Arquétipo do Beija-Flor; Chamado da Alma

Beija-flor é um dos vários arquétipos como os princípios organizadores do Universo. Plantados como sementes em cada um de nossos chakras, os arquétipos crescem e evoluem com base em nosso relacionamento com eles.

A energia do beija-flor é linda, mágica e amorosa, permitindo uma conexão profunda com o chamado de nossa alma. 

 O Beija-flor está ligado ao sexto chakra, ou “terceiro olho”, que está localizado no meio da testa. Este é o centro onde o divino reside dentro de nós e onde experimentamos nosso relacionamento com tudo e todos – junto com nossa consciência de que somos seres eternos. Quando este chakra está obstruído, podemos nos tornar espiritualmente arrogantes, conhecendo os fatos sobre o sagrado, mas não os praticamos.

Como arquétipo da direção norte, o colibri representa a coragem necessária para embarcar em uma jornada épica. 

“Na consciência do beija-flor, envolvemos a vida a partir do nível da alma. assim como aquele pequenino pássaro encontra a coragem para fazer sua jornada monumental, podemos descobrir a coragem de perceber nossa própria vida como uma jornada de crescimento e descoberta, de amadurecimento espiritual. não nos preocupamos com os detalhes de nosso voo porque temos certeza de que, independentemente do clima na Carolina do Norte ou de quão poucos locais de descanso haverá enquanto cruzamos o Golfo do México, chegaremos ao nosso destino . ” –(do sonho corajoso de alberto villoldo)

Os pequenos colibris migram sobre o Atlântico todos os anos do Brasil para o Canadá. O Beija-flor nunca perde o sentido de direção ou o impulso de seguir em frente, não se pergunta se tem comida ou força suficiente para a viagem, ele sabe que tem que ir e vai, não importa que a jornada pareça muito longa para asas tão pequenas.

Quando somos tocados pelas energias deste arquétipo, somos impelidos em nossa própria jornada épica que nos leva de volta à nossa fonte, onde nosso espírito foi gerado. 

Quando negamos nosso chamado, começamos a morrer, porque como seres vivos devemos sempre buscar explorar e descobrir. Quando nos contentamos com o conforto em vez da descoberta – ou quando comprometemos o desejo da alma de crescer, adiando nossa jornada de aventura até que tenhamos tempo ou dinheiro suficiente – começamos a definhar. Mas quando seguimos o exemplo do colibri e despertamos nosso instinto natural de aprender e explorar, nossas vidas desabrocham em missões épicas

Quando sentimos que não temos tempo, dinheiro ou know-how suficiente para o que estamos tentando, convocamos o Beija-flor para fornecer a coragem e a orientação necessárias para o sucesso. Precisamos nos alinhar/sintonizar com a coragem e o impulso que ele representa.

Reino:   da alma, o mítico – ‘tudo está como deveria ser’

O estado perceptivo do Beija-flor é o da alma. A linguagem desse nível é a imagem, a música, a poesia e os sonhos – é o reino do mito, onde a alma pode experimentar a si mesma em uma jornada sagrada. No domínio do mítico, somos todos como o beija-flor em uma grande viagem e ansiando por beber apenas do néctar da vida.

No nível da alma, as coisas são o que realmente são: uma expressão do sagrado. Uma casa não é simplesmente um telhado sobre sua cabeça, é uma casa. O cônjuge não é apenas uma pessoa com quem você compartilha os deveres domésticos e de criação dos filhos, mas um parceiro escolhido, um companheiro de viagem em uma grande jornada. Nesse estado, somos capazes de compreender a importância de partir o pão com os outros e como nossa barriga nunca pode ser adequadamente preenchida quando outras pessoas passam fome no mundo.

No nível do beija-flor, ouvimos abaixo da superfície das conversas e ouvimos suas mensagens ocultas. 

o arquétipo do colibri pode nos auxiliar em nosso aprendizado:

  • Beber do doce néctar da vida. Ver o lado alegre da vida
  • Energia do Amor
    • arquétipo do beija-flor é ótimo para as pessoas que pretendem encontrar um relacionamento amoroso. Sendo assim, se você pretende atrair um relacionamento amoroso ideal utilize o arquétipo do beija-flor.
  • Sentindo que estamos todos em uma jornada para o crescimento, a cura.
  • A capacidade de ‘ler nas entrelinhas’ de perceber o oculto
    • perceber mensagens ocultas em conversas, livros etc. –
    • perceber conexões que podem estar ocultas para nossas percepções de outra forma.
  • Curando a causa subjacente em vez de apenas o sintoma.
  • Perceber como contos míticos podem curar e são parte da jornada interior
    • usando contos de fadas, metáforas, mitos para explicar e fornecer soluções para o que estamos passando e um nível físico / emocional
  • Aprender as lições, tudo o que veio, veio para nos ensinar.
    • ver como o que poderia ser classificado como um ‘problema’ é uma oportunidade.
    • Encontrar os benefícios e positivos de determinados comportamentos, situações, etc.
    • vendo caminhos que nos levam de volta à saúde e avançamos em nossa jornada de cura.
    • a sensação de que não há nada para consertar, é uma jornada … ‘tudo é fonte experimentando a si mesmo’
  • Coragem e impulso
    • A coragem de embarcar em uma jornada épica.
      • Começando em si mesmo
      • Depois tudo aquilo que deseja empreender, mas muitas vezes não tem coragem ou impulso o bastante
  • Criatividade – Associado com o neocórtex e à nossa capacidade de visualizar, criar e realizar.
    • O arquétipo do beija-flor emana a energia da criatividade. Sendo ideal para pessoas que trabalham com beleza e designer.
  • Evitar a Procrastinação
    • Sendo um pássaro bem rápido que voa de flor em flor e para todos os lados, o beija-flor evita a temida procrastinação e zona de conforto. Essa é uma ótima qualidade para quem deseja ter foco e agilidade, rumo aos seus objetivos.
    • quietude e suavidade em movimento
  • Sociabilidade
    • O arquétipo do beija-flor promove a sociabilidade, ou seja, torna a pessoa mais amigável, comunicativa e criativa. Esse arquétipo é ótimo para as pessoas que são introvertidas e querem começar a ser extrovertidas socialmente.
  • o Colibri também é usado como uma ferramenta do H’oponopono onde tem o poder de neutralizar ou cancelar a energia negativa da falta de dinheiro, pois muda a vibração para a certeza da resolução do problema.

Indo além

À medida que você desenvolve seu próprio relacionamento com os arquétipos, suas descrições evoluem a partir de sua experiência e se tornam suas. Com isso, recomendamos que você se aprofunde no mundo dos arquétipos e conheça nossos Cursos:

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Mitos: O Rapto de Perséfone

Hades sempre fora um deus soturno, solitário e recolhido em si. Nascera da união entre Cronos(Saturno) e Réia (Cibele). Cronos, deus do tempo e rei dos titãs temendo à profecia de que um dos filhos o iria destronar e aprisionar, devorou-o tão logo nasceu. Mais tarde, Hades foi vomitado pelo pai, depois que o irmão Zeus dera ao deus do tempo, uma porção mágica para ingerir. Saído das entranhas de Cronos, Hades lutou ao lado dos irmãos Zeus (Júpiter) e Poseidon (Netuno) contra o reinado do pai. Após a vitória foram delimitados os domínios de cada um. Tendo Poseidon o domínio dos mares, Zeus dos céus, e Hades do submundo.

Hades mostrava-se imune ao amor de qualquer deusa ou de qualquer mortal. Seu frio coração irritava Afrodite (Vênus), deusa do amor, que sempre fizera deuses e mortais sucumbirem à sua arte. Hades continuava com o coração intacto e frio. Corria solitário todas as partes do Érebo, que governava energicamente.

Segundo as lendas, Hades era invocado por seus devotos através da emissão de sons produzidos pelo barulho de suas varas ao baterem no chão. Um dia, Hades ouviu as varas que os humanos batiam sobre a terra, invocando-o com o sacrifício de duas cabras negras. Ao sentir o sangue quente dos animais molhar o chão, Hades pôs sobre a cabeça o capacete que o deixava invisível, emergindo das entranhas mais profundas da terra, até a superfície do mundo dos vivos, aceitando assim, o sacrifício.


Caminhando solitário, Hades avistou ao longe, no meio do bosque florido, a mais bela jovem que os seus olhos já tinham contemplado. Era kore. Com o coração a bater como nunca sentira dantes, o frio senhor dos mortos viu emergir de dentro dele um estranho e implacável calor. Invisível, aproximou-se de Core e das amigas. Carinhosamente soprou em seus ouvidos. Core sentiu aquele estranho sopro. Enquanto as amigas arrepiaram-se de temor, a jovem arrepiou-se acometida de uma ternura infinita. Kore sorriu, de repente, o que fez com que Hades se mostrasse visível aos seus olhos. A bela jovem viu surgir à frente o rosto daquele deus forte, olhar grave, de sorriso escorrido e gestos austeros. Apaixonado, Hades revelou-lhe o amor e o desejo de fazê-la a sua esposa eterna. kore ouviu a declaração de Hades, mas nada respondeu, precisava consultar a mãe, a deusa Deméter (Ceres), e o pai, o poderoso Zeus.


Mas Deméter, deusa da agricultura e dos alimentos, sabia que o reino de Hades, o seu irmão, era nas profundezas da terra. Decidiu que não se iria separar da filha, proibindo que ela desposasse o senhor da escuridão. Hades ficou inconsolável. Subiu ao Olimpo e pediu a ajuda do irmão Zeus. Estava perdidamente apaixonado por Core, já não conseguia viver sem ela. Zeus ouviu o irmão, como sabia da recusa de Deméter em deixar a filha partir para o Érebo, aconselhou a Hades que raptasse kore.


Um dia a bela Kore colhia os lírios e as violetas às margens do lago de água cristalina. De repente surgiu o mais belo dos narcisos à beira do lago, de uma cor tão reluzente que encantou kore. Gaia havia o feito surgir a mando de Zeus para atrair a donzella. Como se hipnotizada pela flor, ela debruçou-se sobre o lago para pegá-lo. Foi quando a terra abriu-se em um imenso abismo de escuridão, dele emergindo um carro de ouro puxado por cavalos, conduzidos pelo próprio Hades. Num impulso rápido e certeiro, o senhor do Érebo arrebatou a frágil e bela Core. Assustada, a jovem lançou um grande grito que ecoou pelos campos, enquanto o carro de ouro a conduzia até o Tártaro.

Deméter, deusa da agricultura e mãe de Perséfone, escuta os gritos de desespero de sua filha mas nada vê. Desesperada procura por sua filha durante nove dias, sem obter sucesso. Apenas no décimo dia Deméter consegue a informação através de Hélios (Sol), que tudo vê, e Hécate de que sua jovem filha está sob o cárcere de Hades. Zeus confirma o rapto. Revela à deusa que Core ao cruzar as fronteiras dos Infernos, tornara-se a esposa de Hades, e como rainha do Érebo, passou a chamar-se Perséfone (Prosérpina).

Sem poder atravessar as fronteiras do Érebo em socorro da filha, indignada com Zeus e Hades, devastada e em luto pela perda de Perséfone, Deméter abandou o Olimpo, indo viver com os homens da terra, se refugia em Elêusis. Abandonando os campos e as plantações, deixando de proteger as colheitas e escondendo as sementes Deméter provoca infertilidade ao solo. A primavera eterna desapareceu da terra, levando-a ao inverno e causando fome no mundo todo.

Zeus vendo a fome assolar a humanidade e a terra seca interviu diante de Deméter, mas a deusa só voltaria a proteger a agricultura e aos campos se tivesse a filha de volta. À face da catástrofe que se abatia sobre o mundo, Zeus enviou Hermes (Mercúrio), ao reino de Hades, com a ordem de que ele devolvesse Perséfone à mãe, para evitar que a humanidade faminta, rebelasse-se contra o poder dos deuses.

Hades não se contentou em perder a amada. Mas não poderia desobedecer a ordem de Zeus. Chamou Perséfone à sua presença. Diz a ela que deverá acompanhar Hermes até o mundo dos vivos, sendo devolvida à mãe. Triste, beija a face da amada. Em um último ardil, oferece-lhe uma saborosa romã como lembrança do seu amor. Mal sabia Perséfone que quem comesse qualquer fruto do reino de Hades, deveria retornar posteriormente a ele. Perséfone despediu-se do marido, regressando ao mundo dos vivos.

Deméter recebeu a filha com alegria. Os campos voltaram a florir. Ao abraçar a filha, a deusa lembrou-se de perguntar se ela havia comido alguma fruta no Tártaro, ao que a jovem respondeu afirmativamente, comera o bago de uma romã.

