Todas As Coisas Que Parecem Me Acontecer eu as Peço e as Recebo Conforme Pedi

O livro um curso em milagres tem uma passagem com esses dizeres onde orienta a dizer essa sentença com convicção. Convicção as vezes precisa ser construída, então vamos analisar um pouco e ver se conseguimos vender a nós mesmos essa ideia. Porque mudar uma crença é isso, convencer a si mesmo, e se você fosse vender algo a outra pessoa precisaria de argumentos, então quando você quiser absorver uma ideia a analise de modo a construir argumentos para vende-la a si mesmo.

Eu sou responsável pelo que vejo. Eu escolho os sentimentos que experimento, e eu decido quanto a meta que quero alcançar.

E TODAS AS COISAS QUE PARECEM ME ACONTECER EU AS PEÇO E AS RECEBO CONFORME PEDI

PARECE, porque as coisas realmente parecem que simplesmente acontecem, acontece de o ônibus atrasar ou passar mais cedo e você perder, acontece de alguém bater no seu carro no transito, acontece de alguém esbarrar e derramar café na sua roupa branca, do carro passar na poça de água bem na hora que você estava do lado.

A vida é vivida assim, tudo parece que acontece e tudo bem, esse é o jogo que estamos jogando no teatro da vida. Mas quanto mais conscientes estamos de QUE APENAS PARECE mais empoderados estamos pra lidar com as situações, identificar e mudar a informação interna que é refletida neles. O NOSSO CONTEÚDO INTERNO SE EXTERNA E SE MOSTRA PRA NÓS ATRAVÉS DOS ACONTECIMENTOS DO DIA A DIA, das pessoas que atraímos, das reações que atraímos, de absolutamente tudo que vivenciamos.

O PRIMEIRO PASSO é reconhecer que por mais dolorido ou bizarro que seja o que estamos vivenciando e do quanto gostaríamos conscientemente que fosse diferente, ISSO é um reflexo do conteúdo interno. Alguma informação registrada por você desde o início da sua vida ressoa criando experiências presentes e é através dessas mesmas informações que a sua mente interpreta as interpreta. Então não é pra se debater e pensar “nossa eu sou um merda pra criar essa vida horrível pra mim mesmo”. A sua experiência é a única forma de você ver o seu conteúdo, por isso fala-se em ser grato pelo que se apresenta. A vida não está te batendo mas sim mostrando o que tem aí dentro, se quiser viver de uma forma diferente é isso que precisa ser mudado internamente, ela não pode fazer por você mais que isso, mostrar.

EU AS PEÇO E AS RECEBO

Pedir aqui quer dizer energeticamente, a gente sabe que na nossa sã consciência não quer bater o carro, não quer chegar atrasado numa reunião importante ou ser maltratado. Mas pessoas se atraem para cocriar experiências que são a externalização do conteúdo de ambas. Melhor dizendo Campos energéticos se atraem, inconscientes se atraem porque tem em si peças que se encaixam como um quebra cabeça, para qualquer experiência acontecer é preciso que exista esse encaixe energético, as informações no que dr Hew Len chama banco de dados precisam se encaixar.

O campo busca algo que o complemente, que encaixe uma peça na outra pra poder assim construir uma realidade material pra ser experimentada. Fulano que tem uma informação que é compatível com chegar atrasado vai atrair como chefe alguém que tem uma informação compatível de ter funcionários que atrasem. E se ele fizer de tudo para não atrasar, algo vai aparentemente acontecer com ele, pode ser através de atrair alguém que vai bater no carro de leve, o suficiente para atrasar, ou que vai roubar a vaga de estacionamento, ou pode o carro estragar se não houver ninguém nas redondezas com um campo predisposto a cocriar essas coisas. Essas pessoas tem campos energéticos predispostos a x ações e reações e o seu inconsciente vai estar caçando essas pessoas por aí pra te ajudar a viver a experiência necessária e/ou padrão. No exemplo de chegar atrasado se não houver pessoas para cocriar, o inconsciente vai dar outro jeito porque é o trabalho dele manifestar a sua vida de ACORDO com o seu conteúdo interno, com os seus comandos primordiais. Então essas pessoas estão te ajudando a manifestar o seu conteúdo ao mesmo tempo que você as ajuda a manifestar o delas, é e sempre será uma troca justa e compatível no campo energético. Mas no físico pode parecer injusto, sacanagem ou azar. Portanto é sim um pedido recebido.

EU SOU RESPOSÁVEL PELO QUE VEJO

É a experiência, mas também é como você a enxerga.

Você está manifestando o seu conteúdo interno na experiência presente e ao mesmo tempo “programando manifestações futuras”, criando padrões, com o modo de ver/interpretar e sentir esta mesma experiência presente.

Você é o único que tem o poder de mudar a sua PERCEPÇÃO, olhar para as mesmas pessoas, para os mesmos eventos DE UM MODO TOTALMENTE DIFERENTE. É você quem tem que mergulhar dentro de si mesmo e dissolver a raiva, o ressentimento, o julgamento e mudar a sua percepção.

A primeira interpretação que você dá a algo é automática, vem do seu “banco de dados inconsciente”, mas você pode parar e reinterpretar conscientemente de forma que te eleve e libere a todos, não resumindo as pessoas aos seus defeitos ou erros, se abstendo de julgar de forma condenatória. Quando você faz isso seu inconsciente que está sempre trabalhando, ouvindo, registrando e executando no mundo externo o que está no seu mundo interno, registra a diferença e começa a mudar a sua “visão/interpretação automática das coisas”, assim o mesmo passa a ser visto com outros olhos. É como se o inconsciente fosse uma máquina que está o tempo todo aprendendo conforme observa você, e ele é a maquina que executa no mundo energético os comandos necessários pra manifestar o que você experimenta no mundo material. E aí quando você experiência o que materializou, ele registra as suas reações e vai aprendendo mais sobre o que criar em seguida e vai trocando a informação conforme percebe que você está reagindo diferente! Em essência ele presta atenção no que você sente e esse sentimento vai estar vinculado a ideias, pensamentos e a elementos materiais que para o inconsciente é 0101, é código energético. Ele não entende dinheiro como dinheiro e namorado como namorado, mas ele entende que quando você foca no código energético que pra gente é dinheiro você se sente “triste”, seu campo e DNA se contraem, o que pode gerar doença no seu sistema, um corpo e campo saudável requerem um DNA relaxado, então como o objetivo primário desse sistema é a sua sobrevivência gastando o mínimo de energia possível ele vai afastar isso que contrai (dinheiro etc) de você.

EU ESCOLHO OS SENTIMENTOS QUE EXPERIMENTO” é vinculado a sua percepção e sua habilidade de reinterpretar as coisas de uma forma que faça você se sentir bem, seguro e empoderado. Você é livre para ver o seu problema como a vida te ferrando, e ver a si mesmo como um nada, ou mesmo determinado a mudar a sua realidade e resolver seus problemas, olhar pra tudo como uma oportunidade de ver o seu conteúdo interno, escolher seus sentimentos conscientemente, retomar o poder do seu mundo interno e sair do automático. Você pode lembrar de todos os pontos acima para fazer isso, lembrar que as pessoas envolvidas são compatíveis com seu mundo interno e estão contribuindo, que você só recebe o que pede não importa como isso (recebido)lhe pareça no primeiro momento. Porque mesmo que você não consiga mergulhar dentro de si mesmo e achar a raiz dessa informação que origina o seu problema/oportunidade, só de olhar pra isso de maneira diferente, só de trabalhar as memórias conscientemente, o seu sistema já está registrando uma mudança. Você já está plantando sementes novas ao invés de somatizar o mesmo padrão.

Então você pode pegar a sua lista negra e começar a reinterpretar esses momentos e essas pessoas através de um olhar diferente, ou apenas usar esse olhar a partir daqui com o que quer que lhe aconteça. Você pode buscar ferramentas e praticar pensar conscientemente, ou não fazer nada. A questão é assumir que não fazer nada também é uma escolha. Manter as mesmas crenças e padrões também é uma escolha. Acreditar que tudo está contra você ou a seu favor é uma escolha. A seu favor não é o que só facilita a sua vida, mas é acreditar que dentro daquele problema tem uma oportunidade que você não está se permitindo enxergar.

