa para seguir adiante.

Nos dois casos, o pai é essencial para o bom desenvolvimento dos filhos e para que o movimento deles para o mundo seja realizado com sucesso.

Dentro do sistema familiar, o homem e a mulher têm prioridades iguais. Eles criam a família juntos, eles são equivalentes.

Em relação aos filhos, o homem e a mulher são igualmente grandes. Porém é dentro da mãe que começa a vida. Dentro dela somos concebidos, dentro dela nós crescemos. Ela é tudo pra nós, com ela experienciamos a unidade, até que nascemos.

O que então ainda resta ao pai?

Bert Hellinger diz:

“Somente na mão do pai a criança ganha um caminho para o mundo. As mães não podem fazê-lo. O amor dele nao é cuidadoso nesta forma como é o amor da mãe. O Pai representa o espírito. Por isso o olhar do pai vai para a amplitude. Enquanto a mãe se move dentro de uma área limitada, o pai nos leva para além desses limites para uma amplitude diferente.”

“Para percebermos a diferença da forma como o pai e a mãe lidam com o filho basta imaginar um passeio com as crianças num parque, por exemplo. A mãe, preocupada e cuidadosa, a todo o tempo fala para o filho: ‘não suba na árvore’, ‘cuidado para não cair’, ‘não corra’… E sim, desta forma realiza com grande eficiência seu trabalho de cuidar dos filhos. O pai, ao contrário, ao chegar em um ambiente assim, verifica os possíveis riscos e se coloca de uma forma a preservar o filho longe deste lugar perigoso. Atento, o deixa livre para explorar.” – Maria Inês Araujo Garcia da Silva

Essa liberdade é necessária para que o filho possa perceber o mundo, e mais tarde caminhar para a vida de forma completa.

Por isso o progresso vem principalmente do pai. Quando a mãe quer manter os filhos longe do pai, ela os mantém longe do progresso. O movimento vai através da mãe para o pai e através do pai para o mundo. Assim o filho fica completo.

Uma das formas que você pode curar seu relacionamento paterno é através da Constelação Familiar, saiba O que é Constelação Familiar e como ela age na cura das relações familiares e pessoais.

APRENDER A ACEITAR SEU PAI É CONDIÇÃO PARA TER VIDA MELHOR

E os pais que nos foram difíceis ? “Eu não consigo aceitá-lo.”

Na visão sistêmica das Constelações Familiares, tomar pai e mãe, ou seja, honrá-los e aceitá-los como são e como puderam ser, é a condição para se poder tomar a vida que veio deles. Esse ato de tomar é um ato de humildade. Representa um sim à vida e ao destino.

Não aceitar ao pai é não aceitar a sua realidade . As pessoas que ficam na acusação aos seus pais, saem pelo mundo, negando seu afeto, e desejando outros pais, um para cada situação da vida. Vivem o mundo da fantasia, onde neste lugar imaginário cada pessoa é exatamente como ela deseja.

Nós como filhos, temos dificuldades de encarar os pais como os seres humanos que são. Para os que tem dificuldade de um olhar mais benevolente sobre os pais, só restam as acusações. De que faltou, de que deveria ser diferente, de que o pai “deveria” ser assim.

Fazemos um jogo de mágica, e no caminho, direcionamos a raiva para nós mesmos. De forma inconsciente, o que atua é: como posso amar esse homem? Se ele não foi o que eu desejei, como posso ainda estar vinculado a ele?

As acusações os afastam da realidade para não ter que aceitar um novo olhar para seu próprio amor.

Quem rejeita o pai, rejeita a si mesmo e sente-se vazio, sem realização, sem propósito de vida.

A maneira como nos relacionamos com ele, hoje e no passado, vai se refletir mais tarde na maneira como nos relacionamos com a nossa profissão, com figuras de autoridade, com os nossos parceiros (no caso das mulheres) e em como nos sentimos inseridos no mundo.

“Sim, pois o pai existe. Ele é o que é. Da forma como foi e como tudo aconteceu. O papel de um pai e também de uma mãe não está atrelado à aceitação dos filhos.”

Um bom caminho de volta aos braços do pai é ver o que verdadeiramente o move. O Amor escondido em atos de humanidade. É dar a ele o tamanho devido, não imaginário.

Hellinger nos instrui a deixar com os pais o que pertence ao destino deles, com tudo o que faz parte e tudo que faz falta. É necessário reconhecê-los como pessoas normais e comuns e que vieram de seus próprios emaranhamentos.

Aqui talvez valha olhar para si próprio e as dificuldades que não conseguimos resolver. Se estamos neste caminho de vida, em algum momento podemos nos tornar pai e mãe, e carregaremos para esta experiência o que nos compõe hoje, com todas as dores e amores. Nossos pais estiveram nesta mesma posição, por vezes influenciados por algo que não conseguiram escapar.

Estes papéis foram definidos no vínculo gerado no momento da concepção. E não há outros que possam ocupá-los. Para cada filho, há somente um pai e uma mãe. Se fosse outro pai, ou outra mãe, seria também outro filho.

Como filhos, por vezes julgamos nosso pai como insuficiente, desejando coisas diferentes do que recebemos. Esse é um caminho duro para todo o sistema, onde todos sofrem e de certa forma, todos nós passamos por ele.

Sabemos que muitas crianças crescem sem o pai biológico em sua vida cotidiana, e muitas mais olham para trás e consideram que seu pai esteve ausente. Deixe a questão do porquê para o lado por enquanto, estou pensando sobre o que está faltando quando o pai está faltando.

Por isso, colocamos abaixo a carta de Bert Hellilnger ao seu pai, onde ele fala que, como filho, já se colocou nesta posição de juiz do pai. Ao mesmo tempo, percebe o vazio que fica ao não ter seu pai no coração.