E agora diga-me como ele o arrebatou para o reino das trevas e escuridão, e com que truque o Hades enganou você?
Então a bela Perséfone respondeu-lhe assim:Mãe, vou te contar tudo sem erro. Quando o sortudo Hermes veio, rápido mensageiro de meu pai, o Filho de Cronos, e dos outros Filhos de Urano, pedindo-me que voltasse do Erebos para que você pudesse me ver com seus olhos e assim cessar de sua raiva e terrível cólera contra os deuses, Eu pulei de alegria imediatamente; mas ele secretamente colocou em minha boca comida doce, uma semente de romã, e me forçou a provar contra minha vontade. Também contarei como ele me arrebatou pelo plano profundo de meu pai [Zeus], ​​o Filho de Cronos, e me carregou para as profundezas da terra, e relatarei todo o assunto como você pergunta. Todos nós estávamos brincando no lindo prado, Leukippe e Phaino e Elektra e Ianthe, Melite também e Iakhe com Rhodea e Kallirhoe e Melobose e Tykhe e Okyrhoe, formosos como uma flor, Khryseis, Ianeira, Akaste e Admete e Rhodope e Plouto e o encantador Kalypso; Styx também estava lá e Ourania e a adorável Galaxaure com Pallas que desperta batalhas e Ártemis se deleitando com flechas: estávamos brincando e colhendo flores doces em nossas mãos, açafrões macios misturados com íris e jacintos, e flores de rosa e lírios, maravilhoso de ver, e o narciso que a vasta terra fez amarelecer como um açafrão. Isso eu colhi em minha alegria; mas a terra se partiu abaixo, e de lá o forte senhor, Hades saltou e em sua carruagem dourada ele me levou embora, contra minha vontade, para baixo da terra: então eu chorei com um grito estridente. Tudo isso é verdade, embora me dói contar essa história. 

A deusa desolou-se, sabia que a filha teria que voltar ao Tártaro todos os anos. Diante do ardil, ficou estabelecido por Zeus que Perséfone passaria uma parte do ano ao lado do marido, reinando no Érebo, outra parte ao lado da mãe, na terra e no Olimpo. Assim, durante o tempo que Perséfone despede-se da mãe e retoma o caminho do Érebo, a deusa recolhe-se à tristeza da sua saudade. Em consequência dessa tristeza, as árvores perdem as folhas e as flores, os campos ficam sem as plantas, o inverno invade a terra com o seu vento frio e cortante, deixando-a desolada e coberta pelo gelo. Quando Perséfone retorna aos braços da mãe, alegrando-lhe o coração, as folhas voltam verdes às arvores, as flores invadem os campos, trazendo a primavera novamente ao mundo.

É dito que Hades e Perséfone tinham uma relação calma e amorosa. As brigas eram raras, com exceção de quando Hades se sentiu atraído por uma ninfa chamada Minthe (ou Menta), e Perséfone, tomada de ciúmes, transformou a ninfa numa planta a “garden-mint” ou “hortelã”, destinada a vegetar nas entradas das cavernas ou, em outra versão, na porta de entrada do reino dos mortos. Perséfone interferia nas decisões de Hades, sempre intercedendo a favor dos heróis e mortais, sempre disposta a receber e atender os mortais que visitavam o reino dos mortos à procura de ajuda.


Embora esse seja um conto romantizado, os antigos relatos gregos e romanos de Perséfone concordam que Hades raptou Perséfone contra sua vontade e a estuprou. Nesta versão ela foi raptada contra vontade, mas observe que não se fala nada sobre o estupro.

O que fica um pouco difícil de definir é a linguagem que se perde nas traduções. Nem sempre o que dizemos em nossa língua natal se traduzido literalmente fará sentido em outra língua, porque a linguagem é muito coloquial, cultural e temporal… é necessário alguém que conheça bem as duas línguas, e tendo as vivenciado saiba traduzir o sentido e não as palavras, jargão por jargão por assim dizer. Então aí temos um problema, como traduzir a essência de um coloquialismo de séculos, quando a cultura era muito diferente. Já vi muitos defensores do romance de Hades e Perséfone devido a isso e não posso tirar-lhes totalmente a razão.

Nos tempos antigos, o rapto de donzelas era uma prática comum na Grécia. Um jovem simplesmente tinha que sequestrar aleatoriamente uma garota da casa de seus pais e isso significava que eles eram “casados” aos olhos da sociedade. E é por isso que alguns dizem que não havia nada de errado no mito de Perséfone, que simplesmente contava a história dessa antiga prática de um ponto de vista divino.

Receio que naqueles tempos as mulheres comuns não tinham liberdade ou direitos; ser sequestrada e estuprada e ser considerada “noivas” e depois “esposas” de seus estupradores não era exatamente incomum. Simplesmente, não era considerado grande coisa, era tradição. Deusas não eram exceção. Quase todas as deusas casadas do panteão grego tornaram-se esposas de seu marido por estupro, Hera, Thetis, Metis, Gaia, Helen, para citar algumas.  Perséfone então foi estuprada, sequestrada e desrespeitada, assim como a maioria de seu sexo naquela época. o Hades não era nem mais nem menos ruim do que o grego antigo médio que seguia as tradições patriarcais. Mas Perséfone se ergueu acima de tudo isso para se tornar uma rainha real, poderosa e temida, basicamente roubando o submundo dos domínios do Hades, que depois dela se tornou apenas o nome do lugar, enquanto ela era sua governante.

O que acontece também é que a adversidade faz a habilidade, como que se vendo sem direitos sobre si mesmas e seu destino as mulheres se tornaram por necessidade mais manipulativas, era sua única saída. Moças então fingiriam o rapto diante de sua família e amigos para poderem ficar com aqueles de sua escolha. Esse ardil era sua única possibilidade de definir algo sobre seus destinos. Era isso ou elas acabariam sendo raptadas de verdade tendo sido dadas por seus pais sem aviso prévio.

Outro ponto a ser considerado é que a palavra “estupro” teria no contexto da história antiga o significado de “rapto”, tendo o estupro como o entendemos outra palavra para distingui-lo. – Como disse a certeza se perde na tradução.

O Hino Homérico a Deméter

O mais antigo relato sobrevivente detalhado da história de Hades e Perséfone vem do “Hino Homérico 2 a Deméter”, que provavelmente foi composto por volta do século 7 aC ou por aí. O hino não deixa absolutamente nenhuma ambigüidade de que Hades raptou e estuprou Perséfone totalmente contra sua vontade; até descreve Perséfone várias vezes como “relutante”. Aqui está a descrição da abdução de Perséfone por Hades do Hino homérico a Deméter, traduzida por Diane J. Rayor:

Canto sobre a venerada deusa Deméter de cabelos ricos e sua filha de pernas compridas que Hades arrebatou (o estrondoso e trovejante Zeus a entregou)
enquanto ela brincava com as filhas virgens de Ocean, longe do Grão Dourado de Deméter, que dá frutos brilhantes.
Ela colheu flores exuberantes do prado: rosas, açafrões, lindas violetas, íris, jacintos – e um narciso que Gaia cresceu como uma isca para a menina desabrochando, seguindo as ordens de Zeus, para agradar a Lord Hades.
Todos se maravilharam com a visão fascinante, tanto deuses imortais quanto pessoas mortais:
de sua raiz floresceram uma centena de cabeças perfumadas, e todo o céu acima, toda a terra, e a onda salgada do mar riu. Espantada, ela estendeu as duas mãos para pegar a flor encantadora – e um abismo se abriu na planície de Nyssian. Saiu Lord Hades, deus de muitos nomes, em seus cavalos imortais.
Pegando a garota relutante, ele a carregou em sua carruagem dourada, enquanto ela chorava e gritava alto chamando seu pai, filho de Cronos, o mais elevado e melhor.

Nenhum dos deuses imortais ou povo mortal a ouviu chorar, nem a Oliveira brilhando com frutas – exceto a filha de Perses, Hékate de coração terno , velada em luz, ouviu de sua caverna e o filho brilhante de Lorde Hélios Hyperion ouviu a garota chamando seu pai, filho de Cronos.
Zeus sentou-se longe dos deuses, em seu templo ecoando orações, aceitando ricas oferendas de mortais.
Mas o irmão de seu pai, filho de Cronos com muitos nomes, Senhor dos Mortos, roubou a garota relutante em seus cavalos imortais, com um aceno de Zeus.
Enquanto a deusa ainda podia olhar para a terra e o céu estrelado, forte precipitação dos peixes abundantes do mar e dos raios do sol, ela ainda esperava ver sua querida mãe e a raça dos deuses que vivem para sempre: a esperança ainda encantava sua mente forte, embora ela sofresse.
Mas os picos das montanhas e as profundezas do mar ecoaram com seu grito eterno, e sua mãe deusa a ouviu.
A dor aguda apoderou-se de seu coração; com as duas mãos ela rasgou o véu de seus cabelos ambrosíacos, jogou uma capa preta sobre os ombros e disparou como um pássaro sobre a terra e o mar nutritivos, procurando: mas nenhum dos deuses imortais ou povo mortal diria a ela a verdade,
nem pássaros presságios vêm trazendo mensagens ”.


Como Arquétipo Perséfone é vulnerável tendo sido manipulada enquanto donzela pela mãe que a querendo apenas para si, não permitia que outros deuses interessados em cortejar a filha se aproximassem. Tendo sido enganada, caindo numa emboscada planejada por seu pai ao ordenar que Gaia a atraísse com a beleza e perfume de uma flor e por fim raptada por seu tio/marido. Não é então apenas o cenário de um estupro que a faz uma deusa vulnerável, embora todas deusas vulneráveis tenham vivido esse cenário na mitologia.

Vale ressaltar que essas lendas como as conhecemos embora muito mais antigas nos foram contadas na visão da era patriarcal, assim como novas versões mais românticas e suaves são contadas atualmente sobre a história de Perséfone e Hades nos livros infantis. O que não nos garante que havia uma versão anterior? Que a ideia de colocar uma deusa como estuprada, representando não apenas sua vulnerabilidade por ser mulher, mas subjugando-a ao masculino que neste contexto seria o mais forte, único dono da sua vontade e sexualidade não tenha sido inserida pelo patriarcado como justamente como uma forma de subjugar o feminino em sua psique, retirando o seu poder sobre si mesma?

Os 4 Arquétipos e Estações do Ciclo Menstrual

“Quando tentamos nos forçar a ser lineares e constantes, a ser as mesmas mulheres alegres, extrovertidas e produtivas todos os dias, estamos nos preparando para nos sentirmos fracassadas – e para suspeitar que perdemos a cabeça em certos momentos do mês. Lembre-se, as mulheres em nossa sociedade são socializadas para sempre serem simpáticas, cuidadoras, sempre se doarem e nunca mostram insatisfação. Talvez a melhor maneira de perceber suas emoções pré-menstruais é reconhecer que é um momento em que você finalmente se permite expressar as frustrações que a sociedade espera que você reprima.” -Toni Weschler

Sim, mulher é de Lua! Intrinsicamente cíclica! O ciclo feminino compreende quatro fases de acordo com as quatro fases da lua, tendo aproximadamente 28 dias e pode variar entre 24 e 35 dias, podendo ser dividido em: fase pré-ovulatória, fase  ovulatória, fase pré-menstrual e fase menstrual. Essas fases e suas energias ainda se relacionam com as estações do ano e com os arquétipos da donzela, mãe, feiticeira e anciã.

Semana 1: Inverno interno –  Por volta do dia 1-6 do seu ciclo menstrual, quando você está sangrando.
Semana 2: Primavera Interior – Por volta do dia 7 a 13, quando você está na fase de pré-ovulação.
Semana 3: verão interno – por volta do dia 14-21 durante a fase de ovulação.
Semana 4: Queda interna – Por volta do dia 22-29 durante sua fase lútea , pré menstrual(desaceleração novamente).

Cada mulher é única. Você pode acabar tendo um ciclo mais curto ou mais longo, o que incorpora uma certa estação/arquétipo mais longa do que as outras ao longo de cada mês. A Lua que o seu ciclo se relaciona no inicio pode ser outra, e você pode se sentir desconectada da lua, mas ao rastrear seu ciclo ele começa naturalmente a se alinhar ainda que de forma única. Após algumas mandalas a relação da sua fase cíclica com a fase da lua fica mais clara.

Semana 1 – A Anciã e o Inverno

  • Temporada: Inverno
  • Arquétipo: Mulher Sábia / Velha /anciã/bruxa
  • Fase de Sangramento – Menstruação
  • Lua nova

No período menstrual entramos no arquétipo da Anciã e na fase do inverno. Este é o primeiro dia em que você começa a sangrar e é a primeira semana do seu ciclo.

A fase de sangramento do ciclo é o momento em que nossa energia e hormônios estão baixos o tempo todo, temos menos energia física, nossa força está voltada para dentro. A maioria das mulheres, quando possível, descansam mais nos primeiros dias da sua “lua”. Nesse período podemos ter uma maior abertura para o inconsciente, nossas memórias e energias ancestrais, é um período de recolhimento em que precisamos entrar em nosso espaço sagrado.

De acordo com a sabedoria das mulheres antigas, a fase da anciã é uma época em que o véu entre os mundos se tornam mais tênues. Diz-se que uma mulher em sua lua é mais poderosa e tem um acesso mais profundo à sua própria sabedoria. Em tempos mais antigos, as mulheres se separavam dos homens durante o período de sangramento para se reunir em cabanas ou tendas menstruais para se renovar e se sintonizar com o mundo espiritual.

O inverno é uma época de reflexão interior, uma época de morte metafórica.

Hibernação e repouso são duas qualidades do inverno que caracterizam com precisão o que é esta fase para uma mulher. O inverno interno não é uma época para dar aos outros, mas para nós mesmas. Aprender a amar a si mesma durante esse período e respeitar seus limites é o comportamento mais saudável que podemos adotar para nós mesmos e nossa família. 