@interconexao



Você Está Disposto a Abandonar o Que Te Faz Sofrer?

Não é apenas sobre pessoas, relacionamentos, trabalhos… é sobre ideias percepções, julgamentos, sentimentos…é sobre raiva, ressentimento e o apego a sua interpretação dos fatos e das pessoas. É sobre resumir o outro e a si mesmo aos erros e a dor quando existe muito mais que isso! É a sua escolha abandonar um emprego ou um relacionamento, mas também é a sua escolha que emoções vai manter consigo se ficar ou partir. Você pode ter raiva do que alguém fez ou pode escolher entender que ele deu o que tinha e que algo dentro de você se colocou disponível à isso. Você continua se levando consigo, é o sentimento que carrega no seu coração e a maneira como interpreta a dinâmica da vida que determinam o peso do sofrimento/problema e sua habilidade de lidar com isso sem perder a paz.

Você está disposto a abandonar a narrativa da vítima e do vilão? Somos espíritos interpretando personagens que apenas parecem a vítima ou o vilão. Enquanto você contar a história de que por culpa dos seus pais…do seu chefe… do cliente…do seu marido(esposa)…do seu filho…do seu vizinho… Você não se sente ______, amado, feliz, próspero, em paz, ou que por sua culpa o seu filho, fulano ou ciclano não é feliz ou qualquer coisa que seja, você carrega uma carga que não é sua enquanto dá o seu poder ao outro. Cada um é responsável pelo seu mundo interno. Se a carga não é sua, você não tem o poder ou o que é necessário para carrega-la, e por isso enverga. A “carga” foi feita sob medida para o seu dono, para o desenvolvimento dele, por tanto só ele tem o necessário para dar conta dela, é o poder dele. Aquela pessoa precisa daquilo pra desenvolver as habilidades necessárias para dar o próximo passo. Tudo serve ao ser. Tudo agora está a serviço do que está por vir.

Abandonar o que te machuca aqui não é apenas perdoar o erro, é compreender que cada ser humano deu o seu melhor em cada circunstância ainda que pareça pouco, ainda que pareça horrível, que doa, ainda que existisse uma opção “melhor” ao nosso ver. Tudo que aquele ser podia fazer com o conteúdo interno dele, ele fez. Mesmo que você olhe e diga que ele poderia ter pego outro caminho, tomado outra ação ou reagido de outra forma… você não vê o interior do outro, nem as razões do espírito por trás das ações do humano. Você não sabe o que só Deus sabe. Você julga da sua posição, com o seu conteúdo, não do lugar do outro, com a dor do outro, na pele do outro, você não sabe, então você escolhe uma maneira de interpretar o outro, a si mesmo, as circunstancias, as ações e reações. Se é assim, escolha uma interpretação que te faça bem, que te beneficie e te empodere ao invés de uma que te diminua. Escolha uma interpretação que liberte, que não aprisione nem resuma ninguém à um julgamento no seu mundo interno. Que não te amarre em emoções pesadas. Que não te prenda à cadeira da vítima ou do vilão. Para ser livre você precisa se soltar da culpa e do julgamento que te amarra ao outro. Do lado de fora você toma as ações pertinentes a cada situação mas não internaliza a posição de mocinho ou bandido e busca entender porquê seu inconsciente trouxe aquela situação para sua experiência. Quanto mais desenvolvemos a habilidade de agir no mundo externo de acordo com o que determinamos que é melhor e mais humano, e simultaneamente do lado de dentro não nos prendermos ao julgamento, mais livres nos tornamos.

Autorresponsabilidade não é culpa. Se julgar do lugar em que você está agora, quando já sabe onde aquelas escolhas “erradas” te levaram, quando você já aprendeu algo com aquilo é incoerente, até mesmo insano. A consciência que você tem hoje é resultado de todas as suas vivências, aquele era o seu melhor, e te desenvolveu para ser melhor um passo a frente. Abandone a ideia de que você poderia ter feito melhor, com o conteúdo que você tinha aquele foi o seu melhor.

Você está disposto a abandonar a ideia de que não te deram o bastante? De que aquilo que aconteceu foi feito pra te destruir? De que a vida é injusta com você? A vida que o seu Espirito escolheu!

Parece que são pessoas que te machucam

Não são pessoas que te machucam mas a sua ideia sobre o que eles deveriam fazer pra você se sentir ____________em contraste com a realidade. Se você abandonar a ideia de que precisa disso pra se sentir ________ você é livre pra continuar buscando pessoas que tenham determinado trato com você, mas não vai mais sofrer quando se deparar com alguém que não tiver. Você se muda sem se afetar pela mudança, pela dor do que não foi….você é livre pra continuar buscando o trabalho sonhado e todas as coisas que deseja desfrutar mas não sofre por não as ter porque abandonou a ideia de que depende delas pra se sentir_________. As buscas sempre serão contínuas, mas os resultados, cedo ou tarde, podem surpreender. Todo sentimento é uma semente para colheita futura. Escolha uma visão da vida que você tem agora que faça você se sentir bem, o melhor possível, mas continue agindo no mundo material para ter uma vida melhor. Uma coisa não anula a outra, a semeadura acontece simultaneamente no mundo material e imaterial, pelo que você faz, acredita e pelo que você sente.

@interconexão


5 Conselhos Para Eliminar a Mágoa

1 – PASSE A OLHAR O SEU PASSADO COMO UMA OPORTUNIDADE DE APRENDIZADO: Ao invés de acreditar que aconteceram coisas erradas com você no passado, passe a enxergar essas situações como oportunidades de crescimento. Uma dica é utilizar a frase: “Ou eu consigo ou eu aprendo”.

2 – OLHE PARA AS PESSOAS COM COMPAIXÃO: Costumamos ser condenadores vorazes das atitudes alheias e até das nossas. Cobramos atitudes perfeitas e esquecemos que todos tem seus limites. Uma maneira de trabalhar esse “julgador interno” é a compaixão. Comece a olhar as pessoas lembrando que todos tem os seus limites e que todo equívoco nada mais é do que o limite de cada um.


3 – APRENDA A SOLTAR: Nossa mente tem o poder de prender ou de soltar. Tudo que você fixa o seu pensamento você prende no seu emocional. Se as lembranças do passado ainda lhe causam dor, tente assumir o ponto de vista dos dois conselhos anteriores, e se ainda tiver dificuldades pense nas oportunidades que você quer criar em sua vida.

4- NÃO ALIMENTE A VÍTIMA: Todos já nos consideramos injustiçados em algum momento. Porém focar nesse personagem não vai resolver nossos desafios, apenas nos aprisionar como reféns do nosso passado. Sempre lembre que independente do que lhe aconteceu, não é seu passado que determina sua vida é a sua atitude no hoje que molda os seus caminhos. Você não é o refém, é o protagonista!


5 – PRATIQUE A POSITIVIDADE E A GRATIDÃO: Ser positivo não é ser ingênuo, é ser prático e ver o melhor de cada situação. Filtre o que você quer levar com você de suas experiências e seja grato por tudo que viveu. Há situações que são desagradáveis, porém mesmo elas nos são importantes. Seja grato por quem você se tornou e saiba que muitas situações melhores virão.
Marque alguém que sente a necessidade de eliminar suas mágoas.

Alexandro Gruber

Nunca Vá dormir Sem Um pedido Para o seu Subconsciente

Aprender a canalizar seu pensamento – tanto consciente quanto subconsciente – cria as condições que tornam inevitável atingir seus objetivos.

“Nunca vá dormir sem um pedido para o seu subconsciente.” —Thomas Edison

É uma prática comum para muitas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo dirigir intencionalmente o funcionamento de sua mente subconsciente.

Seu subconsciente nunca descansa, está sempre em serviço pois controla todos os processos vitais e funções do seu corpo e sabe as respostas para todos os seus problemas. Ele está sempre ouvindo, vendo tudo que você não vê, no sentido de ver conscientemente, e registra tudo o tempo todo.