Independente do sistema familiar em que você cresceu, e quem representou o papel do Pai para você. Você pode ser grato ao seu progenitor, aquele que fez parte da sua concepção cuja genética e epigenética você herdou, pelo simples ato de passar a vida adiante. A benção da vida é dada na concepção. Honrar a benção é ser grato a ela.

Carta de Bert Hellinger para seu pai

Querido papai,

Por muito tempo eu não soube o que me faltava mais intimamente.

Por muito tempo, querido papai, você foi expulso de meu coração.

Por muito tempo você foi um companheiro de caminho para quem eu não olhava, porque fixava meu olhar em algo maior, como me imaginava.

De repente, você voltou a mim, como de muito longe, porque minha mulher Sophie o invocou.

Ela viu você, e você me falou por meio dela.

Quando penso o quanto me coloquei muitas vezes acima de você, quanto medo também eu tinha de você, porque muitas vezes você me batia e me causava dores, e quão longe eu o expulsei de meu coração e tive de expulsá-lo, porque minha mãe se colocava entre nós; somente agora percebo como fiquei vazio e solitário, e como que separado da vida plena.

Porém, agora você voltou, como que de muito longe, para minha vida, de modo amoroso e com distanciamento, sem interferir em minha vida.

Agora começo a entender que foi por você que, dia a dia, nossa sobrevivência era assegurada sem que percebêssemos em nosso íntimo quanto amor você derramava sobre nós, sempre igual, sempre visando o nosso bem-estar e, não obstante, como que excluído de nossos corações.

Algumas vezes lhe dissemos como você foi um pai fantástico para nós?

Você foi cercado de solidão e, não obstante, permaneceu solícito e amoroso a serviço de nossa vida e de nosso futuro.

Nós tomávamos isso como algo natural, sem jamais honrar o que isso exigia de você.

Agora me vêm lágrimas, querido papai.

Eu me inclino diante de sua grandeza e tomo você em meu coração.

Tanto tempo você esteve como que excluído do meu coração.

Tão vazio ele estava sem você.

Também agora você permanece amigavelmente a uma certa distância de mim, sem esperar de mim algo que tire algo de sua grandeza e dignidade.

Você permanece o grande como meu pai, e tomo você e tudo que recebi de você, como seu filho querido.

Querido papai,

Seu Toni (assim eu era chamado em casa).”

Leia a carta com seu pai em mente. Escreva a sua carta para os pais que você teve. Mas inclua o pai biológico ao invés de excluí-lo por qualquer razão.

Do ponto de vista da alma você escolhe seus pais biológicos, há um acordo onde cada um concorda em doar uma parte de si para construir um novo corpo, uma nova vida humana. A existência humana é o primeiro presente, e inclui a herança não só biológica mas histórica de toda a família. Os potenciais de como esses relacionamentos se desdobrarão também são conhecidos pelo espírito, logo de alguma forma seus pais lhe ofereceram não somente o melhor dentro de suas condições pessoais, e emocionais como muito provavelmente, o melhor cenário para você curar e desenvolver o que veio para.

Se você acha isso útil, compartilhe com outras pessoas.  

Oração de Liberação da Dor Ancestral da Linhagem Feminina

Amadas mães, avós e irmãs…

Hoje e para sempre

Soltamos as recordações dolorosas que nos unem àqueles atos, pensamentos e sentimentos presentes na nossa linhagem feminina, onde está envolvida a linhagem masculina em seus piores aspectos.

Pelos maus tratos à nossa Essência Feminina em palavras, atos, pensamentos e sentimentos.

Eu sinto muito.

Me perdoe.

Te amo.

Sou grata.

Onde a obrigação estava acima do amor

Onde a indiferença era aceita como algo “lógico” pelas nossas tarefas cotidianas.

Eu sinto muito.

Me perdoe.

Te amo.

Sou grata.

Quando o descanso quase não existia, pois nosso ritmo de trabalho era muito além do nascer e do pôr do sol.

Eu sinto muito.

Me perdoe.

Te amo.

Sou grata.

Quando o amor do homem para a nossa Essência Feminina era um ato para sua satisfação pessoal, esquecendo nossos sentimentos profundos de amor, nossa entrega cotidiana, nosso amor em silêncio apesar da desvalorização, a indiferença e a falta de amor.

Eu sinto muito.

Me perdoe.

Te amo.

Sou grata.

Pelas memórias ancestrais de toda a nossa linhagem feminina familiar e mais além dela.

Eu sinto muito.

Me perdoe.

Te amo.

Sou grata.

Pela cura total, pela liberação total de toda ferida de ontem e de hoje.

Eu sinto muito.

Me perdoe.

Te amo.

Sou grata.

Hoje e para sempre nos perdoamos, nos amamos no respeito absoluto da nossa Essência Divina Feminina, para ser fonte viva de amor ilimitado.

Curando todo ressentimento.

Perdoando cada ferida recebida.

Amando a todos por igual.

Eu sinto muito.

Me perdoe.

Te amo.

Sou grata.

Renascemos em nós mesmas em nossa nova Linhagem Divina Feminina onde a paz, o amor, a compaixão e a misericórdia como laços de cura unem o separado, cicatrizam o machucado, soltam o rancor e a ira.

Renasce em equilíbrio perfeito onde o Feminino e o Masculino são livres, sãos e complementares.

Amantes do Amor Ilimitado.

Assim é, assim está feito.

(Tradução livre por Elisa Rodrigues de Oración de liberación del dolor ancestral del linaje femenino)

À medida que eu me desperto, desperto você. Eu te desejo paz sobre todas as coisas.

O Kali Maluhia no me oe.

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