Durante o período de inverno também aprendemos a deixar ir, é a fase de renovação e limpeza do que foi e do que não foi, para abrir espaço para o que pode ser, é o fim e o começo. 

Palavras-chave: Paz e sossego, descanso, tempo sozinho, dê-me espaço, aconchego, não estou disponível para você agora, sensibilidade, sabedoria, criatividade, desapego, renovação. 

Deusas e orixás relacionadas: Kali, Héstia, Nanã, Hécate

Semana 2 – A Donzela e a Primavera

  • Temporada: Primavera
  • Arquétipo: A Deusa, A Donzela
  • Fase pré-ovulatória -folicular
  • Lua crescente

Após o fim da menstruação, entramos na fase pré-ovulatória. Durante essa fase, o hormônio estradiol (um estrogênio) está subindo e os níveis de energia começam a voltar. Podemos nos sentir mais dispostas, extrovertidas, energizadas e ativas fisicamente.

Pense em como você se sente na primavera!

 Conforme a mulher entra em sua fase interna da primavera, ela está pronta para voltar ao mundo no arquétipo da Donzela, com uma energia mais solar e ativa. Como uma predisposição a ação. Este é o momento ideal para dedicar tempo aos nossos projetos, aprendizado e execução. 

Deusas e orixás relacionadas: Ártemis, Atenas, Ewá, Onirá

Palavras-chave: Renascimento, renovação, recomeço, produtivo, focado, independente, aprendendo, forte, capaz de enfrentar desafios, fisicamente energizado, concentração, execução, entusiasmo. 

Semana 3 – o Arquétipo da Mãe e o Verão

  • Temporada: Verão
  • Arquétipo: Mãe
  • Fase de Ovulação – fértil
  • Lua cheia

A fase de verão é quando as coisas começam a esquentar – literal e metaforicamente. Esta é a terceira semana do ciclo menstrual, onde ocorre a ovulação.

Eu amo o paralelo do corpo à terra em O Jardim da Fertilidade: “Como a superfície da terra, uma mulher em idade fértil passa por fases de resfriamento e aquecimento, que por sua vez criam umidificação e secagem, Sua fase fértil é seu próprio verão abafado. Este é um tempo de amadurecimento e de realização – seja a vida ou a criação frutífera de seus esforços. É uma fase altamente produtiva, cheia de energia, impulso criativo e sexualidade . A lua cheia redonda espelha o ovo. É a manifestação da lua escura. Irradiando sua energia para fora e conectando-se com a comunidade está no cerne desta fase. 

Durante a fase fértil, os níveis de estrogênio atingem o pico e a glândula pituitária secreta o hormônio luteinizante, causando a ruptura de um óvulo maduro do folículo e do ovário, resultando na ovulação. Sua temperatura corporal será maior nesse período por isso é a fase do verão interno.

Durante a fase ovulatória, manifestamos o arquétipo da Mãe que confere uma energia de nutrição externa, nos tornando mais disponíveis para os outros e para as nutrir as nossas relações. É uma fase altamente produtiva pois a energia sexual está bem ativa nessa fase solar, conferindo não só mais desejo sexual, libido, mas também tesão por fazer as coisas que são necessárias e socializar. É uma fase de vitalidade, criatividade, comunicação, sexualidade e receptividade.

  • algumas pesquisas sugerem que a ovulação é a melhor hora para pedir o que você quer – seja do seu parceiro, ou pedindo um aumento no trabalho por exemplo.

Deusas e orixás relacionadas: Deméter, Isis, Oxum, Iemanjá, Amaterasu, Afrodite

Palavras-chave: externo, expressivo, sedutora, criativa, lúdico, comunidade, construção de relacionamento, serviço, nutrir, amor, sexualidade, criar, construir, libido.

Algumas características ajudam a identificar o período da ovulação:

  • Leve desconforto ou dor abdominal
  • Fluido cervical: inicia seco e vai se tornando cada vez mais úmido, até parecer água. Quanto mais fluido, mais perto da ovulação você está.
  • Inchaço das mamas.
  • A temperatura aumenta e volta a cair no primeiro dia da próxima menstruação.

Semana 4 – A Sacerdotisa e o Outono

  • Temporada: Outono
  • Arquétipo: Mulher Selvagem / Sacerdotisa / Feiticeira
  • Fase Lútea – Pré-menstrual  
  • Lua minguante – geralmente

O outono é a quarta semana do seu ciclo e é aqui que as coisas começam a desacelerar. É  hora de ir diminuindo o ritmo e se preparando para a menstruação.

Depois da ovulação, o folículo vazio se torna o corpo lúteo, que permanece na superfície do ovário e produz progesterona para revestir o endométrio. A progesterona também faz com que a temperatura se torne mais quente e o fluido cervical seque. Caso a implantação não ocorra, após uma média de 14 dias, no máximo de 16 dias, o corpo lúteo se desintegra e seu revestimento uterino é liberado, desencadeando no período menstrual.

Este é um momento dinâmico que se altera gradualmente à medida que a fase avança. Sua lua interior se afasta do calor do verão interior e se move para a longa expiração do início do outono . Durante essa fase, sua intuição se intensifica e você pode desejar nutrição espiritual, um tempo sozinha, rituais de autocuidado e comunicação autêntica mais do que um toque físico . Preste muita atenção às suas emoções e reconheça-as. Isso diminui a probabilidade de ser expresso pelo corpo como um sintoma. Essa fase pode ser a mais dramática de todas e ter o maior impacto em nossa vida diária.

Muitos profissionais da saúde da mulher afirmam que a TPM é um sintoma de nossos tempos. Embora possamos tentar ignorar as necessidades de nosso corpo, nossa conversa corporal geralmente fica mais alta como resultado e se manifesta como extrema irritabilidade e fadiga, cólicas, entre outros sintomas.

Deusas e orixás relacionadas: Cerridwen, Morgana,  Baba Yaga, Obá, Yansã

Palavras-chave:  energia baixa, hormônios caindo, mais espaço, peça menos de mim, não quero dar agora, temperamental, menos foco e concentração, quero criar, menos coordenado, mentalmente criativo, criatividade ativa e intensificada, assertiva, estratégica. 


Muitas mulheres sentem que não têm nenhuma conexão com a lua. Quando começam a observá-la regularmente, o ciclo pode começar a se sincronizar com a lua. E isso é único, será a sua lua e não necessariamente será igual para todas, a mesma fase da lua, a mesma fase do ciclo. Mas ficará claro pra você a relação.

Essa é a conexão inegável que existe entre o corpo feminino e a lua, que está além da compreensão mental, que é a sabedoria esotérica da experiência feminina por causa de sua capacidade de sangrar.

Nossa conexão com a lua nos desperta para a sacralidade da menstruação e nos lembra que sangrar com a lua, circular com os ritmos da terra, faz parte da experiência de nascer mulher. Este é o rito nascimento milagroso e misteriosa de todas as mulheres. Quando você começa a traçar sua menstruação em relação à lua, você começa uma viagem para dentro de si. Você se dá conta de que seu corpo, como a Terra, está conectado a um padrão universal atemporal que é maravilhado desde o início.

Se você deseja se aprofundar Miranda Gray, no livro Lua Vermelha e Descubra as Deusas dentro de você resgata os ensinamentos sobre os arquétipos femininos durante cada fase.

No artigo Mulheres de lua você pode aprender sobre e baixar a Mandala Lunar Menstrual para rastrear seu ciclo, analisa-lo e compreender mais de si mesma conforme passa por cada fase do ciclo.


Recursos para Mulheres trabalharem o Sagrado Feminino

Você deseja viver plenamente como a mulher apaixonada, espiritual, poderosa, amorosa, criativa e sensual que você sabe que realmente é?

O Arquétipo Mãe por Carl Jung

Foto por Daria Obymaha em Pexels.com

Como qualquer outro arquétipo, o arquétipo mãe aparece sob uma variedade quase infinita de aspectos.

Menciono aqui apenas algumas das mais características.

Os primeiros em importância são a mãe e a avó pessoais, madrasta e sogra; então, qualquer mulher com quem exista um relacionamento – por exemplo, uma enfermeira ou governanta ou talvez uma ancestral remota. Depois, há o que poderia ser chamado de mães em sentido figurado. A essa categoria pertence a deusa, e especialmente a Mãe de Deus, a Virgem e Sophia. A mitologia oferece muitas variações do arquétipo da mãe, como por exemplo a mãe que reaparece como donzela no mito de Deméter e Kore; ou a mãe que também é amada, como no mito de Cybele-Attis. Outros símbolos da mãe, em sentido figurado, aparecem nas coisas que representam o objetivo de nosso desejo de redenção, como o Paraíso, o Reino de Deus, a Jerusalém Celestial.

Muitas coisas que despertam devoção ou sentimentos de reverência, como, por exemplo, a Igreja, universidade, cidade ou país, céu, terra, floresta, mar ou qualquer água parada, importam mesmo, o submundo e a lua, podem ser símbolos da mãe.

O arquétipo é freqüentemente associado a coisas e lugares que representam fertilidade e fecundidade: a cornucópia, um campo arado, um jardim.

Pode ser anexado a uma rocha, uma caverna, uma árvore, uma fonte, um poço profundo ou vários vasos, como a pia batismal, ou flores em forma de vaso, como a rosa ou o lótus.

Devido à proteção que implica, o círculo mágico ou mandala pode ser uma forma de arquétipo mãe.

Objetos ocos, como fornos e recipientes de cozimento, estão associados ao arquétipo mãe e, é claro, ao útero, yoni e qualquer outra forma semelhante. Adicionado a esta lista, existem muitos animais, como vaca, lebre e animais úteis em geral.

Todos esses símbolos podem ter um significado positivo e favorável ou um significado negativo e maligno. Um aspecto ambivalente é visto nas deusas do destino (Moira, Graeae, Norns).

Os símbolos do mal são a bruxa, o dragão (ou qualquer animal devorador e entrelaçado, como um peixe grande ou uma serpente), o túmulo, o sarcófago, águas profundas, morte, pesadelos e truques (Empusa, Lilith, etc.). Esta lista não está, é claro, completa; apresenta apenas as características mais importantes do arquétipo mãe.

As qualidades associadas a ela são solicitude e simpatia maternas; a autoridade mágica da mulher; a sabedoria e exaltação espiritual que transcendem a razão; qualquer instinto ou impulso útil; tudo o que é benigno, tudo o que estima e sustenta, que promove o crescimento e a fertilidade.

O lugar da transformação mágica e do renascimento, junto com o submundo e seus habitantes, é presidido pela mãe.

No lado negativo, o arquétipo da mãe pode conotar qualquer coisa secreta, oculta, sombria; o abismo, o mundo dos mortos, tudo o que devora, seduz e envenena, que é aterrorizante e inevitável como o destino.

Todos esses atributos do arquétipo mãe foram totalmente descritos e documentados em meu livro Symbols of Transformation.

Lá, formulei a ambivalência desses atributos como “a mãe amorosa e terrível”. Talvez o exemplo histórico da natureza dual da mãe mais familiar para nós seja a Virgem Maria, que o arquétipo da mãe não é apenas a mãe do Senhor, mas também, de acordo com as alegorias medievais, sua cruz.

Na Índia, “a mãe amorosa e terrível” é o paradoxal Kali. A filosofia Sankhya elaborou o arquétipo mãe no conceito de prakrti (matéria) e atribuiu a ele os três gunas ou atributos fundamentais: sattva, rajas, tamas: bondade, paixão e escuridão.

Estes são três aspectos essenciais da mãe: a bondade que nutre, a emocionalidade orgiástica e as profundezas da Stygian.

A característica especial do mito filosófico, que mostra Prakrti dançando diante de Purusha, a fim de lembrá-lo de “conhecimento discriminador”, não pertence ao arquétipo da mãe, mas ao arquétipo da anima, que na psicologia de um homem sempre aparece invariavelmente. , misturado com a imagem da mãe.

Embora a figura da mãe, tal como aparece no folclore, seja mais ou menos universal, essa imagem muda acentuadamente quando aparece na psique individual. No tratamento de pacientes, a princípio, ficamos impressionados e de fato presos pelo aparente significado da mãe pessoal.

Essa figura da mãe pessoal aparece tão grande em todas as psicologias personalistas que, como sabemos, elas nunca foram além, mesmo em teoria, a outros fatores etiológicos importantes. Minha visão difere da de outras teorias médico-psicológicas, principalmente porque atribuo à mãe pessoal apenas um significado etiológico limitado.

Ou seja, todas as influências que a literatura descreve como exercidas sobre os filhos não provêm da própria mãe, mas do arquétipo projetado sobre ela, que lhe dá uma base mitológica e a investe em autoridade e numinosidade. Os efeitos etiológicos e traumáticos produzidos pela mãe devem ser divididos em dois grupos:

(1) aqueles que correspondem a traços de caráter ou atitudes realmente presentes na mãe; e (2) aqueles que se referem a traços que a mãe apenas parece possuir, sendo a realidade composta por projeções mais ou menos fantásticas (ou seja, arquetípicas) sobre a mãe. Parte da criança.