Quando relaxamos ele aproveita a brecha pra nos passar informações pertinentes.

Tenho certeza que você já teve a experiência de ter algum problema e a resposta simplesmente surgiu quando vc não estava pensando a respeito… Aquelas ideias e soluções fabulosas que temos no banho por ex… Aquele nome que tentou lembrar o dia inteiro…

COMO PEDIR

A solicitação de 3 etapas leva apenas cinco minutos: 

Etapa 1: Antes de apagar a luz, feche os olhos e reserve um minuto para fazer uma solicitação ao seu subconsciente. Pode ser qualquer coisa. Eu começaria pequeno. Um hábito, uma mudança sutil pra começar a ancorar a ferramenta em si mesmo.

Passo 2:Dedique dois minutos para se visualizar realmente capaz de fazer isso que você deseja. Seja para obter a motivação para correr antes do trabalho ou comer um lanche saudável, você deve se visualizar fazendo o pedido que fez ao seu subconsciente. Digamos que você queira correr antes do trabalho: imagine-se levantando alguns minutos mais cedo do que o normal, colocando suas roupas de ginástica e tênis de corrida e saindo. Então você começa a correr e você se sente bem. 

Etapa 3:Reserve dois minutos para imaginar a sensação que ocorrerá quando você for capaz de realizar essa coisa nova. Como você se sente quando volta pela porta da frente depois de uma corrida matinal? Energizado? Qualquer sentimento que você queira alcançar, imagine que você já criou essa emoção dentro de você. Deixe-o penetrar, então vá dormir e deixe seu subconsciente fazer o resto do trabalho. Sua mente subconsciente deseja ajudá-lo a melhorar sua vida; você apenas tem que confiar em seus vastos recursos e permitir que faça o que quer.

“Seu subconsciente trabalha continuamente, enquanto você está acordado e enquanto dorme.” – Napoleon Hill

Você verá uma melhora em menos de um mês. Essa solicitação subconsciente funciona tanto para questões pessoais quanto para questões relacionadas ao trabalho.

A ação torna seu pedido real

Essa é a melhor abordagem pois será necessário um pedido ao subconsciente e uma ação na vida desperta para que o desejo aconteça. 

Você pode não querer correr após o primeiro pedido subconsciente, mas tente visualizar-se realizando os movimentos nas primeiras semanas. Em seguida, comece a colocar seu equipamento de exercícios e faça uma caminhada de cinco minutos. Esses passos de bebê irão prepará-lo para sua rotina de corrida. Então, depois de algumas semanas, vá em frente. Agora que você tem suas emoções voltadas para a corrida, isso deve estimulá-lo a entrar em ação. Ao permitir que o ímpeto emocional cresça, você pode criar motivação que o ajudará a realizar coisas que o deixam mais feliz. 

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Dez minutos depois de acordar:

Investigação confirma o cérebro, especificamente o córtex pré-frontal, é mais ativo e prontamente criativo imediatamente ao acordar. Sua mente subconsciente vagou enquanto você dormia, fazendo conexões contextuais e temporais. Afinal, a criatividade é fazer conexões entre diferentes partes do cérebro.

Em uma entrevista recente com Tim Ferriss, Josh Waitzkin ,antigo xadrez prodígio e campeão mundial de tai chi, explica sua rotina matinal para explorar as descobertas e conexões subconscientes experimentadas enquanto ele estava dormindo.

Ao contrário de 80% das pessoas entre 18 e 44 anos que verificam seus smartphones 15 minutos depois de acordar , Waitzkin vai para um lugar tranquilo, medita um pouco e pega seu diário.

Em seu diário, ele pensa por vários minutos. Assim, em vez de focar na entrada como a maioria das pessoas que verifica suas notificações, o foco de Waitzkin está na saída. É assim que ele entra em seus domínios superiores de clareza, aprendizado e criatividade – o que ele chama de “inteligência cristalizada”.

Agora, logo pela manhã, quando seu cérebro criativo estiver mais sintonizado, depois de seu treino subconsciente enquanto você dormia, comece a escrever tudo o que vier à mente sobre essas coisas que você solicitou.

A criação mental sempre precede a criação física. Antes de um edifício ser construído fisicamente, há um projeto.

“Um homem não pode escolher diretamente suas circunstâncias, mas pode escolher seus pensamentos e, de forma indireta, mas segura, moldar suas circunstâncias.” – James Allen

Seus pensamentos são o projeto da vida que você está construindo, um dia de cada vez. Quando você aprende a canalizar seu pensamento – tanto consciente quanto subconscientemente – você cria as condições que tornam inevitável a realização de seus objetivos.

Como Hill afirma ainda: “A mente subconsciente se traduzirá em seu equivalente físico, pelo método mais direto e prático disponível.”

Você é o criador do seu destino. Essa rotina simples o ajudará a cristalizar onde você quer ir e como chegará lá.

A Doença Como Linguagem da Alma

O titulo A Doença como Caminho levou a alguns mal-entendidos. Ele deve ser encarado de maneira absolutamente literal e sem qualquer atributo de valor. A doença é um caminho que pode ser percorrido, nem bom nem mau em si mesmo. O que fazer a respeito depende única e exclusivamente do afetado. Eu vivenciei com uma série de pacientes como eles percorreram
conscientemente esse caminho e puderam constatar retrospectivamente que “seu excesso de peso”, “seu infarto do miocárdio” ou até mesmo “seu câncer” transformaram-se em uma grande oportunidade. Hoje é preciso assumir que foi seu infarto do miocárdio que levou santa Teresa de Ávila a percorrer o caminho que percorreu. Sabemos quão intimamente as visões de Hildegard von Bingen estavam ligadas à sua enxaqueca. Estas duas mulheres extraordinárias evidentemente receberam as mensagens transmitidas por seus sintomas e transformaram suas vidas de maneira exemplar. É isso exatamente o que exige A Doença como Caminho: aprender e crescer a
partir dos próprios sintomas.
Utilizar mal esse conceito e a filosofia que subjaz a ele é um grande mal entendido. O esoterismo não tem nada a ver com a atribuição de culpa, tratando-se, tal como esta explicitado extensamente no primeiro volume, de que cada pessoa é fundamentalmente culpada por ter se separado da unidade. Ser culpado não é uma questão de pequenas ou grandes faltas cometidas na vida cotidiana, mas de algo fundamental. A culpa humana primordial reside no abandono da unidade paradisíaca. A vida neste mundo
de opostos é necessariamente cheia de faltas e serve para que se reencontre o caminho de volta à unidade. Cada falta e cada sintoma significam elementos que faltam para a perfeição, transformando-se em oportunidades de desenvolvimento.


Distorcer o significado da doença para avaliar outras pessoas é um mal entendido sob vários pontos de vista. Ele não pode servir para a atribuição de culpa, já que a culpa primordial foi distribuída há muito e não precisa de nenhuma colaboração humana. Da mesma forma, poderíamos congratular os afetados por suas doenças devido às possibilidades de desenvolvimento e aprendizado nelas contidas. Os assim chamados “primitivos” estão bastante
mais avançados que nós nesse sentido, já que consideram os sintomas da doença como golpes do destino em suas vidas, e os aceitam de bom grado como provas. Em muitas tribos, o candidato a xamã sofre sua doença de iniciação, único meio que pode introduzi-lo em novos campos de experiência. Às vezes esse pensamento é seguido de maneira tão consequente que um
curandeiro somente pode tratar aqueles sintomas que ele mesmo padeceu de corpo e alma. Essa postura é forçosa caso se entenda o curandeiro como sendo um guia de almas pelos mundos interiores, já que, afinal, um guia de viagens deveria conhecer de antemão o país através do qual guia os outros. Entre nós existem somente traços dessa maneira de pensar. Assim, em alemão se reconhece a “cura enviada” (geschickte Heil, do latim salus = Heil) na palavra destino (Schicksal). Dever-se-ia pensar também nas provas de medicamentos dos homeopatas. Nesse caso, o médico penetra de livre e espontânea vontade no âmbito de experiências da doença para reconhecer o
padrão de seu medicamento, ou meio de cura. E finalmente esperamos com razão que um psicoterapeuta tenha viajado extensamente pelos países anímicos próprios e coletivos e que saiba aonde está acompanhando seu paciente. Acusar o fato fundamental e que nos une a todos, o estar doente de uma pessoa, uma difícil época de aprendizado com as correspondentes oportunidades de crescimento, não leva a lugar algum. Isso, pelo menos, não tem nada a ver com “a doença como caminho”, e sim com o desejo de atormentar alguém.
Quem transforma seu dedo indicador em arma e, “interpretando” seus sintomas, incrimina outras pessoas ou culpa a si mesmo em relação a isso, dá a entender além do mais que compreendeu mal todo o principio. O mau uso da interpretação como incriminação, segundo o lema “você está com prisão de ventre porque é um tremendo de um avarento!”, implica no desconhecimento do caráter de sombra que existe em cada sintoma de uma doença. Por definição, sombra é o que é inconsciente para o afetado. Por isso mesmo, a pessoa incriminada dessa maneira não poderá de modo algum aceitar a interpretação. Se ela soubesse que é avarenta, não haveria a menor razão para que tivesse prisão de ventre. A sombra não assume o ataque. Ao contrário, é preciso proceder com extrema cautela neste que é o tema mais difícil de nossa existência. O afetado precisa de toda a sua energia e de muito espaço em termos de ambiente para, de pequeno passo em pequeno passo, descobrir sua relação com o tema expresso no sintoma da doença. Para isso a valoração é tão prejudicial quanto a interpretação é significativa.
Quem culpa a si mesmo dessa maneira deixa igualmente de reconhecer as oportunidades de crescimento da doença. Ver o plano da alma através do sintoma não muda nada nem devido à culpa fundamental nem devido aos fatos concretos do problema em questão. Isso tampouco faz com que uma pessoa se tome melhor ou pior; ela se toma única e exclusivamente mais
sábia e com mais consciência de responsabilidade. Caso se ignore esse conhecimento e a responsabilidade nele implícita, pouco muda, tudo continua como antes. Caso contrário, se assume a responsabilidade pelo próprio destino, a doença transforma-se em oportunidade e possibilita responder às indicações do próprio padrão.
O procedimento para isso não é de forma alguma difícil. Qualquer um pode indicar na superfície do corpo, ou seja, colocar o dedo sobre o lugar que lhe causa incômodos. O objetivo deste livro é relacionar essa experiência com o plano anímico. Apontar com o dedo corpóreo era tão óbvio antes quanto o é agora. Trata-se de colocar o dedo na ferida em sentido figurado. Isso exige coragem, mas nem tanta assim, pois a ferida já está lá. Ela não surge no momento em que se coloca o dedo sobre ela, somente se torna mais consciente. Através desse passo corajoso obtém-se, a longo prazo, a possibilidade de curar-se.

Trecho do livro A Doença como a Linguagem da Alma

Como Limpar Bloqueios Inconscientes

Nossos problemas são construções nossas mas como arquiteto é o nosso inconsciente não nos parece assim.

Nossos hábitos, sentimentos, impulsos, reações e realidade são uma programação do nosso inconsciente, mas nós fomos os programadores em algum ponto do tempo de cada um desses programas. Nossas percepções, julgamentos e emoções são os zeros e uns desse sistema. Nosso sistema operacional escuta e traduz em realidade continua tudo isso o tempo todo.

Mudar nossa realidade começa por mudar a nós mesmos, mas mudar nossos impulsos, formas de pensar e sentir, pontos de vistas fixos e hábitos não é fácil porque eles são enraizados em experiências do passado, geralmente na infância e ramificados conforme outras experiências se desenrolaram após a primeira. Eles vão se solidificando por assim dizer, por conta das vezes que repetimos determinado julgamento, emoção, experiência. A experiência é sempre uma evidência de que estamos certos naquele modo de operar/pensar. Mesmo quando o evento em si é desagradável. Para o subconsciente tem sempre algo pior a espreita do que aquilo que você está reclamando que está vivendo, e o seu “drama pessoal” é na verdade como ele está te protegendo disso.

Quantas vezes você quis acordar mais cedo pra fazer seu dia render mais, ou pra incluir uma nova atividade na sua rotina diária mas acabou acordando no horário de sempre e se sentindo um fracasso depois? Quantas vezes você olhou para aquele seu amigo que acorda seis horas da manhã pra correr antes do trabalho e pensou eu queria ser assim!? Ter essa motivação? A verdade é que você não é um fracasso, apenas tem uma programação diferente e se você quiser o bastante pode muda-la. Mas se não o fizer, (do jeito especifico que quer, como acordar 6 da manhã motivado) você pode certamente eliminar o padrão de se sentir fracassado por não fazer assim. pode mudar sua percepção sobre si mesmo, suas metas e como deve alcança-las. Se você não consegue acordar as 6h bem, durma até o hr que você pode com a gratidão de poder dormir até tal horário ao invés de se recriminar, encontre outros meios de incluir na sua rotina o que você quer. Mas dizer isso é fácil e lógico, agora determinar como se sentir não depende de dizer sinta-se grato.

É preciso encontrar meios de reescrever o programa que corre abaixo da superfície. E não existe um meio, mas existem vários. Umas ferramentas funcionam melhor para umas pessoas do que pra outras, ou funcionam em area da vida, melhor do que outras, e então você pode tentar e quando não funcionar para uma coisa, passar para outra e depois voltar para aquela coisa com outra ferramenta.

PREPARAÇÃO

Abaixo tem um processo inspirado pela Christie Sheldon que você pode experimentar, fica a seu critério fazer diretamente ou gravar com sua própria voz uma meditação guiada seguindo os passos, é um um processo de autoindução, relaxando seu corpo entrando em uma frequência cerebral e cardíaca capaz de facilitar o processo de acessar o subconsciente e trabalhar com ele.

Você também pode gravar a sessão e depois ouvir e tomar notas, como sendo o seu próprio terapeuta, porque você é. Frequentemente pessoas que praticam autoindução durante meditação não conseguem se lembrar de tudo que fizeram no final processo. Isso é bem comum, por isso você pode achar interessante gravar.

Escolha um lugar confortável, garanta que você tenha privacidade e tempo suficiente sem ser incomodado. Se escolher gravar anteriormente, prepare a gravação. Se escolher gravar a sessão prepare o gravador. Sinta-se livre para criar o ambiente que achar mais conveniente(música, aroma, luz).

PROCESSO DE ACESSO E REFRAME PASSO A PASSO

  • PASSO 1 – DEFINA UM PROBLEMA/BLOQUEIO/ tema para trabalhar.
    • Um sentimento, um bloqueio, algo que você não consegue ultrapassar, talvez algo que fique se repetindo na sua vida, um padrão.

O problema é algo consciente mas o que você precisa limpar está abaixo da superfície é o alicerce, a fundação que fica abaixo da terra sustentando a construção do seu problema.


  • PASSO 2 – AUTOINDUÇÃO & CONEXÃO
    • Entre em meditação e se conecte – Um estado de relaxamento físico e mental, um estado de conexão com a luz, com o universo em todas as direções.

Feche os olhos, relaxe e respire de vagar. Visualize energia vindo de cima (do universo/fonte) e de baixo (do centro da terra) e entrando no seu corpo. Preenchido de energia, visualize expandido essa luz de você para o mundo, comece aos poucos, expanda até o ambiente que está, até o bairro, cidade, estado, país, planeta… Assim você esta recebendo e enviando energia simultaneamente. Neste estado você esta pronto para o próximo passo acessar as informações pertinentes a solução do seu bloqueio.

Sendo possível grave sua sessão, você pode achar interessante o que é capaz de lembrar durante o processo e como isso está interconectado ao que você tem manifestado, ao que não consegue fazer ou parar de fazer. E essa conexão muitas vezes você só consegue fazer depois ao escutar o áudio, e então o processo começa a fazer mais sentido, e você se torna especialista de si mesmo, se tornando cada vez mais fácil encontrar a raiz dos seus padrões e bloqueios.