O próprio Freud já havia visto que a verdadeira etiologia das neuroses não se encontra em efeitos traumáticos, como ele inicialmente suspeitava, mas em um desenvolvimento peculiar da fantasia infantil.

Isso não significa negar que esse desenvolvimento possa ser rastreado até influências perturbadoras que emanam da mãe.

Eu mesmo estabeleci como regra procurar primeiro a causa das neuroses infantis na mãe, pois sei por experiência que uma criança tem muito mais probabilidade de se desenvolver normalmente do que neuroticamente, e que, na grande maioria dos casos, causas definidas de distúrbios podem ser encontrado nos pais, especialmente na mãe.

O conteúdo das fantasias anormais da criança só pode ser referido à mãe pessoal, em parte, uma vez que muitas vezes contêm alusões claras e inconfundíveis que possivelmente não poderiam ter referência a seres humanos. Isso é especialmente verdadeiro no caso de produtos definitivamente mitológicos, como é o caso das fobias infantis, nas quais a mãe pode aparecer como uma fera selvagem, uma bruxa, um espectro, um ogro, um hermafrodita e assim por diante.

Deve-se ter em mente, no entanto, que essas fantasias nem sempre são de origem mitológica inconfundível e, mesmo que sejam, nem sempre podem estar enraizadas no arquétipo inconsciente, mas podem ter sido ocasionadas por contos de fadas ou observações acidentais.

Uma investigação completa é, portanto, indicada em cada caso. Por razões práticas, tal investigação não pode ser feita tão prontamente com crianças quanto com adultos, que quase sempre transferem suas fantasias para o médico durante o tratamento – ou, para ser mais preciso, as fantasias são projetadas automaticamente sobre ele. Quando isso acontece, nada se ganha por ridicularizá-los, pois os arquétipos estão entre os ativos inalienáveis ​​de toda psique.

Eles formam o “tesouro no reino dos pensamentos sombrios”, do qual Kant falou, e do qual temos amplas evidências do arquétipo mãe nos incontáveis ​​motivos do tesouro da mitologia.

Um arquétipo não é, em nenhum sentido, apenas um preconceito irritante; só se torna quando está no lugar errado.

Em si mesmas, imagens arquetípicas estão entre os valores mais altos da psique humana; povoaram os céus de todas as raças desde tempos imemoriais.

Descartá-los como sem valor seria uma perda distinta. Nossa tarefa não é, portanto, negar o arquétipo, mas dissolver as projeções, a fim de restaurar seus conteúdos ao indivíduo que os perdeu involuntariamente, projetando-os fora de si. ~

Carl Jung; Quatro Arquétipos: Mãe, Renascimento, Espírito, Malandro

Livros de Carl Jung:


Outros livros interessantes:

Afrodite-se

Quando Afrodite está ativa e presente em nosso íntimo, um magnetismo pessoal nos induz a caminhar em um campo eroticamente carregado de intensa paixão pela vida, sensualidade e criatividade. Nos tornamos mais atraentes e vibrantes. Há uma magia no ar e um estado de encantamento é evocado.

A mulher Afrodite se apaixona com facilidade e com frequência, ela se sente transformada pelo amor e transforma o objeto de seu amor. Isso é uma coisa natural e bela, mas as religiões e culturas patriarcais reduziram essa imagem à da sedutora ou prostituta. Uma mulher de Afrodite pode então se sentir imoral ou em desacordo com a sociedade por desejar expressar sua inclinação natural em relação ao amor e à sensualidade. Também reduz os aspectos mais divinos desse amor ao seu elemento básico, que, uma vez separado do ideal, se torna vazio e sem sentido. Esta representação da mulher Afrodite diminui sua auto-estima e, eventualmente, deixará seu sentimento desconectado e cortado de seu verdadeiro poder.

Negação : Se uma mulher é criada em família que menospreza a sexualidade, então ela pode tentar negar esse aspecto de si mesma. Ela pode minimizar sua atratividade e reprimir seus sentimentos sexuais, que podem levar à ansiedade e à culpa. Se ela conseguir fechar essa parte de sua psique, perderá a profunda alegria e criatividade que esse arquétipo a presenteia.

Seja mais lenta em Julgar-se e em julgar outras mulheres por suas escolhas, suas ações, aparência ou comportamento. Observe que você pode estar rotulando a partir da visão patriarcal que por temer o poder feminino o tornou submisso, medíocre e sujo. Toda mulher carrega essa ferida interna. Toda mulher também carrega dentro de si a esposa e a amante, a mãe e a filha. Na linhagem ancestral todas “já foram “a esposa, a amante, a prostituta, a que a abortou, a que criou os filhos, a que os abandonou, a que foi fiel ao marido, a que traiu. É preciso considerar isso antes de condenar. É preciso respeitar os destinos todos tal como são, e as pessoas todas tal como são e o que elas fazem/fizeram que se tornou o seu destino também, só assim você se liberta.

Para ativar a deusa interior Afrodite precisa reconhecer onde você está a bloqueando ou a negando, é preciso estar disposta a deixá-la fluir, desfazendo-se das crenças que lhe foram impostas sobre ser mulher e ser uma “boa menina”… liberar portanto a vergonha dos seus próprios desejos, do seu corpo, a negação da feminilidade e sensualidade. Trabalhar a autoestima e o amor próprio, principalmente em torno da aceitação do corpo e da apreciação da própria beleza. A Mulher que deseja buscar a consciência perdida de Afrodite precisa começar a amar e acalentar o seu corpo, tal como ele é.

Dance com Afrodite

A dança tem sensualidade e expressão. Saia para dançar com os amigos, faça um curso de dança, ou se a ideia te parece muito difícil, comece dançando sozinha em casa…dance para si mesma … dance com Afrodite.

Quando estiver confortável com seu corpo, seus movimentos e sua sensualidade, a energia desse arquétipo estará fluindo através de você. E você será capaz de fazê-lo em companhia de outros, sem vergonha, sem medo.

Cristal de Afrodite

Pegue um cristal de quartzo rosa, pedra de Afrodite e banhe-o em solução de água com sal marinho. Deste modo, limpará e neutralizará todas as energias indesejáveis.

Depois pegue o cristal e carregue-o segurando-o em sua mão, para impregná-lo de sua energia e absorver a dele. Solicite neste momento, os poderes da Deusa Afrodite e que ela lhe traga a pessoa que seja correta e destinada para você. Ou peça para ela lhe ajudar a se apreciar e se amar mais.

Coloque o cristal em uma bolsinha de cetim vermelha, cobre ou verde para guarda-la.

Outra opção de incluir essa energia no dia a dia é usar o quartzo rosa como pingente.

Banhos de Afrodite

As flores sempre foram associadas a todas as deusas do amor e beleza, pois elas representam a sexualidade da natureza.

As principais flores associadas com Afrodite são: a rosa vermelha, o jasmim, a orquídea, papoulas e o hibisco.

Prepare um chá com uma ou algumas dessas flores e após seu banho, derrame em si dos ombros para baixo. Coloque-as na banheira ou faça um escalda pés…

Se puder, polvilhando-o com pétalas de rosas vermelhas, declarando mentalmente toda a sua paixão e desejo.

Sinta-se e diga que é tão bela e atraente quanto Afrodite. Permaneça um bom tempo mergulhada neste tipo de pensamento, depois pode pegar a toalha e enxugar-se.

A seguir faça uma delicada massagem facial-corporal com óleo de essência de rosas. Deste modo, liberará todas as suas tensões e o odor de rosas se exalará invocando assim todos os seus efeitos aromáticos que são afrodisíacos.

Você pode acender uma vela aromática e/ou incenso enquanto toma esse banho, faça dele algo agradável para você, criando um ambiente aconchegante para si mesma.

A mulher Afrodite ama o aspecto sensual da comida. Abrace isso, fazendo smoothies coloridos e pratos de frutas e legumes frescos. Tome seu tempo na preparação, tornando-os uma coisa de beleza para nutrir a mente e a alma, assim como o corpo.




CONECTANDO-SE COM AFRODITE

Deite-se e relaxe. Inspire e expire profundamente por seis vezes.

Em seguida imagine-se em um jardim cheio de rosas e orquídeas, douradas pelo pôr-do-sol, cujo perfume é carregado por uma suave brisa. Tal brisa acariciará seu rosto, massageará seus cabelos, e seu corpo. Delicie-se ingenuamente e chame Afrodite. Um movimento sutil no ar anunciará sua presença. Ela lhe estenderá a mão e a convidará para um passeio. Vislumbrará então uma grande floresta, um de seus locais de poder. Neste templo de árvores e pássaros, respire profundamente o cheiro da terra e o perfume das flores selvagens. Escute a música delicada dos pássaros. Afrodite lhe ofertará um presente: uma orquídea. Sinta e incorpore o seu aroma. Neste momento uma pomba pousará em seu braço. No olhar deste mágico ser você poderá compreender a beleza misteriosa da deusa Afrodite. Vários pássaros a sua volta cantarão uma linda uma linda melodia. Você deve dançar. Afrodite dançará com você e da floresta surgirão as graças e outras musas que dançarão também com vocês.

Visualize o infinito, pois a partir deste momento você terá em sua vida infinitas possibilidades de ser feliz, sendo você mesma, se assumindo, se aceitando e se amando.

Sinta o encanto, o prazer e a magia de ser você Por onde você pisa, brotam flores de todas as cores. Onde você passar neste mundo, despertará o amor e a beleza e sentirá feliz por ser você e estar viva.

Quando achar que está pronta, abrace Afrodite e agradeça os momentos maravilhosos que passaram juntas. Ela lhe conduzirá até a saída da floresta e depois você virá sozinha. Respire profundamente novamente e abra os olhos.

Eu te desejo paz sobre todas as coisas. @Interconexão

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Artigo relacionado :Arquétipos das Deusas – Afrodite

Os 12 Arquétipos Principais divididos entre o Ego a Alma e o Eu

O termo “arquétipo” tem suas origens na Grécia antiga, as palavras raiz são archein que significa “original ou velho” e typos que significa “padrão, modelo ou tipo”, o significado combinado é “padrão original” do qual todas as outras pessoas similares, objetos ou conceitos são derivados, copiados, modelados, ou emulados.

O psicólogo Carl Gustav Jung usou o conceito de arquétipo em sua teoria da psique humana, ele acreditava que arquétipos de míticos personagens universais residiam no interior do inconsciente coletivo das pessoas em todo o mundo, arquétipos representam motivos humanos fundamentais de nossa experiência como nós evoluímos consequentemente eles evocam emoções profundas.

Embora existam muitos diferentes arquétipos, Jung definiu doze tipos principais que simbolizam as motivações humanas básicas, cada tipo tem seu próprio conjunto de valores, significados e traços de personalidade, além disso, os doze tipos são divididos em três grupos de quatro, ou seja, Ego, Alma e Eu, os tipos em cada conjunto compartilha uma fonte de condução comum, por exemplo, tipos dentro do conjunto Ego são levados a cumprir agendas definidas pelo ego.

A maioria se não todas as pessoas têm vários arquétipos em jogo na construção da sua personalidade, no entanto, um arquétipo tende a dominar a personalidade em geral, ele pode ser útil para saber quais arquétipos estão em jogo em si e nos outros, especialmente nos entes queridos, amigos e colegas de trabalho a fim de obter uma visão pessoal sobre comportamentos e motivações.

Os Tipos De Ego

1. O Inocente

Lema: Livre para ser você e eu

Desejo principal: Chegar ao paraíso

Objetivo: ser feliz

Maior medo: Ser punido por ter feito algo de ruim ou errado

Estratégia: Fazer as coisas certas

Fraqueza: Chato por toda a sua inocência ingênua

Talento: Fé e otimismo

O Inocente também é conhecido como: utópico, tradicionalista, ingênuo, místico, santo, romântico, sonhador.

2. O Cara Comum, o Órfão

Lema: Todos os homens e mulheres são iguais

Desejo central: Ligação com os outros

Objetivo: Fazer parte

Maior medo: Ficar de fora ou se destacar da multidão

Estratégia: Desenvolver sólidas virtudes comuns, seja para a Terra ou o contato comum

Fraqueza: Perder o próprio Eu em um esforço para se misturar ou por uma questão de relações superficiais

Talento: O realismo, a empatia, a falta de pretensão

A pessoa normal também é conhecida como: O bom menino velho, o homem comum, a pessoa da porta ao lado, o realista, o cidadão sólido, o trabalhador rígido, o bom vizinho, a maioria silenciosa.

3. O Herói

Lema: Onde há uma vontade, há um caminho

Desejo central: Provar o valor para alguém através de atos corajosos

Objetivo: Especialista em domínio de um modo que melhore o mundo

Maior medo: Fraqueza, vulnerabilidade, ser um “covarde”

Estratégia: Ser tão forte e competente quanto possível

Fraqueza: Arrogância, sempre precisando de mais uma batalha para lutar

Talento: Competência e coragem

O herói também é conhecido como: O guerreiro, o salvador, o super-herói, o soldado, o matador de dragão, o vencedor e o jogador da equipe.

4. O Cuidador

Lema: Ame o seu próximo como a si mesmo

Desejo central: Proteger e cuidar dos outros

Objetivo: Ajudar os outros

Maior medo: Egoísmo e ingratidão

Estratégia: Fazer coisas para os outros

Fraqueza: Martírio e ser explorado

Talento: Compaixão e generosidade

O cuidador também é conhecido como: O santo, o altruísta, o pai, o ajudante, o torcedor.