  • PASSO 4- FAÇA PERGUNTAS:

Pra esse processo você vai dizer a primeira coisa que vier a mente logo após a pergunta. NÃO É PARA TENTAR LEMBRAR NADA. Apenas trabalhe com o que vier naturalmente, com o que você sente e com o que você acha que parece ser a resposta.

  • EU ESTOU SENTINDO ISSO____ COM QUANTOS ANOS EU SENTI ISSO PELA PRIMEIRA VEZ? (leve o sentimento/frustação para esse centro e pergunte)
    • Você pode focar no tema e começar a fazer perguntas para se conectar com a emoção.
      • EX: Seu problema é querer/precisar perder peso, ou para de comer um certo tipo de alimento, mas não consegue.
    • Você poderia se perguntar: Qual idade eu senti/ entendi que eu precisava comer esse tanto? quando eu entende que era bom e seguro pra mim comer esse tanto ou esse tipo de comida? Quando eu entendi que era seguro pra mim estar sempre acima do peso? Quando eu entendi que isso me protegeria e me manteria seguro?
  • QUEM ESTAVA ENVOLVIDO?
    • DE QUEM EU ESTOU REPLICANDO ISSO ? De quem copiei/modelei isso? ou quem eu estou corrigindo com isso? Meu pai? minha mãe? meus avós? eu mesmo?
    • De modo geral na infância aprendemos observando e nos definimos como julgamos o que observamos. Então você pode estar modelando alguém ou fazendo o extremo oposto daquela pessoa, caso você tenha julgado ela errada, ou tenha sentido alguma dor a partir de um modo de ser dela.
  • QUAIS SENTIMENTOS e/ou JULGAMENTOS ESTÃO LINKADOS A ISTO?
    • Neste momento pode ser que você tenha se lembrado de um determinado evento do passado, assim observe todos os sentimentos do seu eu de X anos (a idade que veio na pergunta 1) mesmo que isso não tenha acontecido e você não lembre de um evento especifico apenas se concentre em você com aquela idade, (imagine, ok eu tenho 8 anos como eu me sinto sobre isso)
    • Pode ser medo, carência, vazio etc…apenas reconheça esse pacote de informações psicoemocionais porque podem ser várias emoções.
  • ONDE ESSA ENERGIA ESTÁ CONDENSADA NO MEU CORPO E/OU EM TORNO?
    • Sinta ou visualize onde isso parece que está, em qual parte do seu corpo?
    • APENAS DIGA O QUE VOCÊ ACHA. A PRIMEIRA COISA QUE VIER NA SUA MENTE, e trabalhe com isso como sendo verdadeiro. Quanto mais vezes fizer esse processo, mais confiança em sua capacidade de ver/sentir/reconhecer você desenvolve e fica mais fácil.

  • PASSO 5LIMPEZA
    • VISUALIZE A LUZ ENTRANDO NESSA PARTE DO CORPO E DESINTEGRANDO AQUELE BLOCO.
    • Diga eu limpo e transmuto através de todos os tempos, dimensões, espaço e realidade.
    • Se você tem outros comandos de limpeza que já utiliza pode tentar com eles também, como o do Access Consciousness.

  • PASSO 6 – SE ABRINDO PARA RECEBER NOVAS POSSIBILIDADES E PARA NOVAS FORMAS DE SER
    • SE ABRA PARA A MUDANÇA DE PADRÃO COM NOVAS PERGUNTAS
    • O QUE ME LEVARIA A …

Exemplo: O que me levaria a pesar… ? O que me levaria a comer apenas o suficiente? O que me levaria a gostar de alimentos saudáveis? O que me levaria a ser mais saudável? A me sentir seguro e a salvo comendo apenas essa quantidade que meu médico definiu? A me sentir protegido e seguro fazendo isso(…) que eu preciso fazer?

O que me levaria a praticar esse exercício até eu ficar tão bom nele que eu faria em qualquer lugar, sobre qualquer circunstância, sempre que eu precisar? O que me levaria a encontrar a ferramenta/técnica mais adequada pra acessar o potencial da minha mente? mudar o como sinto sobre? Enfim…


Para aqueles que escolheram gravar a sessão, o último passo é escutá-la, anotar os pontos chaves e ver como eles se relacionam com os bloqueios no presente que escolheu tratar. Isso vai ajudar a treinar o seu ouvido e a sua mente para perceber essas conexões intuitivamente. Quando você tiver um novo problema e já estiver treinado nessa leitura as chances são de você já começar a perceber o que está abaixo da superfície, com você e com os outros. E compreendendo isso se torna mais fácil prestar atenção nas informações que você está oferecendo dia a dia ao seu sistema. Uma vez que se entende como isso vai ser registrado é mais fácil alterar a percepção imediatamente no presente para não programar mais do que não deseja. Agora isso não é obrigatório, você pode tranquilamente fazer a limpeza sem analisar a causa raiz. Mas alguma pessoas gostam de compreender como essa manifestação se dá.

Tente e nos conte qual foi a sua experiência!


O Que São Campos Mórficos? Ressonância Mórfica e o Inconsciente Coletivo

A questão do desenvolvimento biológico, da morfogênese, é na verdade bastante aberta e é assunto de muito debate dentro da própria biologia. Uma alternativa à abordagem mecanicista / reducionista, que existe desde a década de 1920, é a ideia de campos morfogenéticos (modelagem de forma). Nesse modelo, os organismos em crescimento são moldados por campos que estão dentro e ao redor deles, campos que contêm, por assim dizer, a forma do organismo. Isso está mais próximo da tradição aristotélica do que de qualquer uma das outras abordagens tradicionais. À medida que um carvalho se desenvolve, a bolota é associada a um campo de carvalho, uma estrutura organizadora invisível que organiza o desenvolvimento do carvalho; é como o molde de um carvalho, dentro do qual cresce o organismo em desenvolvimento.

Um fato que levou ao desenvolvimento dessa teoria é a notável capacidade que os organismos têm de reparar danos. Se você cortar um carvalho em pequenos pedaços, cada pequeno pedaço, devidamente tratado, pode crescer e se tornar uma nova árvore. Então, de um pequeno fragmento, você pode obter um todo. As máquinas não fazem isso; eles não têm o poder de permanecer inteiros se você remover partes deles. Corte um computador em pequenos pedaços e tudo o que você terá é um computador quebrado. Ele não se regenera em muitos pequenos computadores. Mas se você cortar um verme chato em pequenos pedaços, cada pedaço pode se transformar em um novo verme. Outra analogia é um ímã. Se você cortar um ímã em pequenos pedaços, terá muitos pequenos ímãs, cada um com um campo magnético completo. Esta é uma propriedade holística que os campos possuem e que os sistemas mecânicos não possuem, a menos que estejam associados aos campos. Ainda outro exemplo é o holograma, qualquer parte do qual contém o todo. Um holograma é baseado em padrões de interferência dentro do campo eletromagnético. Os campos, portanto, têm uma propriedade holística que foi muito atraente para os biólogos que desenvolveram esse conceito de campos morfogenéticos.

Cada espécie tem seus próprios campos e dentro de cada organismo existem campos dentro de campos. Dentro de cada um de nós está o campo de todo o corpo; campos para braços e pernas e campos para rins e fígados; dentro estão campos para os diferentes tecidos dentro desses órgãos, e depois campos para as células, e campos para as estruturas subcelulares, e campos para as moléculas, e assim por diante. Existe uma série de campos dentro de campos. A essência da hipótese que estou propondo é que esses campos, que já são amplamente aceitos na biologia, têm uma espécie de memória embutida derivada de formas anteriores de tipo semelhante.  O campo do fígado é moldado pelas formas dos fígados anteriores e o campo do carvalho pelas formas e organização dos carvalhos anteriores. Através dos campos, por um processo denominado ressonância mórfica, a influência de semelhantes sobre semelhantes, há uma conexão entre campos semelhantesIsso significa que a estrutura do campo possui uma memória cumulativa, baseada no que aconteceu com a espécie no passado. Essa ideia se aplica não apenas a organismos vivos, mas também a moléculas de proteínas, cristais e até átomos. No reino dos cristais, por exemplo, a teoria diria que a forma que um cristal assume depende de seu campo mórfico característico. Campo mórfico é um termo mais amplo que inclui os campos de forma e comportamento; doravante, usarei a palavra campo mórfico em vez de morfogenético. por exemplo, a teoria diria que a forma que um cristal assume depende de seu campo mórfico característico. 


Se você fizer um novo composto e cristalizá-lo, não haverá um campo mórfico para ele na primeira vez. Portanto, pode ser muito difícil cristalizar; você tem que esperar que um campo mórfico surja. Na segunda vez, no entanto, mesmo que você faça isso em outro lugar do mundo, haverá uma influência da primeira cristalização, e ela deve se cristalizar um pouco mais facilmente. Na terceira vez, haverá uma influência da primeira e da segunda, e assim por diante. Haverá uma influência cumulativa de cristais anteriores, então deve ficar cada vez mais fácil cristalizar quanto mais frequentemente você cristaliza. E, de fato, é exatamente isso que acontece. Os químicos sintéticos descobrem que os novos compostos geralmente são muito difíceis de cristalizar. Conforme o tempo passa, eles geralmente ficam mais fáceis de cristalizar em todo o mundo. A explicação convencional é que isso ocorre porque fragmentos de cristais anteriores são carregados de laboratório em laboratório nas barbas de químicos migrantes. Quando não houve nenhum químico migrante, presume-se que os fragmentos flutuaram pela atmosfera como partículas microscópicas de poeira.

Talvez os químicos migrantes carreguem fragmentos em suas barbas e talvez partículas de poeira se espalhem pela atmosfera. No entanto, se medirmos a taxa de cristalização sob condições rigorosamente controladas em vasos selados em diferentes partes do mundo, ainda assim devemos observar uma taxa acelerada de cristalização. Este experimento ainda não foi feito. Mas um experimento relacionado envolvendo taxas de reação química de novos processos sintéticos está atualmente sendo considerado por uma grande empresa química na Grã-Bretanha porque, se essas coisas acontecerem, terão implicações muito importantes para a indústria química.

Uma nova ciência da vida

Existem vários experimentos que podem ser feitos no reino da forma biológica e no desenvolvimento da forma. Correspondentemente, os mesmos princípios se aplicam ao comportamento, formas de comportamento e padrões de comportamento. Considere a hipótese de que, se você treinar ratos para aprender um novo truque em Santa Bárbara, os ratos de todo o mundo serão capazes de aprender a fazer o mesmo truque mais rapidamente, só porque os ratos em Santa Bárbara aprenderam. Este novo padrão de aprendizagem estará, por assim dizer, na memória coletiva do rato – nos campos mórficos dos ratos, aos quais outros ratos podem entrar em sintonia, apenas porque são ratos e apenas porque estão em circunstâncias semelhantes, por ressonância mórfica . Isso pode parecer um pouco improvável, mas ou esse tipo de coisa acontece ou não.

Entre o vasto número de artigos nos arquivos de experimentos em psicologia de ratos, há vários exemplos de experimentos em que as pessoas realmente monitoraram as taxas de aprendizagem ao longo do tempo e descobriram aumentos misteriosos. Em meu livro Uma nova Ciência da Vida, descrevo uma dessas séries de experimentos que se estendeu por um período de 50 anos. Iniciado em Harvard e depois na Escócia e na Austrália, o experimento demonstrou que os ratos aumentaram sua taxa de aprendizagem em mais de dez vezes. Este foi um efeito enorme – não algum resultado marginal estatisticamente significativo. Essa taxa melhorada de aprendizado em situações de aprendizado idênticas ocorreu nesses três locais separados e em todos os ratos da raça, não apenas em ratos descendentes de pais treinados.


Pode-se ver a partir dessas analogias como a genética e a ressonância mórfica estão envolvidas na hereditariedade. Claro, uma nova teoria da hereditariedade leva a uma nova teoria da evolução. A teoria evolucionária atual é baseada na suposição de que praticamente toda hereditariedade é genética. A sociobiologia e o neodarwinismo, em todas as suas várias formas, são baseados na seleção de genes, frequências de genes e assim por diante. A teoria da ressonância mórfica leva a uma visão muito mais ampla que permite que uma das grandes heresias da biologia mais uma vez seja levada a sério: a saber, a ideia da herança de características adquiridas. Os comportamentos que os organismos aprendem ou as formas que desenvolvem podem ser herdados por outros, mesmo que não sejam descendentes dos organismos originais – por ressonância mórfica.

Um Novo Conceito de Memória

Quando consideramos a memória, essa hipótese leva a uma abordagem muito diferente da tradicional. O conceito-chave da ressonância mórfica é que coisas semelhantes influenciam coisas semelhantes no espaço e no tempo. A quantidade de influência depende do grau de semelhança. A maioria dos organismos são mais semelhantes a si próprios no passado do que a qualquer outro organismo. Eu sou mais parecido comigo cinco minutos atrás do que sou como qualquer um de vocês; todos nós somos mais parecidos conosco no passado do que com qualquer outra pessoa. O mesmo é verdade para qualquer organismo. Essa auto-ressonância com estados passados ​​do mesmo organismo no reino da forma ajuda a estabilizar os campos morfogenéticos, a estabilizar a forma do organismo, mesmo que os constituintes químicos nas células estejam se transformando e mudando. Os padrões habituais de comportamento também são sintonizados pelo processo de auto-ressonância. Se eu começar a andar de bicicleta, por exemplo, o padrão de atividade do meu sistema nervoso e dos meus músculos, em resposta ao equilíbrio na bicicleta, imediatamente me sintoniza por semelhança com todas as ocasiões anteriores em que eu andei de bicicleta. A experiência de andar de bicicleta é dada por ressonância mórfica cumulativa a todas aquelas ocasiões passadas. Não é uma memória verbal ou intelectual; é uma memória corporal de andar de bicicleta. 

Isso também se aplica à minha memória de eventos reais: o que fiz ontem em Los Angeles ou no ano passado na Inglaterra. Quando penso nesses eventos específicos, estou me sintonizando nas ocasiões em que esses eventos aconteceram. Existe uma conexão causal direta por meio de um processo de ajuste. Se essa hipótese estiver correta, não é necessário assumir que as memórias estão armazenadas dentro do cérebro.


Ao considerar a teoria da ressonância mórfica da memória, podemos perguntar: se nos sintonizamos com nossas próprias memórias, por que não nos sintonizamos com as de outras pessoas também? Acho que sim, e toda a base da abordagem que estou sugerindo é que existe uma memória coletiva com a qual todos estamos sintonizados, que forma um pano de fundo contra o qual nossa própria experiência se desenvolve e contra a qual nossas próprias memórias individuais se desenvolvem. Este conceito é muito semelhante à noção de inconsciente coletivo.

Jung pensava no inconsciente coletivo como uma memória coletiva, a memória coletiva da humanidade. Ele pensava que as pessoas estariam mais sintonizadas com os membros de sua própria família, raça e grupo social e cultural, mas que, no entanto, haveria uma ressonância de fundo de toda a humanidade: uma experiência combinada ou média de coisas básicas que todas as pessoas experimentam (por exemplo, comportamento materno e vários padrões sociais e estruturas de experiência e pensamento). Não seria tanto uma memória de pessoas particulares do passado, mas uma média das formas básicas de estruturas de memória; esses são os arquétipos. A noção de inconsciente coletivo de Jung faz muito sentido no contexto da abordagem geral que estou apresentando. A teoria da ressonância mórfica levaria a uma reafirmação radical de Jung ‘

A abordagem que estou apresentando é muito semelhante à ideia de Jung do inconsciente coletivo. A principal diferença é que a ideia de Jung foi aplicada principalmente à experiência humana e à memória coletiva humana. O que estou sugerindo é que um princípio muito semelhante opera em todo o universo, não apenas nos seres humanos. Se o tipo de mudança radical de paradigma de que estou falando ocorrer dentro da biologia – se a hipótese da ressonância mórfica for aproximadamente correta – então a ideia de Jung do inconsciente coletivo se tornaria uma ideia dominante: os campos morfogênicos e o conceito de inconsciente coletivo mudar completamente o contexto da psicologia moderna.