Os Tipos de Alma

5. O Explorador

Lema: Não me cerque

Desejo central: A liberdade de descobrir quem é através da exploração do mundo

Objetivo: A experiência de um mundo melhor, mais autêntico, mais gratificante na vida

Maior medo: Ficar preso, conformidade e vazio interior

Estratégia: Viajar, procurar e experimentar coisas novas, fugir do tédio

Fraqueza: Perambular sem destino tornando-se um desajustado

Talento: Autonomia, ambição, ser fiel a sua alma

O explorador também é conhecido como: O candidato, o iconoclasta, o andarilho, o individualista, o peregrino.

6. O Rebelde

Lema: As regras são feitas para serem quebradas

Desejo central: Vingança ou revolução

Objetivo: Derrubar o que não está funcionando

Maior medo: Ser impotente ou ineficaz

Estratégia: Interromper, destruir ou chocar

Fraqueza: Cruzar para o lado negro do crime

Talento: Ousadia, liberdade radical

O rebelde também é conhecido como: O ilegal, o revolucionário, o homem selvagem, o desajustado, o iconoclasta.

7 O Amante

Lema: Você é único

Desejo central: Intimidade e experiência

Objetivo: Estar em um relacionamento com as pessoas no trabalho e no ambiente que eles amam

Maior medo: Ficar sozinho, ser um invisível, se indesejado, ser mal amado

Estratégia: Tornar-se cada vez mais atraente fisicamente e emocionalmente

Fraqueza: Com o desejo de agradar aos outros corre o risco de perder sua identidade externa

Talento: Paixão, gratidão, valorização e compromisso

O amante também é conhecido como: O parceiro, o amigo íntimo, o entusiasta, o sensualista, o cônjuge, o construtor de equipe.

8. O Criador

Lema: Se você pode imaginar algo, isso pode ser feito

Desejo central: Criar coisas de valor duradouro

Objetivo: Realizar uma visão

Maior medo: A visão ou a execução medíocre

Estratégia: Desenvolver a habilidade e o controle artístico

Tarefa: Criar cultura, expressar a própria visão

Fraqueza: Perfeccionismo, soluções ruins

Talento: Criatividade e imaginação

O Criador também é conhecido como: O artista, o inventor, o inovador, o músico, o escritor, o sonhador.

Os Tipos do Eu

9. O Tolo

Lema: Só se vive uma vez

Desejo central: Viver para o momento com pleno gozo

Objetivo: Ter um grande momento e iluminar o mundo

Maior medo: Se aborrecer ou chatear os outros

Estratégia: Jogar, fazer piadas, ser engraçado

Fraqueza: Frivolidade, desperdício de tempo

Talento: Alegria

O tolo também é conhecido como: O bobo da corte, o malandro, o palhaço, o brincalhão, o comediante.

10. O Sábio

Lema: A verdade vos libertará

Desejo central: Encontrar a verdade

Objetivo: Usar a inteligência e a análise para compreender o mundo

Maior medo: Ser enganado, iludido, ou ser ignorante

Estratégia: Buscar informação e conhecimento, auto reflexão e compreensão dos processos de pensamento

Fraqueza: Pode estudar detalhes para sempre e nunca agir

Talento: Sabedoria, inteligência

O Sábio também é conhecido como: O perito, o erudito, o detetive, o conselheiro, o pensador, o filósofo, o acadêmico, o pesquisador, o pensador, o planejador, o profissional, o mentor, o professor, o contemplador.

11. O mágico

Lema: Eu faço as coisas acontecerem.

Desejo central: Compreensão das leis fundamentais do universo

Objetivo: Realizar sonhos

Maior medo: Consequências negativas não intencionais

Estratégia: Desenvolver uma visão e viver por ela

Fraqueza: Se tornar manipulador

Talento: Encontrar soluções ganha-ganha

O mágico também é conhecido como: O visionário, o catalisador, o inventor, o líder carismático, o xamã, o curandeiro, o feiticeiro.

12. O Governante

Lema: O poder não é qualquer coisa, é a única coisa

Desejo central: Controle e poder

Objetivo: Criar uma família ou uma comunidade bem sucedida e próspera

Estratégia: Exercer o poder

Maior medo: O caos, ser destituído

Fraqueza: Ser autoritário, incapaz de delegar

Talento: Responsabilidade, liderança

O Governante é também conhecido como: O chefe, o líder, o ditador, o aristocrata, o rei, a rainha, o político, o gerente, o administrador.

As quatro Orientações cardeais

As quatro orientações cardeais definem quatro grupos, com cada grupo contendo três tipos (como a roda de arquétipos acima ilustra), cada grupo é motivado por seu respectivo foco orientador: satisfação do ego, liberdade, socialidade e ordem, esta é uma variação nos grupos dos três tipos anteriormente mencionados, no entanto, todos os tipos dentro do Ego, Alma e Eu compartilham da mesma fonte de condução, os tipos que compõem a orientação dos quatro grupos têm diferentes unidades de origem, mas a mesma orientação de motivação, por exemplo, o cuidador é impulsionado pela necessidade de cumprir agendas do ego através do atendimento das necessidades dos outros que é uma orientação social, considerando que o herói também é impulsionado pela necessidade de cumprir agendas do ego o faz através de ação corajosa que comprova a autoestima, compreender os agrupamentos ajudará na compreensão da dinâmica de motivação e autopercepção de cada tipo.

Carl Golden

@Interconexão

À medida que eu me desperto, desperto você. Eu te desejo paz sobre todas as coisas. O Kali Maluhia no me oe.


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Arquétipos das Deusas – Qual Deusa Predomina em você?

Segundo Carl Jung, arquétipos são um conjunto de imagens primordiais que se repetem sucessivamente durante as gerações. A sua presença no inconsciente de todas as pessoas (coletivo) dá sentido às histórias passadas.

A compreensão dos tipos de deusa oferece à mulher meios muito específicos de aumentar a autoconsciência de si mesma, seu relacionamento com seu amante, parceiro, sua maneira de educar seus filhos, seus impulsos internos em sua autoexpressão e criatividade. Novas formas de compreender a psicologia feminina têm surgido nos últimos vinte anos de uma perspectiva feminina. Em uma sociedade que banalizou o conceito da Deusa, aprender o significado das qualidades e energias da Deusa pode ser instrutivo para mulheres e homens. Estamos cientes de que os comportamentos, atitudes, gostos e desgostos de mulheres e homens parecem estar em conformidade com tipologias específicas.

Entender a energia / tipos da Deusa pode ajudar as mulheres a descobrir suas naturezas verdadeiras – seus dons e habilidades inatas, reconhecer onde elas são mais adequadas à vida, apreciar suas forças e também entender suas áreas de desafio. Além disso, os tipos de energia da Deusa são atraídos para outros tipos particulares de Deusas como amigos. Uns são mais adequados para um tipo de carreira ou direção de vida do que outro. O mais interessante é que nós, mulheres, temos uma combinação de vários tipos de energia / deusa dentro de nós mesmos de ascendência variável. Ao aumentar nossa consciência dessas várias energias, temos a oportunidade de afirmar e expressar nossas qualidades mais primárias de deusa, bem como descobrir maneiras de extrair as qualidades de Deusas mais recessivas dentro de nós. Desta forma, nós equilibramos nossas qualidades ocultas de deusa e melhor atualizamos nossos dons.

Deusa, de uma perspectiva feminina, representa um arquétipo feminino particular. O arquétipo, como conceito, é a base dos trabalhos psicológicos de Carl Jung. Segundo Jung, o inconsciente coletivo é a instância psíquica mais profunda que armazena experiências que não são nem pessoais e nem individuais, mas imagens primordiais ou arquetípicas, assim arquétipos são padrões duradouros de pensamento e comportamento estabelecidos na psique humana que permanecem fortes durante longos períodos de tempo e transcendem as culturas formando a base para todos os padrões de comportamento e instintos que a humanidade independentemente da cultura compartilha em comum.

Arquétipos são encontrados em sonhos, literatura, arte e mito e comunicam-se através de muitos símbolos. Os arquétipos compõem a fonte última de símbolos psíquicos que, por sua vez, atraem energia, estruturam-na e influenciam a criação da civilização e da cultura.

Considere que os órgãos masculinos e femininos são, de fato, símbolos para as energias arquetípicas conhecidas pelos chineses como yin e yang. Os arquétipos também vão além da psique, unindo os mundos interno e externo. Por isso, no íntimo de toda mulher encontrar-se as deusas. Todavia, em cada mulher, estará uma ou mais deusas ativadas e outras não, e mesmo a ativação terá suas diferenças individuais.

No início dos tempos, tinha-se o Matriarcado. Período marcado pelo predomínio do Arquétipo da Grande Mãe e, consequentemente o feminino tinha seu lugar de destaque. Em seguida houve uma grande revolução e as divindades masculinas passaram a predominar iniciando-se o Patriarcado. Neste período os valores masculinos passaram a preponderar e progressivamente o feminino foi rejeitado e execrado. Os valores associados ao feminino ligados ao princípio de Eros, que são a receptividade, a passividade, a disciplina e a subjetividade, que aparecem como o se relacionar, criar e cuidar, foram expurgados. E, valores associados ao masculino, ao princípio do Logos, tais como discriminar, julgar, impor regras e limites de maneira rígida, e agir e relacionar-se impessoalmente foram supervalorizados. No momento atual observa-se que as próprias mulheres aderiram ao modelo do Patriarcado, passando a supervalorizar o princípio do Logos Racional . Então, decidiram ser mulheres que pensam demais, racionalizam demais, agem demais, competem demais, julgam demais, discriminam demais e, se relacionam menos, criam menos, cuidam menos. As próprias mulheres passaram a ridicularizar as características inerentes do arquétipo do feminino. Assim, as mulheres passaram a viver com padrões de comportamento estereotipados, isto é, mediante ditames sócio-culturais. E, com isso, as Deusas foram renegadas . O grande e sagrado feminino foi caçado como bruxaria, queimado e suas cinzas foram sopradas ao vento. Mas, chegou a hora de ressurgir não para uma nova era Matriarcal mas para a harmonia e equilíbrio de Ambos arquétipos feminino e masculino .

Uma deusa é a forma que um arquétipo feminino pode assumir. Tipos de Deusas representam modelos de modos de ser e de comportamento que todas as mulheres compartilham e reconhecem do inconsciente coletivo. Nos contos de fadas, esse arquétipo pode ser revelado a nós como rainha, princesa ou bruxa. Em nossos sonhos noturnos, acessamos o inconsciente coletivo por meio do qual acessamos o conjunto comum de imagens arquetípicas. As deusas, como um arquétipo feminino, permanecem vivas até hoje na psicologia das mulheres; e, dependendo de quais energias são mais pronunciadas, influenciar sua personalidade com um caráter distinto, um modo de ser, um modo de se relacionar no mundo – uma maneira de oferecer seus dons especiais. Em outras palavras, as mulheres são uma mistura desses tipos com tipos específicos predominando enquanto outras qualidades podem ser mais recessivas – fora de sua percepção consciente.

Através da compreensão dessas deusas antigas, as mulheres de hoje podem se reconectar com seus próprios ciclos internos, tanto física como psicologicamente / espiritualmente. Deusa ciclos de desaparecimento – reaparecimento; criação – destruição; nutrir – devorar; nascimento – morte; dando – tirando. Dentro da deusa está o cosmos – contendo o continuum de opostos como um círculo. A morte não é meramente um fim; é também um começo. Estes opostos aparentes são capazes de serem reconciliados, reunidos através da sabedoria das deusas. A deusa não apenas nutre a vida física, mas também a vida da alma.

Arquétipos são nossos padrões internos, refletem nossas escolhas, inclinações, interesses e personalidades inconscientes.  São metáforas para nossos mundos internos, as forças internas que impactam nossos modos de viver. 

Quais aspectos dos arquétipos da deusa são predominantes em você?

Quais podem ser desenvolvidos?

Quais podem ser curados ou harmonizados, trabalhando com os arquétipos de outra deusa?

Entender o presente, as feridas, e os desafios de cada deusa é uma orientação para vida, e uma janela pra compreensão dos próprios sentimentos e reações diante das circunstâncias. São energias e modelos mentais e comportamentais presentes e vibrando do nosso inconsciente para fora.

Experimentamos predominantemente um ou alguns arquétipos em diferentes períodos da vida, mas podemos despertar o melhor de todos em busca de equilibrar as deusas dentro de nós. Em busca de atingir determinado objetivo. Usufruindo da energia e habilidade que uma deusa representa a cada mudança significativa que queremos fazer.

O presente de uma deusa pode ser a cura da ferida de outra, ou a energia de apoio para o desafio.

Atena – Ártemis – Hera – Perséfone – Afrodite – Deméter – Héstia

Questionário Arquétipo da Deusa

Atena – Ártemis – Hera – Perséfone – Afrodite – Deméter – Héstia

Quando você fizer o teste do Arquétipo “deusa” , poderá obter classificações, como uma pontuação, que determina quanto ou pouco de cada um desses tipos está vivo dentro de você.

Ao ler, abaixo, sobre as qualidades da deusa, você obterá mais de um senso de qualidades com as quais se identifica – conscientemente disponível para trabalhar – e qualidades que podem estar fora de sua percepção consciente que você pode escolher para fortalecer ou desenvolver. Embora haja muito mais deusas, historicamente, vamos explorar as sete deusas gregas do Monte Olympus, descrito abaixo.

Também é importante perceber que nós, mulheres, experimentaremos uma mudança na predominância desses tipos de deusas em diferentes períodos de nossas vidas. Por exemplo, uma mulher pode, no final da adolescência e início dos vinte anos, relacionar-se fortemente com as qualidades de Afrodite. Com vinte e poucos anos e trinta e poucos anos, desejando casamento e uma família, ela pode achar a energia de Afrodite diminuindo e a energia Demetria mais pronunciada. Nametadeda vida , as mulheres experimentam outra mudança significativa, uma mãe pode encontrar seu foco mudando à medida que seus filhos adultos saem de casa e estão menos disponíveis para ela, ela pode começar a se sentir um pouco sem direção, incerta. Não é incomum que uma qualidade de deusa mais familiar comece a entrar em conflito com uma qualidade recém-emergente – sentimento puxado entre dois desejos de deusas muito diferentes ao mesmo tempo. Esses aspectos diferenciados da deusa nos dão uma linguagem para entender esses estágios em nossas vidas, bem como chaves para trabalhar com os conflitos internos que experimentamos.

Folha de Avaliação da Deusa

Aqui , você pode ver como configurar sua Folha de Avaliação para escrever suas respostas ou imprimir .

Instruções

Cada categoria de 1 – 13 tem sete letras (A. – G.) . Então, ao ler cada afirmação, A., B., C., você considerará COMO VERDADEIRA essa afirmação é para você, Lembre. ( Nós respondemos de forma diferente em diferentes momentos da nossa vida)

Faixa de Classificação

3 = 90% ou acima (principalmente ou sempre)

2  = 70 – 89% (na maioria das vezes)

1 = 50 – 69% (metade do tempo)

-1  = menos de 50%

-2 = não se encaixa

Você decide até que ponto concorda ou discorda de cada declaração. Pegue o número da classificação e coloque-o no espaço ao lado da letra dentro da categoria à qual pertence … então, na primeira categoria: Meu estilo: 1. A. 2 e assim por diante, descendo cada coluna.

Questionário de Arquétipo da Deusa

1. meu estilo

• Porque eu prefiro estar em casa com a família ao invés de sair, roupas e maquiagem não são tão importantes para mim.

• Eu prefiro roupas casuais que são confortáveis e têm textura agradável contra a minha pele, em vez de roupas elegantes ou mais justas.

• Eu prefiro roupas que estão fluindo, talvez estampas, desenhos florais, talvez com babados, que combinam com a parte feminina dos meus sentimentos.

• Meu estilo de vestir: conservadoramente bem vestido, calça ou terno, sapatos de salto baixo, jóias mínimas – mas meu belo anel de casamento de diamantes, maquiagem leve.

• Eu adoro me vestir, meu estilo é bastante feminino, sexy e lisonjeiro minha figura atraente. Eu amo jóias decoradas com bom gosto, lenços de seda coloridos para melhorar minha roupa.

• Eu prefiro roupas clássicas sob medida – algumas podem perceber que elas são mais masculinas – sinto-me mais em pé de igualdade com homens vestidos dessa maneira. Eu não estou tão interessado na última moda.

• Eu prefiro roupas que sejam práticas e não modernas. Eu não estou interessado em atrair atenção para mim por minhas roupas; portanto, prefiro estilos muito simples em cores neutras.

2. Relação com o meu corpo

• Estou mais ligado aos meus pensamentos e idéias do que ter qualquer consciência particular do meu corpo.

• Meu corpo requer exercícios regulares – a aptidão física é uma prioridade na minha vida. Estou bem com algum toque – não estou interessado em ser acariciado – prefiro uma distância emocional.

• Eu gosto e busco contato físico, regularmente, nas minhas interações com aqueles que eu amo. Adoro usar loções perfumadas e cremosas para criar uma pele macia para ser tocada.

• Para ser honesto, eu não me relaciono muito com o meu corpo – não é apenas na minha percepção consciente – tanto quanto a minha consciência dos meus pensamentos, sonhos e fantasias.

• Não estou muito interessada em me concentrar no meu corpo, tenho coisas mais importantes para cuidar de minhas atividades: organizações, reuniões, promovendo as atividades de minhas famílias. Eu me sinto um pouco desconfortável lidando com as preocupações do corpo.

• Meu corpo é construído para nutrir as crianças – segurando, abraçando. Esse tipo de toque me dá mais prazer do que qualquer outro. Eu não estou tão preocupado com sexo por si só – a menos que eu esteja ansioso para ter outro filho, um processo que eu adoro.

• Eu cuido do meu corpo de uma maneira semelhante à minha casa. Eu não penso muito mais do meu corpo do que sua capacidade de funcionar bem. Eu gosto de tocar com meu marido quando isso ocorre; no entanto, não é o que estou pensando.

3. Lar e lar

• Se minha casa estava localizada em um bairro de prestígio, a impressão que procuro transmitir em minha casa: elegância conservadora, prefiro uma casa grande e imponente, arrumada e arrumada – um lugar para entreter de forma impressionante os proeminentes colegas de meu parceiro – e onde eu brilho como a anfitriã.

• Eu gosto de viver na cidade – portanto, gostaria de desfrutar de um condomínio. Um ‘plus’ se era perto de livrarias e perto do meu trabalho, como eu tendem a trabalhar longas horas. Você pode encontrar meu laptop na minha mesa de jantar, juntamente com o meu trabalho de papel como eu estou freqüentemente no meio do meu trabalho.

• Minha casa muitas vezes emite o cheiro de assar ou cozinhar refeições. Eu prefiro uma casa que ofereça muito espaço para minha família, filhos e amigos de crianças visitarem. Minha casa raramente é arrumada, mas é bem vivida e é bem aproveitada por todos.

• Eu adorno minha casa com velas e / ou outros apetrechos que criam um ‘humor’ especial. Eu preciso de mais privacidade do que muitos visitantes.

• Minha casa tem esquemas de cores de bom gosto, belos trabalhos artísticos, peças de arte encantadoras, tecidos maravilhosos no meu mobiliário, tapetes macios nos quais seus pés afundam.

• Eu prefiro a vida no campo – mais perto da natureza, do que na cidade. Eu prefiro estar perto de um parque se eu moro na cidade, de modo a apreciar as árvores e a vida selvagem. Na minha casa eu prefiro plantas sobre peças de arte extravagantes. Meu mobiliário é confortável e simples.

• Meu dono de casa é forte em mim e adora ficar em casa – eu me envolvo nisso como uma meditação. Minha casa é limpa e organizada, mas não rigidamente. Eu sempre tenho flores frescas. Pão fresco é algo pelo qual eu me esforço em casa.

4. Meu relacionamento com comida

• Eu prefiro alimentos orgânicos saudáveis para alimentos tradicionais comprados em lojas. Eu como conscientemente como eu valorizo um corpo saudável e apto. Meu corpo requer proteína adequada para alimentar minhas atividades físicas.

• Eu sou mais desejoso do ambiente onde eu janto, embora eu aprecie comida boa – eu gosto da sensualidade disto… a experiência das texturas em minha boca. Gostaria de receber um pontapé de alimentação de dedo para o meu parceiro enquanto toma martinis. Eu gosto do romantismo de tudo isso.

• Eu prefiro comer fora – eu não tenho tempo ou interesse por cozinhar para mim. Eu prefiro comer fora com um amigo e desfrutar de uma conversa estimulante com o outro.

• Eu amo ter família e filhos em minha casa para cozinhar. Eu amo preparar comida suficiente para todos desfrutarem.

• As refeições são ocasiões familiares importantes, embora eu espere que as pessoas se comportem com conversas e boas maneiras, pois isso é importante para mim.

• Comer não é tão importante para mim. Eu poderia pegar um pedaço de queijo ou qualquer outra coisa que meu capricho pudesse ser – mas eu não me importo de sentar para uma refeição.

• A preparação das refeições é um aspecto importante do meu senso de casa e prefiro preparar refeições nutritivas de uma maneira tranquila e despretensiosa.

5. Minhas lembranças de infância

• Amigos / animais imaginários faziam parte da minha vida de criança – companheiros ou protetores no meu dia

• Eu imaginava ser “adulta” e ter um companheiro para cuidar … e / ou desfrutar da minha casa de bonecas … ter chá “adulto”.

• Eu adorava brincar de “mamãe” com minhas bonecas – enfiando-as no carrinho. Alimentando minhas bonecas.

• Adorei meus livros, aprendi a tricotar / crochet / costurar. Eu gostava de jogar scrabble, atividades mentais de xadrez ou atividades que exigem coordenação mão / mente.

• Eu adorava estar na floresta, explorando plantas, riachos, observando as pequenas criaturas que viviam lá. Eu gostava de explorar material sob um microscópio. Eu gostava de arco e flecha e outros esportes.

• Eu adorava brincar de “vestir-se” – experimentando roupas glamourosas da minha mãe – andando de salto alto – fazendo maquiagem.

• Eu me mantive quando criança; Eu estava quieto mas independente. Eu apareci complacente; no entanto, eu estava contente em brincar sozinho – silenciosamente auto-suficiente, não buscava pistas dos outros nem o desejo de agradar os outros.

6. O tipo de “alma gêmea” que me atrai

• Antes, eu costumava atrair parceiros que não eram particularmente bons para mim – criativos, mal humorados, emocionais, voláteis, homens que me fascinam, relacionamentos intensos, parceiros que me estimulam sexualmente, indivíduos verbais poéticos, imprevisibilidade, charme, sensibilidade. amantes. À medida que amadureci, prefiro um parceiro sofisticado e educado, com bom gosto e os meios para desfrutar – coquetéis, roupas de cama, flores e romance.

• Eu tendia a ser atraído por amantes que buscam um tipo materno de mulher. Eu não tenho grandes expectativas deles – eles são mais “infantis”. Eu tenho a tendência de dar mais do que recebo. Eu aprecio o meu parceiro cuidando de mim, financeiramente, como prefiro não trabalhar fora de casa. Eu quero me sentir seguro e me concentrar na família e nas crianças.

• Eu tendia a ser atraído por indivíduos que são meus iguais intelectuais. Sua personalidade tem um aspecto criativo, artístico, curativo ou musical. Eu quero um parceiro que me cuide. Temos interesses compartilhados ou complementares. Somos como ‘amigos’ curtindo atividades juntos que amamos. Nós nos damos muito espaço – isso é importante para mim. Eu preciso deles para estimular meu amor pela aventura. Eu costumo ser mais prático do que sentimental.

• Eu costumava ser atraído por parceiros de sucesso que costumo encontrar na vida profissional. Eu não sou tão namorador ou romântico. Minha natureza é mais objetiva. Sou atraído por parceiros que são cultos e desfrutam da vida da cidade, interesses intelectuais e políticos. Eu preciso ser estimulado intelectualmente.

• Tive a tendência de atrair parceiros para mim, que são o meu oposto: street-wise, tough, magnetic; sexualmente sedutor, dominante; ou aqueles que são muito mais velhos, que agem como meu “professor espiritual / guia” e amante. Eu desejo um parceiro que entenda o meu mundo interior.

• Sempre me senti atraído por parceiros ascendentes, poderosos e bem sucedidos, que prometem uma posição de destaque na comunidade de quem posso me orgulhar. Eu estou disposto a colocar minha carreira pessoal em espera para apoiar e promover seu sucesso.

• Eu tenho a tendência de atrair parceiros que são atraídos para minha natureza quieta, não-assertiva, caseira, mas auto-suficiente, sabendo que vou fazer uma boa esposa. Meu parceiro tende a ser um tipo tradicional de chefe de família. Somos ambos bastante independentes e o sexo não é uma prioridade em nosso relacionamento.

7. Minha experiência ou visões de casamento ou acoplamento

• Porque eu não sou muito assertivo, eu fui persuadido a casar, ou senti que era, culturalmente, o que eu deveria fazer. Eu me casei com algumas reservas; ou, imaginei algo diferente do que realmente se tornou fato no meu casamento. Eu acredito e anseio por uma conexão espiritual mais elevada.

• O casamento é o mais importante para mim – o que eu estava esperando – eu me sinto completo em um casamento … e, para me tornar a esposa de um indivíduo promissor, ascendente e profissional. O papel que cada um de nós desempenha contribui para a estabilidade do nosso casamento – o que é importante para mim. Eu me casei ‘para melhor ou pior’. Eu quero experimentar a devoção do meu parceiro – para ser sua absoluta prioridade número 1.

• O casamento em si é menos importante que a experiência do amor e da intensidade emocional / sexual. Quando isso acabou – acabou, resultando em um padrão de relacionamentos seriais. Como não sou tão ciumento, entendo a natureza dos ‘assuntos’ – eu, pessoalmente, tenho tendência a flertar com os outros.