 Compilação dos textos de Rupert Sheldrake

O Arquétipo Mãe por Carl Jung

Foto por Daria Obymaha em Pexels.com

Como qualquer outro arquétipo, o arquétipo mãe aparece sob uma variedade quase infinita de aspectos.

Menciono aqui apenas algumas das mais características.

Os primeiros em importância são a mãe e a avó pessoais, madrasta e sogra; então, qualquer mulher com quem exista um relacionamento – por exemplo, uma enfermeira ou governanta ou talvez uma ancestral remota. Depois, há o que poderia ser chamado de mães em sentido figurado. A essa categoria pertence a deusa, e especialmente a Mãe de Deus, a Virgem e Sophia. A mitologia oferece muitas variações do arquétipo da mãe, como por exemplo a mãe que reaparece como donzela no mito de Deméter e Kore; ou a mãe que também é amada, como no mito de Cybele-Attis. Outros símbolos da mãe, em sentido figurado, aparecem nas coisas que representam o objetivo de nosso desejo de redenção, como o Paraíso, o Reino de Deus, a Jerusalém Celestial.

Muitas coisas que despertam devoção ou sentimentos de reverência, como, por exemplo, a Igreja, universidade, cidade ou país, céu, terra, floresta, mar ou qualquer água parada, importam mesmo, o submundo e a lua, podem ser símbolos da mãe.

O arquétipo é freqüentemente associado a coisas e lugares que representam fertilidade e fecundidade: a cornucópia, um campo arado, um jardim.

Pode ser anexado a uma rocha, uma caverna, uma árvore, uma fonte, um poço profundo ou vários vasos, como a pia batismal, ou flores em forma de vaso, como a rosa ou o lótus.

Devido à proteção que implica, o círculo mágico ou mandala pode ser uma forma de arquétipo mãe.

Objetos ocos, como fornos e recipientes de cozimento, estão associados ao arquétipo mãe e, é claro, ao útero, yoni e qualquer outra forma semelhante. Adicionado a esta lista, existem muitos animais, como vaca, lebre e animais úteis em geral.

Todos esses símbolos podem ter um significado positivo e favorável ou um significado negativo e maligno. Um aspecto ambivalente é visto nas deusas do destino (Moira, Graeae, Norns).

Os símbolos do mal são a bruxa, o dragão (ou qualquer animal devorador e entrelaçado, como um peixe grande ou uma serpente), o túmulo, o sarcófago, águas profundas, morte, pesadelos e truques (Empusa, Lilith, etc.). Esta lista não está, é claro, completa; apresenta apenas as características mais importantes do arquétipo mãe.

As qualidades associadas a ela são solicitude e simpatia maternas; a autoridade mágica da mulher; a sabedoria e exaltação espiritual que transcendem a razão; qualquer instinto ou impulso útil; tudo o que é benigno, tudo o que estima e sustenta, que promove o crescimento e a fertilidade.

O lugar da transformação mágica e do renascimento, junto com o submundo e seus habitantes, é presidido pela mãe.

No lado negativo, o arquétipo da mãe pode conotar qualquer coisa secreta, oculta, sombria; o abismo, o mundo dos mortos, tudo o que devora, seduz e envenena, que é aterrorizante e inevitável como o destino.

Todos esses atributos do arquétipo mãe foram totalmente descritos e documentados em meu livro Symbols of Transformation.

Lá, formulei a ambivalência desses atributos como “a mãe amorosa e terrível”. Talvez o exemplo histórico da natureza dual da mãe mais familiar para nós seja a Virgem Maria, que o arquétipo da mãe não é apenas a mãe do Senhor, mas também, de acordo com as alegorias medievais, sua cruz.

Na Índia, “a mãe amorosa e terrível” é o paradoxal Kali. A filosofia Sankhya elaborou o arquétipo mãe no conceito de prakrti (matéria) e atribuiu a ele os três gunas ou atributos fundamentais: sattva, rajas, tamas: bondade, paixão e escuridão.

Estes são três aspectos essenciais da mãe: a bondade que nutre, a emocionalidade orgiástica e as profundezas da Stygian.

A característica especial do mito filosófico, que mostra Prakrti dançando diante de Purusha, a fim de lembrá-lo de “conhecimento discriminador”, não pertence ao arquétipo da mãe, mas ao arquétipo da anima, que na psicologia de um homem sempre aparece invariavelmente. , misturado com a imagem da mãe.

Embora a figura da mãe, tal como aparece no folclore, seja mais ou menos universal, essa imagem muda acentuadamente quando aparece na psique individual. No tratamento de pacientes, a princípio, ficamos impressionados e de fato presos pelo aparente significado da mãe pessoal.

Essa figura da mãe pessoal aparece tão grande em todas as psicologias personalistas que, como sabemos, elas nunca foram além, mesmo em teoria, a outros fatores etiológicos importantes. Minha visão difere da de outras teorias médico-psicológicas, principalmente porque atribuo à mãe pessoal apenas um significado etiológico limitado.

Ou seja, todas as influências que a literatura descreve como exercidas sobre os filhos não provêm da própria mãe, mas do arquétipo projetado sobre ela, que lhe dá uma base mitológica e a investe em autoridade e numinosidade. Os efeitos etiológicos e traumáticos produzidos pela mãe devem ser divididos em dois grupos:

(1) aqueles que correspondem a traços de caráter ou atitudes realmente presentes na mãe; e (2) aqueles que se referem a traços que a mãe apenas parece possuir, sendo a realidade composta por projeções mais ou menos fantásticas (ou seja, arquetípicas) sobre a mãe. Parte da criança.

O próprio Freud já havia visto que a verdadeira etiologia das neuroses não se encontra em efeitos traumáticos, como ele inicialmente suspeitava, mas em um desenvolvimento peculiar da fantasia infantil.

Isso não significa negar que esse desenvolvimento possa ser rastreado até influências perturbadoras que emanam da mãe.

Eu mesmo estabeleci como regra procurar primeiro a causa das neuroses infantis na mãe, pois sei por experiência que uma criança tem muito mais probabilidade de se desenvolver normalmente do que neuroticamente, e que, na grande maioria dos casos, causas definidas de distúrbios podem ser encontrado nos pais, especialmente na mãe.

O conteúdo das fantasias anormais da criança só pode ser referido à mãe pessoal, em parte, uma vez que muitas vezes contêm alusões claras e inconfundíveis que possivelmente não poderiam ter referência a seres humanos. Isso é especialmente verdadeiro no caso de produtos definitivamente mitológicos, como é o caso das fobias infantis, nas quais a mãe pode aparecer como uma fera selvagem, uma bruxa, um espectro, um ogro, um hermafrodita e assim por diante.

Deve-se ter em mente, no entanto, que essas fantasias nem sempre são de origem mitológica inconfundível e, mesmo que sejam, nem sempre podem estar enraizadas no arquétipo inconsciente, mas podem ter sido ocasionadas por contos de fadas ou observações acidentais.

Uma investigação completa é, portanto, indicada em cada caso. Por razões práticas, tal investigação não pode ser feita tão prontamente com crianças quanto com adultos, que quase sempre transferem suas fantasias para o médico durante o tratamento – ou, para ser mais preciso, as fantasias são projetadas automaticamente sobre ele. Quando isso acontece, nada se ganha por ridicularizá-los, pois os arquétipos estão entre os ativos inalienáveis ​​de toda psique.

Eles formam o “tesouro no reino dos pensamentos sombrios”, do qual Kant falou, e do qual temos amplas evidências do arquétipo mãe nos incontáveis ​​motivos do tesouro da mitologia.

Um arquétipo não é, em nenhum sentido, apenas um preconceito irritante; só se torna quando está no lugar errado.