• Eu não sou particularmente atraído pelo casamento – eu possuo uma natureza muito independente e minha liberdade é muito importante para mim. Eu realmente não sinto a necessidade de outro indivíduo me completar. No entanto, um relacionamento do tipo camarada poderia apelar para mim. Podemos decidir viver juntos em vez de nos casarmos. Na minha parceria eu exijo igualdade – e é improvável que eu mude meu sobrenome.

• Meu desejo de casamento é para a criação de um ambiente seguro com um parceiro responsável com quem fazer bebês e gostar de criar meus filhos.

• Estou mais interessada em companheirismo – uma parceria mutuamente vantajosa – no casamento do que na paixão. Nós gostamos muito de nos comunicar sobre eventos, política e nossas carreiras. Sentimentos, por outro lado, não são um tópico de discussão.

• Eu realmente não tenho ambições no mundo. Eu prefiro uma vida tranquila em casa – e estou bem sozinha. Meu parceiro pode viajar ou ficar longe de casa trabalhando. Sou dona de casa e pareço tradicional nesse sentido; no entanto, não preciso que meu parceiro me satisfaça emocionalmente. Eles não fornecem meu “significado” interno.

8. Relação com minha sexualidade

• Para mim, sexualidade e casamento estão unidos. Inicialmente, eu costumava ser mais reservado, sexualmente. A sexualidade faz parte do meu papel e do que tenho para oferecer ao meu parceiro. Eu confiei na experiência do meu parceiro em me excitar sexualmente. E a monogamia é essencial!

• Quando mais jovem eu era bastante sedutor. Eu sou altamente responsivo sexualmente – facilmente despertado pelo meu amante. Eu prefiro fazer amor como uma parte regular de nossas interações. Minha atitude em relação ao sexo é mais casual.

• Nos meus anos mais jovens, coloquei minha energia na minha carreira. Eu tenho a tendência de me sentir mais relacionado ao meu intelecto do que à minha sexualidade. Não estou tão interessado em expressões sexuais quanto em outras formas de expressão – idéias, discussões. Eu posso ser um amante habilidoso se eu colocar minha mente nisso.

• Nos meus primeiros anos eu estava interessado em ter filhos – não apenas fazendo sexo. Eu gostaria de fazer amor em breve – para ser sincero. Sexualidade por si só não é tão importante para mim – fazer bebês me satisfaria mais.

• Sexo era como uma aventura quando eu era mais jovem. Entretanto, à medida que amadureci, minha independência aumentou; companheirismo, compartilhar atividades com meu parceiro – melhor amigo parece mais importante que sexo.

• Eu não acordei sexualmente até um pouco mais tarde na minha vida. Demorou um pouco. Se a verdade fosse dita, eu me sentia mais parecida com uma garota do que com uma mulher – no entanto, me senti muito bem comigo mesma quando descobri minha natureza apaixonada e orgástica.

• O sexo em si não é importante para mim. De fato, minha sexualidade freqüentemente fica dormente em mim até que o ato sexual seja iniciado. Eu gosto de fazer amor quando isso ocorre – é uma experiência calorosa que meu parceiro e eu compartilhamos; no entanto, também estou bem na sua ausência.

9. Como me sinto sobre crianças

• Eu não tenho uma atração instintiva particularmente forte pela maternidade, embora eu goste de crianças. Eu gosto de minha figura atlética / atividades mais do que ‘estar’ grávida. Eu ficaria igualmente feliz em ‘herdar’ uma família pronta. Com meus filhos, tenho a tendência de promover sua independência desde cedo. Eu gosto de levá-los a caminhar e ensiná-los sobre a natureza e os animais.

• Eu tive uma forte atração instintiva pela maternidade – dar à luz e amamentar meu próprio filho seria (é) tão satisfatório. Não ter um filho criaria um desejo não satisfeito.

• As crianças são parte integrante de ser uma família. Espero boas maneiras e conquistas de meus filhos. Eles devem deixar seus pais orgulhosos.

• Se eu tivesse meus druthers, eu focaria energia na minha carreira ao invés de ter filhos. No entanto, estou ansioso para que meus filhos atinjam a idade da “razão” para que eu possa desfrutar de conversas e projetos com eles. Eu prefiro que meus filhos demonstrem curiosidade, lógica e independência e não sejam crybabies.

• Eu adoro inspirar a criatividade e a auto-expressão de meus filhos e encantá-los a serem bem-comportados. Eu extraio as habilidades do meu filho de uma forma que a faz se sentir bonita e aceita. Disseram-me, no entanto, que tenho tendência para a inconsistência, pois posso dar ao meu filho minha atenção total de uma só vez e, em outras ocasiões, posso estar fora de meus próprios interesses e desejos sociais. Sou calorosa e generosa com meus filhos; no entanto, eu não faço deles o centro da minha vida.

• Sinto-me sensível às necessidades dos meus filhos; no entanto, acho difícil discipliná-los – não estabeleça limites muito bem; Não me sinto à vontade para afirmar “poder” sobre eles. Quando crianças, gosto de nutrir sua imaginação através de brincadeiras e narração de histórias.

• Eu forneço um refúgio seguro e confortável para minha família e meus filhos. Eu lhes dou amorosa aceitação. Não é da minha natureza empurrá-los no mundo – não tenho grandes ambições para eles. Tudo o que eles desejam é bom para mim. Eu me conscientizei, no entanto, que posso ser um pouco impessoal e não-demonstrativo em relação aos meus entes queridos.

10. Minhas atividades favoritas

• Adoro ler, escrever, manter um diário de sonhos, imaginar, refletir, fantasiar, adoro meu jardim e cultivar plantas e flores. Embora eu goste dos meus amigos, preciso de muito tempo sozinho para me renovar.

• Eu adoro colecionar belas artes – pinturas, cerâmicas, roupas bonitas e acessórios / joias; Eu adoro assistir galerias de arte e festas / casas abertas de artistas. Eu gosto tanto de teatro, dança e performances musicais. Eu me delicio em ocasiões sociais.

• Eu sou um caminhante ávido, eu gosto de acampar em ambientes naturais intocados; Eu gostei de esportes competitivos e / ou de treinar regularmente, já que sou naturalmente atlético.

• Estou muito envolvido em esforços voluntários locais na comunidade e / ou em conjunto com a escola de meus filhos. Eu recebo prazer particular de estar no comando e organizar. Meu trabalho é algo que faço fora de casa; No entanto, meu principal compromisso é com meu parceiro. Eu mantenho minhas atividades e horas para combinar com o tempo do meu parceiro em casa.

• Estou muito interessado em ler sobre as situações políticas atuais localmente, nacionalmente e no exterior. Eu acho essas discussões com indivíduos bem informados muito estimulantes. Eu apoio questões de grupos minoritários; Eu gosto de museus, séries de palestras, estou ansioso para discussões pensativas após a exibição de filmes provocativos.

• Envolvimento com familiares e amigos íntimos é minha atividade mais favorecida e compartilhada. Eu amo cozinhar para a família, amigos e seus filhos também. Eu acho esta experiência tão satisfatória – trazendo todos juntos compartilhando uma refeição – as crianças brincando juntas. Eu também gosto de projetos de costura, tricô, assar e fazer biscoitos com meus filhos e seus amigos.

• Eu aproveito o tempo quieto – acredite ou não, eu gosto do meu trabalho doméstico – é como uma meditação para mim. Eu me concentro em uma tarefa de cada vez, entrando no ritmo dela sem me preocupar com o “tempo”. Eu também gosto de ler, assar, meditação, arranjos de flores. De vez em quando, desfruto de chá e partilho uma comunhão tranquila com um amigo querido. Ocasionalmente, estou ansioso para assistir a retiros de silêncio.

11. Ocasiões Sociais

• Você geralmente pode me encontrar no meio de um grupo de homens, freqüentemente uma das únicas mulheres – como um dos meninos – em um debate político ou intelectual acalorado. Não estou interessado nos elementos de paquera em que outras mulheres se envolvem.

• Eu me sinto um pouco tímido em situações sociais. É mais provável que eu esteja conversando cara-a-cara com alguém que precisa de um ouvido, escutando suas preocupações

• Eu preferiria ser uma anfitriã em meu próprio evento social com os colegas do meu marido e suas esposas – eu gosto de organizar e estar no comando do meu próprio evento …. e para fazê-lo esmagadoramente!

• Eu adoro festas e ocasiões sociais – eu brilho! Adoro me misturar – misturo-me e flerto e teco meu caminho por toda a sala. Eu definitivamente noto os indivíduos mais atraentes e eles me notam.

• Eu não estou tão interessado em eventos sociais com outros adultos fora do local dos meus amigos e familiares. Muitas vezes me sinto relutante em ir. Eu não sei o que há para falar com essas pessoas.

• Eu tendo a me sentir inquieto em eventos sociais – todo o flitting e flertar sobre isso acontece. Eu prefiro me reunir com um grupo de minhas amigas e conversar sobre coisas que realmente importam.

• Eu não me importo muito com ocasiões sociais. Eu prefiro ficar em casa e ler um bom livro e aproveitar meu ambiente confortável – minha lareira (ou se eu tivesse uma).



12. Tipo de amigos sou atraído para

• Minhas amizades são, em grande parte, relacionadas a crianças – mães de amigos de meus filhos e mães de outras crianças. Nós temos o amor de crianças em comum, bem como interesses familiares relacionados.

• Eu tenho tendência para relacionamentos de fraternidade / amizades com mulheres. Essas relações são muito importantes para mim – não sou como as outras mulheres que preferem a companhia dos homens. Eu sou atraído por mulheres com tendências mais feministas.

• Eu sou atraído pela energia mais intelectualmente orientada nas amizades. Nós estamos tipicamente discutindo trabalho, política e outros debates intelectuais. Meus amigos possuem, como eu, visões fortes, articulam-nas bem e podem às vezes tender para a competitividade intelectual de maneira esportiva.

• Meus amigos tendem a ser diferentes de mim – eu posso ser um pouco camaleão. Minhas amigas tendem a ter personalidades mais fortes do que eu. Eu tenho alguma dificuldade em dizer “não” às vezes. Eu tendo dificuldade em colocar meus sentimentos em palavras. Por mais que eu goste dos meus amigos, gosto muito do meu tempo para mim mesmo.

• Eu tenho várias amizades femininas através de minha organização e grupos de voluntários – no entanto, se o trabalho de meu parceiro nos fizer mudar de local, como minha família é fundamental, eu sou capaz de aprender e me mover em prol da carreira de meu parceiro. Isso é mais essencial para mim do que amizades.

• Eu tenho um amplo círculo de mulheres amigas e conhecidas. Minhas amigas são ou parecidas comigo, em que vivemos e amamos com intensidade – não nos ofendemos, pois tendemos a tratar nossos planos de maneira bastante casual. OU, eu tenho outros amigos que parecem gostar de viver indiretamente através de minhas aventuras amorosas. Eu tenho a tendência de ser generoso com meus amigos quando estou com eles; no entanto, parece que estou bastante ocupado com meu calendário social.

• Eu tenho uma ou duas amigas – gostamos de nos reunir de tempos em tempos. Nós tendemos a desfrutar de sensibilidades moderadas e compartilhar valores semelhantes. Nós fornecemos uns aos outros um ouvido atento, coração compassivo e centralização. Nós não nos envolvemos em fofocas. Também não nos envolvemos em discussões intelectuais.

13. Livros que aprecio e tenho em minha casa

• Faço os livros de receitas mais frequentes porque adoro experimentar receitas diferentes; Eu tenho revistas de jardinagem e tricô; revistas de artesanato e, nas minhas estantes, uma série de livros infantis.

• Estou interessado na Better Homes & Gardens Magazine, pois é importante para mim manter-me a par da decoração de bom gosto da casa; livros de viagem, People Magazine, como estou curioso sobre as últimas “colheres”; livros ilustrados da mesa de centro.

• Eu tenho em torno de mim livros sobre temas metafísicos e / ou espiritualidade, psicologia, mitologia e fotografia e escrita criativa. Gosto muito do meu tempo quieto para me dedicar à leitura.

• Eu gosto e tenho em torno de mim livros sobre yoga, revistas de panfletos sobre canoagem e rafting, National Geographic, livros sobre os melhores lugares para caminhadas, livros ilustrados de parques nacionais.

• Eu gosto de livros sobre pintores famosos e outros artistas criativos / dançarinos e colagem. Eu também gosto de romances e peças de época envolvendo romance. Tenho uma assinatura de alguns catálogos de roupas e jóias contemporâneos favoritos.

• Eu gosto de material que oferece uma leitura intelectual estimulante – como revistas de notícias políticas, artigos de revistas, escritos feministas e literatura de vanguarda.

• Eu gosto de ler histórias sobre a vida das mulheres na história – santos e outras mulheres estimadas. Eu tenho alguns livros budistas sobre práticas de centralização; Eu também tenho alguns livros para fazer pão e fazer flores.


Uma vez que você tenha classificado seu nível de concordância com cada afirmação correspondente ao número e letra apropriados, transponha suas pontuações da Folha de classificação para a Folha de Avaliação da Deusa .

Folha de avaliação Arquétipo da deusa

Coloque a pontuação da Deusa por nome de cada Deusa – veja quais deusas têm as maiores ‘pontuações’ e as menores ‘pontuações’. As maiores pontuações sugerem a energia da deusa com a qual você se sente mais à vontade – predominando em sua consciência. As pontuações mais baixas refletem qualidades com as quais você está menos conectado em um nível consciente. Estas são qualidades que você pode estar menos familiarizada consigo mesma e que você pode escolher para fortalecer ou desenvolver.

Atena – Ártemis – Hera – Perséfone – Afrodite – Deméter – Héstia

Arquétipos das Deusas – Héstia

Héstia possui um temperamento introvertido e está focada em seu mundo interior e espiritual. Héstia é um arquétipo de centralização interior. Ela era conhecida por ser gentil, honrada, caridosa e também protetora. Ela é a menos conhecida das deusas olímpicas, principalmente porque nunca participa de disputas ou guerras. Ela se preocupa com seu próprio negócio em meio a uma família de deusas e deuses que se engajam em “grande drama”. Similarmente a Atena e Ártemis ela resiste aos avanços amorosos dos homens, portanto, colocando-a na categoria de deusa virgem . Sua energia é impessoal e desapegada. Sua consciência está focada. Diferente de Perséfone que procura agradar aos outros, o foco de Héstia é para ela mesma. Ela está de castigo e sua vida tem significado. Ao contrário de Athena e Artemis, Hestia não se aventurou a explorar o mundo ou a natureza selvagem; ela permaneceu dentro, contida dentro da lareira. A deusa, Héstia não levou um parceiro. Uma mulher tipo Héstia, hoje, pode preferir viver uma vida mais solitária ou viver dentro de uma comunidade de ‘irmãs’ espirituais que pensam da mesma maneira.

Veja o Questionário de Tipologia da Deusa

Héstia é a deusa da lareira, ela simbolizava o fogo da casa, a chama queimando na lareira. O coração de cada lar era o lugar central em torno do qual os membros da família se reuniam. Quando um membro da família deixou sua casa para começar uma nova família, uma porção de fogo foi tirada da casa da família para começar o novo fogo em uma nova casa, simbolizando a continuidade da família através da chama perpétua. Cada centro da cidade também tinha seu lar comunal onde o fogo público era mantido. O fogo da Héstia, que significa lareira, também era usado em sacrifícios e, portanto, assumia um caráter sagrado para seus cidadãos. Héstia é um arquétipo de centramento interior / sabedoria interior

Psicologicamente, Héstia pertence à categoria de deusa “virgem”. Ela é independente, autônoma e focada em seu mundo espiritual interior, ela não está buscando um relacionamento com um homem para completá-la. Sua energia é impessoal e desapegada. Sua consciência está focada .

  • Para os romanos, ela era conhecida como Vesta
  • Héstia era uma divindade do fogo.
  • Foi a primeira nascida da segunda geração de deusas e deuses olímpicos – seus pais eram Cronos (deus da Terra & Tempo) e Rhea
  • Héstia foi engolida pelo pai, Cronos, no nascimento.
  • Héstia era a Protetora da casa, a família e também a cidade
  • Acreditava-se que ela habitasse na parte interna de todas as casas e presidisse todos os sacrifícios – sua presença tornava as casas e os lares do templo santos.
  • Uma chama perpetuamente ardente eram características de seu santuário – a presença de Héstia era sentida na chama viva no centro da casa, templo e cidade
  • Os templos de Héstia foram caracterizados por sua forma circular, abraçando a noção de centricidade na terra, bem como o universo – seu símbolo é o Círculo.
  • Segundo a literatura Héstia foi quase estuprada por uma divindade menos conhecida em um festival, mas ele não teve sucesso.
  • A dignidade de Héstia e seus direitos como os mais velhos foram reconhecidos; no entanto, ela tirou pouco proveito de sua posição e desempenhou um papel muito menor no drama olímpico.
  • Ambos os deuses Poseidon e Apollo pediram a mão dela em casamento e ela recusou.

Héstia se virou para seu irmão Zeus, e a fim de pôr fim à indesejada atenção masculina em relação a ela prometeu permanecer virgem para sempre. Zeus aceitou seu voto.

Em vez de casamento, à Héstia foi oferecida um assento no meio da morada celestial e recebe a parte mais rica de sacrifícios.

  • Héstia não foi representada em forma humana nem por escultores nem pintores.
  • Héstia é visualizada como uma figura imponente, mas não intimidadora; ela é bonita mas não linda.
  • Ela é gentil mas distante – ela possui a habilidade de amar imparcialmente.
  • Seu comportamento é modesto e gentil.
  • Ela é auto-suficiente e auto-dirigida, focada internamente.

Desafios enfrentados por Hestia

A maioria das mulheres modernas está perdendo o arquétipo de Héstia dentro delas. Como um arquétipo de centralidade e sabedoria interior, o arquétipo de Héstia não exibe comportamento reacionário. Esse arquétipo não está interessado em estar no mundo, ao contrário, é contido em si mesmo.

O arquétipo de Héstia floresce em uma comunidade espiritual, particularmente meditativa.

Héstia compartilha seu arquétipo com virgens vestais e freiras que desistem de sua identidade pessoal, seus nomes e se esforçam para se autodeterminar a uma vida dedicada ao serviço.

Possíveis dificuldades para uma mulher do tipo Héstia no mundo de hoje pode ser que ela não tem o desejo de se destacar, e não como resultado de sua própria família ou condicionamento cultural, mas por sua própria escolha consciente. Os tipos de Héstia parecem não ter ambição externa porque estão centradas em seu próprio mundo interno e seu lar.

Héstia; tipologia e a falta de assertividade – ela não vai falar, ela está fora do lugar neste mundo moderno, acelerado, competitivo. O tipo de Héstia precisa desenvolver uma ‘persona’ efetiva, uma adaptação social ajudando-a a interagir e a se dar bem no mundo quando as circunstâncias exigem.

O tipo de Héstia devido à sua natureza introvertida, tende a não demonstrar seus sentimentos em relação aos outros, embora ela possa cuidar deles. O cuidado de Hestia é impessoal, imparcial, seu desafio pode ser deixar as pessoas próximas a ela saberem que ela se importa.

Lado escuro de Héstia:

Héstia parece ser a única deusa sem um lado obscuro aparente. Ela evitou o drama de sua ‘família’ e se recusou a ficar ‘no meio’ de seus problemas, permanece calma, fundamentada, centrada e mantém o foco por conta própria significado pessoal.

Uma maneira de pensar no lado negro de Héstia, se pensarmos metaforicamente, ela resiste aos avanços feitos em relação a ela tanto por Apolo (deus do Sol = intelecto, raciocínio lógico) quanto por Poseidon (deus do Mar = o inconsciente, emoção). Se Héstia é seduzida por estes aspectos:

Seduzida pela necessidade de raciocínio lógico, ela se sentirá impelida a ignorar sua intuição aguçada, porque é incapaz de “explicar-se logicamente”.

Seduzida pelo inconsciente, ela corre o risco de ficar sobrecarregada de influências psíquicas e / ou situações emocionais que a desequilibram.

A Ferida de Héstia:

Nas sociedades modernas a mulher moderna “perdeu”, por uma série de razões, a prerrogativa de cuidar do lar , manter o fogo em casa. A ferida de Héstia é então mais sobre o fato de que ela tem pouco lugar para existir nesta sociedade com os valores sociais atuais do consumismo – “ter mais”, “tem que ter” – o que requer mais horas de trabalho para permitir maiores gastos, portanto criando um estilo de vida cada vez mais frenético como resultado e menos centralizado em si mesmo por falta de tempo.

Mulheres modernas que são menos assertivas e menos intelectuais muitas vezes sentem internamente como uma segunda categoria em nossa sociedade competitiva em ritmo acelerado. Uma mulher exibindo uma presença tranquila, seguindo sua própria espiritualidade interna (ao invés de exposta externamente) é, na melhor das hipóteses, mal entendida e vista como “peculiar”, ou como “solitária”.

Héstia experimenta sua ferida quando é medida e julgada pelos padrões tangíveis de sucesso, realização ou estado civil de outras pessoas.

Presentes de Héstia:

O tipo de mulher Héstia é capaz de desfrutar de sua solidão, não apenas ‘aqui’ e ‘lá’ sempre que ela pode ‘agarrar um momento’, mas verdadeiramente apreciando seu próprio ser! Consistentemente ela não está interessada em se ‘manter ocupada’ nem aprecia ‘ruído de fundo’ para manter sua companhia.

Héstia exibiu uma força interior que tornou Afrodite mal sucedida em seduzir ou persuadir qualquer desejo de amor ! Eros desejava em Hestia a força para resistir a tudo que a leva para longe de seu próprio centro.

Héstia oferece o dom da criação de rituais, um método psicológico poderoso e afirmativo de honrar.

A personalidade de Héstia

Quando criança e adolescente:

Héstia criança tende a ser quieta, complacente; no entanto, sozinha, ela gosta de brincar auto-dirigida, exibindo o início de sua própria autossuficiência. Ela pode simplesmente retirar-se para seu quarto no meio da dificuldade em sua vida familiar.

Pode se sentir isolada e alienada em sua família porque se sente diferente deles – e ela é diferente! Pode ser rotulada como “tímida” por outros, no entanto, este é um exemplo de outras pessoas que entendem mal sua verdadeira natureza.

Como adolescente, ela tende a evitar os dramas sociais de seus colegas. Ela pode ser percebida como uma não participante na periferia da vida escolar e das atividades, ou pode ter um ou dois amigos que compartilham sua natureza mais introvertida e sensível.

Como mulher adulta:

Em nossa cultura moderna, o arquétipo de Héstia não é predominante para a maioria das mulheres. A maioria das mulheres tem outros arquétipos deusa predominantes, mas algumas mulheres podem ter indícios de Héstia em sua maquiagem. Outras mulheres podem querer cultivar qualidades de Héstia dentro de si.

A mulher tipo Héstia, tem uma presença interior tranquila. Ela é desapegada em relação aos outros e não está ligada a qualquer necessidade de posses, resultados, status ou poder. Ela está livre do vínculo com as circunstâncias externas, já que seu apego a uma identidade não é importante.

Os tipos de Héstia buscam tranquilidade. É desenhado para incorporar o ritual, a meditação e outras práticas espirituais reflexivas em sua vida diária.

A tipologia dessa deusa se concentra em sua própria experiência e sentimentos internos. Ela é conectada internamente. É profundamente ligada e conectada aos seus valores pessoais, com esse conhecimento ela vive sua vida escolhendo aquilo que é pessoalmente significativo para ela. Ela não perde o seu centro agradando os outros de formas que satisfaçam o ego ou buscando aceitação.

Como guardiã da lareira realiza suas tarefas de maneira calma, centrada e focada quer esteja varrendo ou lavando roupa, ela está totalmente engajada, concentrando-se em sua tarefa – como uma meditação e não preocupada com o relógio ou com o que ela fará em seguida. Ela experimenta uma calma intemporal no meio de suas tarefas imediatas.

O significado é um ponto-chave na vida de uma mulher Héstia. O que ela faz, com quem ela está, reflete o significado que ela tem de valor.

Héstia não é atraída por fofoca e ela não está interessada em discurso intelectual ou holofotes. São mulheres “de fundo” – ela não se destaca; ela parece anônima. No entanto, a presença dela é sentida pelos outros criando uma atmosfera de ordem tranquila.

Héstia é uma boa ouvinte, ela mostra compaixão em sua maneira imparcial.

Como o tipo Héstia parece não ter a ambição exterior de suas irmãs Atena e Ártemis, e como ela não valoriza o poder como sua irmã Hera, ela provavelmente terá mais do que um trabalho tradicional e sem inspiração. Ela pode se sentir pouco clara em relação à direção de sua carreira.

A sexualidade não é de importância fundamental em uma mulher primariamente do tipo Héstia; no entanto, ela gosta da experiência quando ocorre.

Um tipo de Héstia que é casada pode parecer estar em um papel tradicional de esposa, no entanto, uma verdadeira mulher Héstia mantém sua autonomia interior e não requer um homem para se sentir emocionalmente realizada.

Uma mulher em quem predomina o arquétipo de Héstia é frequentemente uma mulher solteira que vive diferentemente das convenções da sociedade. Sua família ou amigos casados que aceitam a vida “normal” podem “sentir pena” de sua solidão. No entanto, muitas vezes é o medo inconsciente de solidão – solidão dentro do indivíduo que cria a presunção de que a mulher Héstia é infeliz ou digna de pena.

Uma mulher Héstia cultivou uma rica vida interior e, portanto, enfrentou o desafio da solidão humana. Cultivou aspectos positivos da ‘Reclusão ‘, uma mulher independente e criativa, ela almeja a solidão que lhe oferece o espaço sagrado em que ela faz contato com seu eu mais profundo. O lugar onde ela encontra o espírito.

Héstia não precisa sair de casa para se encontrar; Ela faz da casa um lar. O arquétipo de Héstia dá à mulher uma sensação de plenitude.


O presente de uma deusa pode ser a cura da ferida de outra, ou a energia de apoio para o desafio. Suas histórias metafóricas representam um pacote de informação energética que usufruímos, nos identificamos e vestimos por assim dizer. Já que nosso inconsciente usa essas informações não só como meio de perceber e interagir na vida, mas de manifesta-la pra nós.

Atena – Ártemis – Hera – Perséfone – Afrodite – Deméter – Héstia

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