Em si mesmas, imagens arquetípicas estão entre os valores mais altos da psique humana; povoaram os céus de todas as raças desde tempos imemoriais.

Descartá-los como sem valor seria uma perda distinta. Nossa tarefa não é, portanto, negar o arquétipo, mas dissolver as projeções, a fim de restaurar seus conteúdos ao indivíduo que os perdeu involuntariamente, projetando-os fora de si. ~

Carl Jung; Quatro Arquétipos: Mãe, Renascimento, Espírito, Malandro

Livros de Carl Jung:


Outros livros interessantes:

Técnica da Completude: Curar seu Passado e Mudar seu Futuro

Foto por lucas souza em Pexels.com

Tudo o que acontece em nossa vida, do grande ao pequeno, pode agitar algo em nós e levar à impotência e à incompletude. Se o seu pai bateu em você ou se você pediu ao seu irmão para compartilhar o doce dele e ele recusou, ou se do contrário alguém obrigou você a compartilhar o seu doce quando você não queria, e na sequência fez você se sentir envergonhado por não querer dividir! Realmente não importa muito qual foi o incidente, importa como isso fez você se sentir e as conclusões que você decidiu nesta situação. Então podemos ter a sensação de impotência tanto quando queremos que alguém divida algo conosco e essa pessoa não o faz, (sentimento de injustiça), quanto quando somos obrigados a dividir algo que era nosso e queríamos só para nós. E piora se fomos julgados pela postura do não, onde a criança vai se sentir reprimida em sua vontade e invadida em seu espaço, pois o limite imposto através do “não divido”, não foi respeitado e além disso o impulso foi reprimido. Você não quer ser mau, ninguém quer ser o vilão, mas se pra te convencer foi dito que quem não divide é mau, você se sente na obrigação de dividir de forma material, no mundo externo, e no mundo interno gera um conflito, onde uma parte sua ataca outra parte sua e esse conflito fica sem resolução. Tudo que se forma na experiência, percepções, julgamentos, emoções ficam registradas e ressoam manifestando-se, projetando-se no seu presente, e então através das mesmas crenças e filtros cria-se e olha-se a experiência. E cada um de nós responde de maneira diferente e chega a conclusões diferentes. Para uma pessoa, o irmão que recusa o doce simplesmente não importa; para a outra, um forte sentimento de rejeição acontece e a cognição de que outras pessoas são más e só pensam em si mesmas. Infelizmente, essas idéias ou cognições vivem dentro da pessoa pelo resto da vida, essas idéias são a causa raiz de todas as coisas que dão errado em sua vida quando criança, como adolescente, como adulto, como homem velho e até seu último suspiro.

Incompletos são momentos de impotência, “eu não sou capaz de fazer nada nesta situação”que ainda não foram concluídos. Esses momentos ainda carregam dor, confusão, tristeza, culpa ou qualquer outra emoção, mas principalmente impotência. 

A técnica da completude é muito antiga, descrita pela primeira vez em um antigo texto védico (hindu) Vijnana Bhairava Tantra, verso 22. O próprio Mahadeva, o próprio Shiva, dá essa técnica a Parvati em Shiva Agama. Shiva Agama é uma grande literatura – as técnicas que o próprio Mahadeva ensinou a Devi Parvati.

Ao contemplar esse caminho em seu espaço interior, desidentifique-se das impressões passadas e das lembranças da incompletude. Coloque sua atenção ativa no espaço do passado, reviva essas impressões imaginadas e memórias de incompletude. Então o material mental, tendo cessado completamente de suas características atuais de formação de padrões de pensamento e cognições, é completo. Assim, você se torna completo e alcança o espaço original da conclusão completa. –ShivaJnana Upanishad, Vijnana Bhairava Tantra – versículo 94, 22ª técnica.

A conclusão, ou ‘Purnatva‘ em sânscrito, é a verdade eterna última da Existência. Que haja paz no meu espaço interior, paz no espaço exterior, paz no Cosmos.

Para colocar de uma maneira simples: é uma técnica para curar essas emoções incompletas. E uma vez que essas emoções são concluídas, quaisquer percepções, quaisquer cognições que ficaram presas ao seu espaço interior no momento desse incidente (a vida é cruel, as pessoas só se importam com elas, a vida é injusta, é perigoso ser feliz, alguém pode tomar algo de mim) simplesmente desaparece . 

Reviver o seu passado, com um novo entendimento, decidir não repetir erros, incompletos e padrões do passado novamente no futuro é a conclusão.” – Paramahamsa Nithyananda

Atécnica consiste em REVIVER A EXPERIÊNCIA com a mesma impressão, ou seja como aconteceu quando você tinha 1, 2 ou 7 anos. Reviva como se você tivesse aqueles anos, permitindo emergir todas as emoções da criança naquele exato momento.

Reviver é diferente lembrar, lembrar é superficial, você lembra que quando tinha sete anos tomou uma surra, mas reviver a surra tendo sete anos é outra coisa, a mesma mente, a mesma energia, a mesma consciência, a mesma inteligência, a mesma identidade. Quando você revive até que se complete, você então esquece. Não precisa se reconciliar nem perdoar, só dissolver. Você permitirá que isso deixe seu sistema nervoso. Você permitirá que isso derreta através do seu sistema nervoso. Você permitirá que isso limpe seu sistema nervoso.

Comece pelos padrões repetitivos que observa em sua vida, enquanto não completá-los vai projetá-los no presente e no futuro. Depois que um incompleto é descoberto, ele pode ser concluído. 

Volte a esse momento no tempo e reviva-o com todos os detalhes, onde você estava, com quem, o que estava sendo dito, como se sentiu sobre isso, veja quais ideias você dá a si mesmo, o que pensa sobre você, sobre a vida e os outros.

 Você pode Primeiro, escrever tudo isso. O mais detalhado possível. Em seguida, sente-se com as costas retas, feche os olhos e reviva a situação pelo menos cinco vezes. Permita-se viver através das emoções desses momentos. Apenas o reviver será suficiente para completar as emoções incompletas e para que as cognições e crenças desapareçam, se tornem irrelevantes. Continue revivendo até que as emoções estejam completas, a situação não é mais tão importante para você.  Tudo se abrirá, tudo sairá do seu sistema. Quanto mais essa impotência deixar seu sistema, mais você será feliz, mais completo. Um por um, apanha cada incidente, cada incompleto, revive cinco vezes e passa para o próximo.

Se você sentir necessário converse consigo mesmo, com o eu daquela experiência, não se julgue pelas suas reações ou ações diga: “Isso aconteceu porque aconteceu! Eu reagi dessa maneira porque reagi dessa maneira! ” “Eu dei conta como pude”. Olhe para você com amor.

Uma das técnicas que Nithyananda ensina é a Sva-Poornatva Kriya onde você declara para si mesmo: ‘Agora estou em poornatva . Estou me comprometendo a ser completo e a causar conclusão para mim e para a vida. Estou me enriquecendo e levando a vida com perfeição. Então você senta consigo mesmo de frente ao espelho, olha nos seus olhos, vendo aquele eu criança…de 1, 2,3 anos que é a metade incompleta de você. Conecte-se com ela e reviva a experiência em questão. Então, fale em voz alta com a pessoa no espelho até sentir que a conclusão está acontecendo tanto para você quanto para a pessoa no espelho.

Faça para seus relacionamentos, comece com a sua mãe, chame a presença dela no espelho e converse com ela sobre todos os momentos incompletos até senti-los completos, depois com seu pai, com seus irmãos, com quem mais for necessário.

Pratique com a infância, pratique com o que aconteceu ontem ou agora a pouco, com aquilo que está incomodando você.

A conclusão é um espaço ou estado de ser onde nenhum evento negativo, emoções, padrões de pensamento ou comportamentos do passado podem nos dominar no presente ou no futuro.  Nada muda até que você realmente o pratique.

Lembre-se, essa não é uma verdade absoluta é apenas uma abordagem, se fizer sentido para você use-a. Ferramenta inútil é a que você não usa! Eu te desejo paz sobre todas coisas.

G’ ♾ interconexão